Cidades

COMBATE

Mesmo com término das chuvas, incêndios no Pantanal em MS continuam controlados

Segundo o Governo de MS, a diminuição dos focos está influenciado diretamente com aumento nas equipes de controle

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Os focos de incêndios florestais seguem controlados no Pantanal de Mato Grosso do Sul, segundo boletim divulgado pelo Governo de Mato Grosso do Sul na tarde desta sexta-feira (25). O órgão atribui esse controle e influência do aumento das equipe que trabalha diretamente nas estratégias de ações e no combate direto.  

Hoje, atuam nos trabalho 340 pessoas, com membros do Governo do Estado, forças militares, governo federal e setor produtivo. Apesar da notícia positiva, o órgão afirmou que alerta continua, devido às condições propícias de novos incêndios no bioma.  

Dados sobre a atuação do Governo do Estado, do Corpo de Bombeiros e as condições climáticas foram apresentados pelo secretário Jaime Verruck, da Semagro Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar em live transmitida pelo Facebook do Governo do Estado, às 11h30 desta sexta-feira (25).

Nesta semana, o Ministério da Defesa confirmou o apoio da Força Nacional que irá atuar no Porto Jofre, região do Pantanal no Mato Grosso, muito atingida pelos incêndios. “Avançamos muito nesta semana, também montamos a Sala de Crise do Pantanal, para monitorar a crise hídrica em MS, recebemos mais R$ 1 milhão em recurso federal para apoiar as ações e seguimos com a Operação Focus para identificar a origem dos incêndios”, afirma o secretário Jaime Verruck.

De acordo com o Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) não há expectativa de chuva para o Estado na próxima semana. Há predomínio de uma massa de ar seco e de altas temperaturas em Mato Grosso do Sul até o fim de outubro. As temperaturas devem continuar com máximas na casa dos 40°C e umidade relativa do ar em 15%, o que favorece a expansão do fogo.

QUEIMADAS

O tenente-coronel Moreira, do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, destaca que no MS já foram registrados 5.966 focos de incêndios em setembro, sendo que em agosto foram 5.935 focos. São sete meses seguidos de picos de incêndios florestais no Estado, sendo que os 16.119 focos registrados no bioma Pantanal em 2020, são recorde para a série histórica iniciada em 1988.

Seis municípios inseridos no Bioma Pantanal, sendo dois em MS e quatro no MT, registram 97,3% dos focos de calor no Pantanal este ano. O levantamento do Corpo de Bombeiros também mostra que só em 2020, 22% do bioma Pantanal foi consumido pelas chamas, o que soma 3,186 milhões de hectares queimados.

Em Mato Grosso do Sul, que detém maior parte do Pantanal, o fogo consumiu 1,238 milhão de hectares, enquanto em Mato Grosso já são 1,941 milhão de hectares atingidos pelas chamas. O Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari teve 68,6% de sua área queimada, o que representa 21 mil hectares, no bioma cerrado.

OPERAÇÕES

Atualmente estão em andamento três operações do Corpo de Bombeiros em Mato Grosso do Sul. A operação Pantanal II, está focada na Serra do Amolar e conta com atuação de 275 pessoas (Marinha, Corpo de Bombeiros MS, PR, ICMBio e Prevfogo). A Operação Parque do Taquari, no bioma Cerrado, compreende 48 pessoas trabalhando (Bombeiros do MS e PR, brigadistas do ICMBio e um helicóptero da Policia Militar de MG).

E a operação Parque da Ilha Grande, no bioma Mata Atlântica, está com 23 pessoas (Bombeiros do MS e PR, brigadistas do ICMBio e Policia Militar do PR). Nessa região o fogo está concentrado na ilha bandeirantes, local de difícil acesso.

“As perspectivas não são nada animadoras. Nós temos uma vegetação extremamente seca e com risco ambiental de incêndios florestais graves em qualquer localidade e momento. Precisamos seguir em alerta”, afirma o Tenente-Coronel Moreira, do Corpo de Bombeiros.

 

INTERIOR

Obra da MS-276 fica 23% mais cara um ano e meio após assinatura de contrato

Aditivo de três milhões de reais acrescidos elevaram acordo com a Engepar para a casa dos R$80,3 mi

12/06/2026 10h10

De acordo com o contrato assinado em janeiro de 2025, empenho inicial para essa obra somava o montante de R$65.254.179,61.

De acordo com o contrato assinado em janeiro de 2025, empenho inicial para essa obra somava o montante de R$65.254.179,61. Reprodução/Saul Schramm/GovMS

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Conforme divulgado através do Diário Oficial Online (DOE) do Mato Grosso do Sul desta sexta-feira (12), o acordo firmado entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimento (Agesul) com a empresa Engenharia e Participações Ltda. (Engepar), para obras na rodovia MS-276, acaba de ficar três milhões de reais mais caro e já representa um salto de 23% no total do empenho se comparado com o valor original do contrato assinado há cerca de um ano e meio. 

Como consta no extrato do segundo termo aditivo publicado hoje (12), essa alteração acrescenta exatos R$3.178.360,90 ao contrato, graças à "reprogramação da planilha da obra".  

Ou seja, pelos valores acrescidos, esse contrato com a Engepar passa de atuais R$77.199.372,98 para exatos R$80.377.733,88. 

Vale destacar que, o objeto deste contrato trata-se da:  

"Obra de restauração do pavimento com melhoramentos para adequação da capacidade e segurança da rodovia MS-276, trecho: entr.BR-163 (Vila São Pedro) - limite municipal Dourados e Fátima do Sul (ponte sobre o Rio Dourados), subtrecho: km 0,00 - km 29,70 (lote 1), com extensão de 29,70 km, no município de Dourados". 

Entenda

De acordo com o contrato assinado em janeiro de 2025, e como bem especifica o edital que data de 28 de outubro de 2024, o empenho total para essa obra somava o montante de R$65.254.179,61. 

Se levado em conta o valor original, os três milhões de reais acrescidos que elevaram o contrato para R$80 milhões representam um aumento de 23,18% cerca de um ano e meio após firmado esse acordo. 

Julgado pelo critério do "menor preço", pelo menos 15 empresas entre as interessadas foram inabilitadas pela falta de documentos obrigatórios ou propostas iniciais. Participaram do certame: 

  1. ENGENHARIA E COMÉRCIO BANDEIRANTES LTDA
  2. VALE DO RIO NOVO ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA
  3. CONSTRUTORA SÃO CRISTOVÃO LTDA.
  4. GUIZARDI JÚNIOR CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA.
  5. AGRIMAT ENGENHARIA E EMPREENDIMENTOS LTDA.
  6. CONSTRUTORA TRIPOLO LTDA
  7. CONSTRUTORA CAIAPÓ LTDA.
  8. TECCON S/A CONSTRUÇÃO E PAVIMENTAÇÃO e 
  9. ENGEPAR ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES LTDA

Do resultado final da disputa, a Engepar apresentou uma proposta inicial de: : R$63.949.096,02, cerca de um milhão mais barata que a segunda colocada, a Engenharia e Comércio Bandeirantes, e posteriormente ajustado ainda para R$63.945.264,50. 

Sobre o prazo de execução, conforme consta no edital, as obras do objeto em questão devem ser entregues no prazo de 720 dias consecutivos, pouco menos de dois anos contados da data do recebimento da Ordem de Início dos Serviços (OIS). 

 

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MATO GROSSO DO SUL

MP recomenda mudanças em transferências e proteção de presos em MS

Grupo de Atuação Especial da Execução Penal expediu série de recomendações à Agepen e à Sejusp para padronizar procedimentos, ampliar a proteção de presos vulneráveis e modernizar regras disciplinares vigentes há quase 20 anos

12/06/2026 10h00

Recomendações do Ministério Público miram desde transferências de presos até proteção de grupos vulneráveis e revisão do regulamento disciplinar do sistema penitenciário estadual.

Recomendações do Ministério Público miram desde transferências de presos até proteção de grupos vulneráveis e revisão do regulamento disciplinar do sistema penitenciário estadual. Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou uma série de mudanças estruturais no sistema penitenciário estadual, com foco na segurança das unidades, proteção de pessoas vulneráveis privadas de liberdade e modernização das regras disciplinares aplicadas nos presídios. As medidas foram encaminhadas à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

As recomendações foram expedidas pelo Grupo de Atuação Especial da Execução Penal (GAEP), coordenado pela promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin, após discussões realizadas durante reunião do grupo em maio deste ano. Os documentos foram publicados no Diário Oficial do Ministério Público desta sexta-feira (12).

Entre as medidas consideradas prioritárias está a criação de critérios padronizados para análise de pedidos de transferência de presos entre unidades prisionais. O MP entende que a ausência de parâmetros uniformes pode comprometer a segurança institucional e a preservação da ordem pública.

Pela recomendação, a Agepen deverá adotar parecer técnico obrigatório antes de qualquer transferência, criar formulários padronizados de avaliação do perfil do custodiado e realizar análises de risco institucional, vulnerabilidades individuais, vínculos faccionais e compatibilidade do preso com a unidade de destino. Também deverá ser considerado o histórico disciplinar e eventuais registros de fuga.

Outra recomendação trata da criação de um fluxo institucional específico para identificação e proteção de pessoas consideradas vulneráveis dentro do sistema prisional. O documento cita grupos como população LGBTQIAPN+, presos ameaçados, idosos, pessoas com transtornos mentais e custodiados expostos a riscos decorrentes de conflitos entre facções criminosas.

Segundo o MPMS, a proteção deve começar já na entrada do preso no sistema, por meio de avaliação multidisciplinar capaz de identificar situações de vulnerabilidade, definir o local adequado de custódia e orientar medidas preventivas. A proposta prevê ainda monitoramento contínuo dos casos e a adoção de protocolos específicos voltados à preservação da integridade física dessas pessoas.

O grupo também recomendou a padronização estadual dos procedimentos relacionados à remição de pena, benefício que permite a redução do tempo de cumprimento da condenação por meio do trabalho, estudo e outras atividades previstas em lei.

Entre as medidas sugeridas estão o envio mensal das informações ao Poder Judiciário, a integração dos registros ao Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), mecanismos de rastreabilidade documental e fiscalização para evitar sobreposição indevida de benefícios. O documento ainda propõe a regulamentação de modalidades como remição por leitura, cursos profissionalizantes, educação digital, ensino remoto, participação no Encceja e no Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL).

Revisão de regulamento com quase 20 anos

Em outra recomendação, o MPMS pede que a Sejusp promova uma ampla revisão do Regimento Interno Básico das Unidades Prisionais de Mato Grosso do Sul (RIBUP), instituído em 2006 e que, segundo o órgão, não passou por atualizações significativas ao longo de quase duas décadas.

O grupo aponta que a norma atual não contempla adequadamente temas considerados centrais na gestão penitenciária contemporânea, como inteligência prisional, uso de tecnologias digitais, videomonitoramento, proteção de grupos vulneráveis e o papel da Polícia Penal, incorporada à Constituição Federal por meio da Emenda Constitucional nº 104, de 2019.

A recomendação também prevê mudanças nos Procedimentos Administrativos Disciplinares Internos (PADICs), com definição de critérios mínimos para produção de provas, padronização de registros, individualização de condutas e vedação de relatos genéricos em apurações de faltas disciplinares.

Além disso, o MP sugere que futuras avaliações de comportamento prisional considerem todo o histórico executório do preso, incluindo evasões, regressões de regime, reincidência disciplinar e eventuais vínculos faccionais, evitando decisões automáticas baseadas apenas em critérios temporais.

A Agepen terá prazos entre 60 e 90 dias para informar se irá cumprir as recomendações, enquanto a Sejusp terá 120 dias para apresentar resposta formal ao Ministério Público. Caso as medidas não sejam implementadas, o órgão ministerial afirma que poderá adotar providências extrajudiciais e judiciais cabíveis.

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