Cidades

CAMPO GRANDE

Michel Teló é multado por desmatar fazenda para plantio de soja

Ministério Público instaurou inquérito para apurar desmatamento em área de preservação na Fazenda Esperança, de propriedade da família Teló, localizada em Campo Grande

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu inquérito civil para apurar um desmatamento em área de preservação permanente (APP) em uma fazenda que pertence ao cantor sertanejo Michel Teló, em Campo Grande.

Conforme o processo, imagens de satélite identificaram o desmatamento de vegetação nativa em duas áreas distintas da Fazenda Esperança, somando 1,596 hectares. Em uma das áreas foi realizada a construção de um tanque em região úmida.

Ambas as áreas estão inseridas na área de proteção ambiental municipal da bacia do córrego Ceroula. 

O desmatamento tinha como objetivo abrir espaço para cultivo de agricultura. Em programa recente divulgado no Youtube, o cantor sertanejo mostrou a propriedade a falou sobre os planos de investir na lavoura e mostrou o início do plantio de soja. Na primeira etapa, segundo ele, seriam 200 hectares plantados.

Após a constatação do desmatamento, os proprietários da propriedade rural foram multados em R$ 4 mil pelo desmatamento em área de proteção permanente.

Além disso, também houve a notificação para a regularização da área que sofreu a supressão.

Em nota, a assessoria de imprensa do cantor informou que a propriedade tem 942 hectares e que á área desmatada corresponde a 0,1% dos hectares totais, além de ressaltar que as solicitações feitas pelo órgão ambiental foram atendidas.

Confira a nota na íntegra:

"Diante das matérias veiculadas na imprensa mencionando que Michel Teló foi multado por desmarar uma área de preservação, sua assessoria esclarece que, em abril de 2023, houve uma autuação administrativa do Imasul (órgão ambiental de Mato Grosso do Sul) por supressão vegetal na propriedade rural Fazenda Esperança. Seu sócio e administrador nesse empreendimento, César Teló, atendeu a todas as solicitações do órgão ambiental para a regularização da área autuada, apresentando o PRADA  - Projeto de Recuperação de Área Alterada (para a APP de 0,604 hectares) e o licenciamento corretivo (para a área sem especial proteção de 0,992 hectares). Além disso, foi respondido ao Ministério Público, que abriu inquérito sobre o mesmo fato, anexando todos os documentos comprobatórios da regularidade ambiental da área de da propriedade. Toda a regularização da área autuada foi realizada conforme solicitado pelos órgãos competentes."

Inquérito

O responsável pela propriedade, César Augusto Teló, respondeu ao Ministério Público argumentando que, após a notificação para regularização das intervenções realizadas na fazenda, ele apresentou o Projeto de Recuperação de Área Degradada e Alterada (PRADA), Cadastro Ambiental Rural (CAR) e solicitação das taxas para o licenciamento corretivo e volumetria da reposição florestal.

O Prada teria sido elaborado antes da autuação e contemplava a área de APP do imóvel e outras que necessitavam de regeneração.

Posteriormente, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) determinou a alteração do CAR, para inclusão das áreas de veredas como áreas de preservação ambiental, assim como a correção da localização do Córrego Mantena, o que fez com que o proprietário apresentasse um novo PRADA.

Por fim, o responsável argumentou que as áreas a recuperar representam 0,1% da propriedade e que possui preservada na íntegra a reserva legal. Desta forma, ele solicitou o arquivamento da apuração.

O Ministério Público, por sua vez, afirmou que não se arquiva inquérito civil em que haja dano ambiental sem formalização de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mesmo com o protocolo do Prada. 

"Não obstante o zeloso trabalho apresentado pela causídica do proprietário da fazenda, entende-se que a resposta do órgão ambiental estadual é imprescindível ao esclarecimento dos fatos. Além disso, como foi bem esclarecido no despacho anterior, [...] não se arquiva Inquérito Civil em que haja danos ambientais sem a formalização de Termo de Ajustamento de Conduta".

Desta forma, a notícia de fato foi transformada em inquérito civil pelo promotor Luiz Antônio Freitas de Almeida, da 34ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, para apurar a devida reparação da área de preservação permanente da fazenda.

Como diligência preliminar, o promotor cobrou que o Imasul responda, fazendo conclusão dos autos.

* Matéria atualizada às 14h06 do dia 22/07 para correção e acréscimo de informações

Baixa adesão

Dourados vacina só 8% do público-alvo contra chikungunya após quase um mês de campanha

Município é considerado o epicentro nacional da arbovirose transmitida pelo mosquito aedes aegypti

22/05/2026 17h15

Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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Após quase um mês de campanha no enfrentamento à chikungunya, a prefeitura de Dourados vacinou apenas 8% das 43 mil pessoas com idade entre 18 e 59 anos, publico-alvo da vacinação iniciada o dia 27 de abril último. Desde o início da campanha vacinal, apenas 3.409 pessoas foram imunizadas. 

Com 12 mortes, município é considerado o epicentro nacional da arbovirose transmitida pelo mosquito aedes aegypti. Ao todo, Mato Grosso do Sul contabiliza 19 das 27 mortes de todo país. Há mortes também em Goiás (2), São Paulo (2), Rondônia (1), Mato Grosso (1), Bahia (1) e Minas Gerais (1). 

A vítima mais recente é uma criança indígena de 12 anos, que estava internada desde 28 de fevereiro e morreu no dia 3 de abril no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). A morte ocorre no momento em que a curva epidemiológica da doença começa a apresentar queda no município, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.

A confirmação foi divulgada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela prefeitura para coordenar as ações de enfrentamento à epidemia tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana de Dourados. Com a nova ocorrência, sobe para 10 o número de indígenas mortos em decorrência da doença. Os outros dois óbitos confirmados são de moradores do perímetro urbano.

Além das 12 mortes já confirmadas, outros quatro óbitos seguem em investigação. Entre os casos suspeitos mais recentes estão uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos com comorbidades. Também permanecem sob análise a morte de um idoso de 84 anos, portador de doença arterial coronariana, e a de um homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco e morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em 27 de abril.

O município contabiliza 8.764 casos notificados de chikungunya. Desse total, 5.154 são considerados casos prováveis, 4.066 foram confirmados e 1.088 seguem em investigação.

Na Reserva Indígena, o cenário continua preocupante. São 3.202 casos notificados, com 2.139 confirmações, 768 descartes e 295 casos ainda em investigação.

Apesar da gravidade da epidemia, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a Curva Epidêmica apresentou queda na 20ª semana epidemiológica, indica possível desaceleração da transmissão da doença no município.

Vacinação

Como parte das ações de enfrentamento, prefeitura e Universidade Federal da Grande Dourados  promovem nesta sexta-feira (22), das 13h às 20h, uma ação especial de vacinação contra Influenza e chikungunya no campus universitário.

A vacinação seguirá os critérios definidos pelo Ministério da Saúde e será destinada a pessoas entre 18 e 59 anos. A meta da campanha é imunizar pelo menos 27% do público-alvo, cerca de 43 mil pessoas.

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Atenção

Ponte na MS-345 em direção a Bonito será interditada neste sábado

O acesso na Estrada do 21 com destino a Bonito ficará fechado das 6h ao meio dia para obra estrutural

22/05/2026 17h00

Estrada do 21, no município Águas do Miranda

Estrada do 21, no município Águas do Miranda Divulgação/Arquivo Governo de MS

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A ponte sobre o Rio Miranda, na rodovia MS-345 ficará totalmente interditada durante a manhã deste sábado (23), das 6h às 14h.

A interdição será para a realização de mais uma etapa da obra de recuperação da estrutura. Assim, quem segue pela Estrada do 21 em direção a Bonito ou circula pelo distrito de Águas do Miranda deve programar a viagem e rotas alternativas no período. 

Após às 14h, a ponte será liberada para o tráfego mas com restrições que já aconteciam normalmente, como a operação do tráfego no sistema pare e siga, a circulação em meia pista e a ponte limitada apenas a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de 10 toneladas, atravessando um veículo por vez. 

Esta etapa da reforma da estrutura consiste na substituição de neoprene na ponte, uma substância emborrachada capaz de aguentar grandes pesos e que é colocada em pontos estratégicos na junção de diferentes partes. Nessa estrutura, a borracha será colocada na cortina, a parte lateral. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), "a medida é indispensável para garantir a plena restauração da estrutura e permitir o avanço seguro de uma intervenção planejada com rigorosos critérios técnicos". 

Recuperação da ponte

A obra de recuperação estrutural da ponte de concreto sobre o Rio Miranda, no distrito de Águas do Miranda entre os municípios de Anastácio e Bonito, foram iniciados pelo Governo do Estado e executada pela Agência Estadual de Gestão de Epreendimentos (Agesul). 

Ao todo, a obra tem um investimento de R$ 3,3 milhões e inclui  o recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequação técnicas para melhorar a estabilidade da ponte, que foi construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da rodovia ser pavimentada. 

“É uma recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos. Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, que ressaltou que a obra foi pensada para recuperar completamente a estrutura e adequá-la à demanda regional. 

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