Cidades

CAMPO GRANDE

Estado vai construir batalhão da PM em região dominada pelo tráfico

Certame está na fase de conclusão de licitação

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Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), vai instalar a nova sede do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) na avenida Ernesto Geisel, esquina com a rua dos Andes, próximo ao Ginásio do Guanandizão, na vila Nhanhá, em Campo Grande.

A região é popularmente conhecida como uma das áreas mais violentas da Capital e ganhou fama por conta do intenso tráfico de drogas, sendo chamada de “cracolândia de Campo Grande”.

A escolha para instalação do BPMTran nesse local foi estratégica, levando em consideração a necessidade de ampliar a presença da polícia e reforçar a segurança em uma região considerada sensível da Capital.

A implantação da nova unidade deverá contribuir para o fortalecimento do policiamento ostensivo e do patrulhamento de trânsito

O projeto de construção está na fase de conclusão de licitação. Aviso de Reabertura de Proposta foi publicado nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial do Estado (DOE-MS).

Foram convocadas empresas que participam da licitação, como a Engemaf Construções LTDA, que apresentou proposta de R$ 5.803.000,00 - 7,6% a menos do que era orçado (R$ 6.243.809,92) inicialmente.

A empresa está instalada em Campo Grande e presta serviços de construção de edifícios, rodovias, obras de urbanização, terraplenagem, instalações hidráulicas, pintura e serviços de engenharia.

A sessão será reaberta nesta quinta-feira (8), às 9h30min, no site da Agesul, para divulgação da análise de proposta e manifestação do recurso.

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

Atualmente, o BPMTran está localizado na rua Barão do Rio Branco, 2.760, Centro, em uma área que pertence a Prefeitura de Campo Grande. A área será destinada à construção do futuro Fórum Criminal, por isso haverá a transferência de sede para a Nhanhá.

OPERAÇÃO TRILHA DE HERMES

Operação prende 4 investigados no sequestro de informante da polícia

A ação investiga um grupo criminoso envolvido no desaparecimento e tortura de Aldevan Pontes de Jesus

07/10/2026 10h05

Nova etapa da Operação Trilha de Hermes prende mais quatro foragidos

Nova etapa da Operação Trilha de Hermes prende mais quatro foragidos Divulgação: Polícia Civil

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Uma nova etapa da Operação Trilha de Hermes resultou na prisão de quatro foragidos, na manhã desta quarta-feira (7). Os suspeitos são investigados por participarem de um grupo criminoso envolvido com a prática de tráfico de drogas e crimes violentos na região de Itaquiraí. Os quatro mandados de busca e apreensão domiciliar foram em endereços nos municípios de Itaquiraí e Naviraí.

Um dos principais fatos investigados envolve o sequestro e possível homicídio de Aldevan Pontes de Jesus, que teria sido torturado e até o momento não foi encontrado. O homem de 32 anos utilizava tornozeleira eletrônica e foi identificado por integrantes do grupo criminoso como suposto informante da polícia.

Os policiais acreditam que esse foi o motivo do sequestro. O sinal do equipamento de monitoramento foi perdido na zona rural de Itaquiraí.

Os quatro presos, na manhã desta quarta-feira, eram procurados desde o dia 9 de março deste ano, quando foi deflagrada a 2ª fase da operação. Na ocasião, os investigados não foram localizados e permaneceram foragidos. De acordo com a Polícia Civil, recentemente, informações de inteligência indicaram que eles teriam retornado à região e passado a manter vínculos com novos imóveis.

Policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON) e da Delegacia Regional de Polícia de Naviraí (DRP), com apoio do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), participaram da ação.

As buscas também tiveram como objetivo a localização e apreensão de aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos, documentos, armas, munições e outros objetos que possam guardar relação com os fatos investigados.

Após as prisões, os quatro foram encaminhados à unidade policial local, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. As investigações permanecem em andamento.

Antecedentes

A apuração conduzida pela DEFRON e pela Delegacia Regional de Naviraí, com apoio do DOF, permitiu identificar a existência de uma organização criminosa armada, com estrutura hierárquica e divisão de tarefas.

Essas diligências resultaram na deflagração da 1ª fase da operação, em 2 de dezembro de 2025, quando foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca domiciliar, com apreensão de armas, veículos e outros objetos.

Nova etapa da Operação Trilha de Hermes prende mais quatro foragidosPistola calibre .380 apreendida na 2ª fase

Na 2º fase, deflagrada no dia 9 de março de 2026, foram cumpridos oito mandados de busca domiciliar, além de mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como participantes do sequestro e da possível morte da vítima. 

Durante as buscas, uma mulher de 42 anos foi presa em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Com ela, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380 e munições de diversos calibres. A mulher afirmou ser proprietária da arma e alegou mantê-la para segurança pessoal.

Também foram apreendidos diversos aparelhos celulares e uma caminhonete que pode ter sido utilizada em ações relacionadas ao grupo criminoso. 

INFRAESTRUTURA

Figueirão terá quase R$ 9,5 milhões em obras de pavimentação e drenagem

Licitação lançada pela Agesul prevê intervenções em diversas ruas do município, que tem população estimada em 3,8 mil habitantes

07/10/2026 09h15

Obras de pavimentação e drenagem previstas para Figueirão terão investimento estimado em R$ 9,46 milhões

Obras de pavimentação e drenagem previstas para Figueirão terão investimento estimado em R$ 9,46 milhões Divulgação

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Com menos de 4 mil habitantes, Figueirão deverá receber um investimento de R$ 9,46 milhões em obras de infraestrutura urbana. A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) lançou licitação para execução de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversas ruas do município.

A Concorrência Eletrônica foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (7) e tem valor estimado em R$ 9.462.221,29 e será realizada no dia 26 de outubro. O critério para escolha da empresa responsável será o de menor preço, com disputa aberta e execução por empreitada por preço unitário.

O montante chama atenção diante do tamanho de Figueirão. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem 3.790 habitantes em 2026. No Censo de 2022, eram 3.539 moradores, distribuídos por um território de 4,8 mil quilômetros quadrados, o que resulta em uma das menores densidades demográficas do Estado, de 0,73 habitante por km².

Considerando apenas como referência a população estimada atualmente, o valor previsto na licitação equivale a cerca de R$ 2,5 mil por habitante. Isso não significa que o recurso será distribuído entre os moradores, mas dimensiona o peso do investimento em infraestrutura para uma cidade de pequeno porte.

A obra deverá contemplar tanto a pavimentação de ruas quanto a implantação de estruturas para drenagem das águas das chuvas. O edital não detalha, no aviso de lançamento, quais vias serão contempladas nem a extensão total que receberá as intervenções. Essas informações constam nos documentos técnicos que acompanham a concorrência.

A licitação está vinculada ao Processo Administrativo e será conduzida de forma eletrônica pela Diretoria de Licitação de Obras da Agesul, conforme as regras da Lei Federal, a nova Lei de Licitações.

Laguna Caarapã

No mesmo dia, a Agesul também realizará uma segunda concorrência voltada à infraestrutura urbana no interior de Mato Grosso do Sul. Desta vez, o investimento previsto chega a R$ 9.831.347,84.

A Concorrência Eletrônica nº 130/2026 prevê obras de controle de erosão urbana e urbanização em Laguna Carapã. A sessão está marcada para as 10h30 do dia 26 de outubro, uma hora depois da abertura da disputa referente às obras de Figueirão.

Assim como na primeira concorrência, vencerá a proposta de menor preço, em modo de disputa aberto e com execução por empreitada por preço unitário.

Somados, os dois processos lançados pela Agesul representam R$ 19,29 milhões em investimentos previstos em infraestrutura urbana nos municípios de Figueirão e Laguna Carapã.

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