Cidades

SEGURANÇA

Furtos aumentam durante o feriado e polícia dá dicas para proteger sua residência

Casas são alvos mais visados por criminosos devido a viagens de proprietários

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Devido ao feriado de Corpus Christi, comemorado nesta quinta-feira (16) e ao ponto facultativo decretado pelo governo do Estado, além do fim de semana, formando um feriadão de quatro dias, muitas famílias aproveitam o prolongamento da data para viajar.

Por este motivo, o "feriadão" acaba sendo um período em que, geralmente, aumenta o número de furtos de imóveis.

Conforme a Polícia Civil, criminosos veem as residências como alvos fáceis devido a não haver moradores em casa.

Pela Rodoviária e Aeroporto de Campo Grande devem passar cerca de 41 mil pessoas durante o período, o que indica que as viagens serão bem frequentes no período.

Para evitar a desagradável surpresa de voltar do descanso e passeio e encontrar a casa revirada e furtada, alguns cuidados são sugeridos para evitar ser alvo dos ladrões.

A Polícia Civil elencou uma série de dicas para aumentar a segurança. Confira:

  • A porta da cozinha deve ser protegida e a área tem que ser isolada do restante da casa com o trancamento das portas intermediárias. Isso porque os arrombamentos são mais frequentes pelos acessos dos fundos dos imóveis;
  • Não guarde objetos de valores em casa. Faça seguro deles e confie a custódia a cofres de bancos. Se preferir, use cofres de segurança dentro da residência, mas sempre que possível instale mais de um, sendo um deles fora dos aposentos particulares;
  • Alarmes sonoros ou luminosos devem ser testados periodicamente. Isso melhora a segurança e também ajuda os vizinhos que, avisados, reconhecem com facilidade o sistema e podem ajudar em caso de perigo;
  • Faça o máximo para dificultar a ação de delinquentes, desde a colocação de trincos e travas nas portas e janelas até trancas, correntes e cadeados nos pontos mais vulneráveis. Improvise as defesas conforme necessidade;
  • Conheça seus vizinhos e combine com eles medidas de auxílio mútuo. A solidariedade é importante nos momentos de perigo. Os vizinhos devem estar sempre alerta pela segurança de sua rua ou bairro;
  • Mantenha luzes acesas durante a noite e combine com vizinhos de confiança para que fiquem responsáveis por monitorar a casa e evitar jornais e correspondências acumuladas;
  • Não divulgue em redes sociais que vai sair a passeio;
  • Leve as chaves da casa com você. Não deixe a chave de sua residência em um local inapropriado como debaixo do tapete, próximo à janela ou a um vaso de plantas, por exemplo, pois é uma deixa para que o ladrão a encontre;
  • Em condomínios fechados ou edifícios, não deixe as chaves na portaria.

Versões Conflitantes

Namorada diz que policiais admitiram ter matado jovem errado em ação do Choque

Alexandra Raquele afirma que namorado estava desarmado e que policial teria reconhecido erro após comparar fotografias; Choque sustenta que jovem apontou revólver durante abordagem em Campo Grande.

20/10/2026 18h29

Alexandra Raquele, de 18 anos, aponta marcas na janela do quarto onde o namorado, Bruno Rafael, foi baleado durante uma ação do Batalhão de Choque, em Campo Grande.

Alexandra Raquele, de 18 anos, aponta marcas na janela do quarto onde o namorado, Bruno Rafael, foi baleado durante uma ação do Batalhão de Choque, em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Uma declaração atribuída a policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar levanta questionamentos sobre as circunstâncias da morte de Bruno Rafael Souza da Silva, de 18 anos, baleado durante uma operação realizada na madrugada de segunda-feira (19), no bairro Portal Caiobá, em Campo Grande.

Em entrevista ao Correio do Estado, Alexandra Raquele, de 18 anos, namorada de Bruno e mãe de um bebê de quatro meses, afirmou que um dos militares teria reconhecido um possível erro na identificação do suspeito após comparar fotografias de Bruno e de seu irmão, Miguel Sousa da Silva, conhecido como "Neguinho".

"A gente matou a pessoa errada", teria dito o policial, segundo o relato de Alexandra.

A denúncia feita por Alexandra apresenta uma versão diferente da relatada pela Polícia Militar.

Segundo o Batalhão de Choque, Bruno era suspeito de envolvimento no latrocínio de Gian Marcelo Samaniego Ramão, de 27 anos, ocorrido na sexta-feira (16), e teria apontado um revólver contra os policiais durante a abordagem, circunstância que, conforme a corporação, motivou os disparos.

As divergências envolvem não apenas a identificação do suspeito, mas também as circunstâncias do disparo e o estado de saúde em que Bruno foi retirado da residência.

Alexandra relata momentos antes do disparo

Alexandra contou que estava no quarto com Bruno e o filho do casal, um bebê de quatro meses, quando percebeu a chegada dos policiais, por volta das 4h da madrugada.

Segundo ela, o companheiro estava deitado e não apresentou qualquer reação de ameaça quando foi avisado sobre a presença dos militares.

A testemunha afirma que, pouco depois, vários agentes entraram na residência e determinaram que ela deixasse o quarto com a criança.

Ao tentar se levantar, um dos policiais teria pisado no colchão e prendido seu vestido, dificultando momentaneamente sua saída.

"Já entrou gritando: 'Vai, vai, vai, vai para fora, vai para fora!'", relatou.

Conforme o depoimento, Alexandra conseguiu sair do quarto e, momentos depois, ouviu os policiais questionarem Bruno sobre a existência de uma arma.

“Quando saí do quarto, ouvi um policial perguntar: ‘Cadê a arma, seu filho da puta?’. Bruno respondeu: ‘Não, senhor, não sei de arma, não estou com arma’. Logo depois, escutei o barulho do tiro”, relatou Alexandra.

Ela afirma ter ouvido apenas um disparo, que teria atingido o peito do companheiro.

A namorada também contesta a informação de que Bruno teria se levantado espontaneamente, se deslocado até a porta do quarto e retornado para buscar uma arma.

Segundo Alexandra, o jovem acordou ao ser alertado sobre a presença dos policiais e só tentou se levantar após receber uma ordem dos agentes.

O relato contraria a dinâmica apresentada pelo Batalhão de Choque, mas a testemunha já havia deixado o quarto quando o disparo ocorreu, não tendo presenciado diretamente o momento em que Bruno foi baleado.

"A gente matou a pessoa errada", relata testemunha

Um dos pontos mais contundentes da entrevista envolve o que teria acontecido após a abordagem.

Alexandra afirmou que um policial perguntou sobre os apelidos utilizados por Bruno e pelo irmão, Miguel. Durante a conversa, ela teria explicado que o companheiro era conhecido como "Taxa", enquanto "Neguinho" seria o apelido de Miguel.

Segundo a testemunha, o militar pediu uma fotografia de Miguel, e ela apresentou uma imagem que estava armazenada no celular.

O policial teria fotografado a imagem com seu próprio aparelho e, em seguida, solicitado uma fotografia de Bruno.

A jovem afirma ter mostrado um registro em que aparecia ao lado do namorado. Nesse momento, o militar teria comparado as imagens, olhado para outro integrante da equipe e feito a declaração que passou a alimentar as suspeitas da família.

"A gente matou a pessoa errada", teria afirmado, conforme Alexandra.

Questionada se os próprios policiais teriam percebido naquele momento um possível equívoco na identificação, ela respondeu: "Na hora. Na hora".

A testemunha acrescentou que, depois da suposta declaração, vários militares se reuniram em um canto da residência.

Família contesta versão sobre arma e socorro

Outro ponto de divergência está relacionado à existência de uma arma de fogo no quarto.

Alexandra afirma que Bruno não estava armado e sustenta que os policiais não encontraram qualquer resistência por parte do companheiro.

Segundo ela, aproximadamente dez minutos após o disparo, um militar teria informado ao pai de Bruno que o jovem apontara uma arma para a equipe.

A testemunha afirma ter contestado imediatamente essa explicação.

"Mentira, não tinha arma lá dentro", declarou.

Ela também questiona as circunstâncias em que o corpo do namorado foi retirado da residência.

Conforme seu relato, quatro policiais carregaram Bruno, que estava apenas de cueca, até uma viatura. Alexandra afirma que as pernas dele ficaram penduradas durante o transporte.

A família acredita que ele já estivesse morto naquele momento, embora a Polícia Militar sustente que houve socorro.

A namorada relatou que, ao chegar ao Centro Regional de Saúde do Coophavila, recebeu informações de que Bruno teria dado entrada sem vida.

"A gente já sabia que ele estava morto desde o tiro", afirmou.

Essa informação, atribuída por ela a um profissional da unidade, contraria o registro divulgado pelo Choque, segundo o qual o jovem chegou ao estabelecimento de saúde apresentando sinais vitais e morreu posteriormente.

Marcas de sangue permanecem na residência

Durante a entrevista, familiares mostraram objetos que, segundo eles, estavam no quarto no momento da abordagem e ficaram manchados de sangue.

Entre os materiais apresentados estão um sofá, cobertores e uma manta utilizada pelo bebê de quatro meses.

Alexandra afirmou que o colchão onde o casal dormia ficou com grande quantidade de sangue após o disparo.

"Com muito sangue, que você erguia o colchão assim, ó, ficava aquele monte de sangue debaixo do colchão", relatou.

A família também apontou marcas na parede e na região da janela do quarto, associando-as ao disparo.

Os vestígios, segundo os familiares, reforçam os questionamentos sobre a dinâmica da ação. Entretanto, a interpretação técnica dessas marcas depende de exames periciais.

Choque afirma que jovem apontou revólver contra policiais

Em sua versão oficial, divulgada na segunda-feira (19), o Batalhão de Choque informou que os militares realizavam diligências relacionadas ao latrocínio de Gian Marcelo Samaniego Ramão, ocorrido três dias antes no Parque do Lageado.

Bruno Rafael foi identificado inicialmente pelos policiais como suspeito de ter efetuado o disparo que matou Gian durante o assalto.

Conforme o relato da corporação, as equipes chegaram ao imóvel no Caiobá para realizar a abordagem, mas o jovem teria sacado um revólver e apontado a arma contra os militares.

Ainda segundo o Choque, Bruno desobedeceu às ordens para abandonar a arma, provocando uma situação considerada de ameaça iminente à integridade dos policiais.

Diante disso, os agentes efetuaram disparos contra o suspeito.

A corporação informou que Bruno foi desarmado, socorrido e encaminhado ao Centro Regional de Saúde do Coophavila, onde teria dado entrada com sinais vitais, mas não resistiu.

A Polícia Militar também comunicou que a perícia técnica compareceu ao local e que armas e materiais relacionados à ocorrência foram apreendidos para os procedimentos legais.

Essa é a versão apresentada pelos militares, que contrasta com o relato de Alexandra sobre a ausência de arma, o comportamento de Bruno e as condições em que ele deixou a residência.

Namorada afirma que Bruno não participou de latrocínio

A namorada de Bruno Rafael, Alexandra, afirmou ao Correio do Estado que o jovem não teve qualquer participação no latrocínio que terminou com a morte de Gian Marcelo Samaniego Ramão, no Parque do Lageado.

Segundo ela, no período em que o crime aconteceu, Bruno estava acompanhado de outro irmão, Cauã, em um estabelecimento conhecido na região, nas proximidades da residência da família.

A jovem relatou que os dois chegaram a se envolver em uma discussão no local, ocasião em que uma cadeira teria sido danificada.

Para Alexandra, a presença de Bruno no estabelecimento reforça a versão de que ele não estava envolvido no assalto investigado pela polícia.

O relato apresentado pela namorada poderá ser verificado por meio de testemunhas e eventuais imagens de câmeras de segurança do estabelecimento.

Apesar da negativa de Alexandra, a participação ou não de Bruno no latrocínio ainda depende da análise das provas reunidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Crime no Lageado terminou com morte de homem de 27 anos

O episódio que deu origem às diligências policiais aconteceu na noite de sexta-feira (16), no Parque do Lageado, em Campo Grande.

Gian Marcelo Samaniego Ramão, de 27 anos, havia retornado de uma viagem a Ponta Porã com a esposa quando foi surpreendido por criminosos armados e encapuzados.

Durante a ação, o homem tentou fugir, mas foi atingido por disparos nas costas. Ele chegou a receber atendimento médico e foi encaminhado à Santa Casa de Campo Grande, onde morreu horas depois.

Os criminosos levaram um Volkswagen Gol, posteriormente localizado incendiado.

No decorrer das investigações, Yuri Silva Santos Modesto, de 27 anos, também foi preso. Segundo informações policiais, ele admitiu participação no crime e forneceu detalhes que contribuíram para o avanço das diligências.

A investigação levou ainda à localização de um imóvel no bairro Tijuca, onde foram apreendidas armas de fogo, acessórios para armamentos, pneus e mercadorias de origem paraguaia.

As prisões e apreensões fazem parte da investigação do latrocínio, enquanto as circunstâncias da morte de Bruno durante a operação policial constituem uma questão distinta que também precisa ser esclarecida.

A identificação dos envolvidos no assassinato de Gian e a verificação da legalidade do uso da força policial são pontos fundamentais para o esclarecimento completo do caso.

Até o momento, as informações oficiais divulgadas pelo Choque não esclarecem especificamente a suposta declaração sobre ter atingido a pessoa errada, atribuída a um dos militares por Alexandra Raquele.

O que dizem as autoridades

O Correio do Estado procurou o Batalhão de Choque e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para obter esclarecimentos sobre as denúncias apresentadas por Alexandra e as circunstâncias da morte de Bruno.

Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

Desdobramento

MPMS pede nova condenação de envolvido na Operação Coffee Break

Parecer também se manifesta contra o provimento dos recursos apresentados o ex-governador André Puccinelli e o ex-prefeito Nelson Trad Filho

20/10/2026 18h15

Procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, em 2016, durante oferecimento da denúncia

Procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, em 2016, durante oferecimento da denúncia Foto: Arquivo Correio do Estado

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Por meio do Procurador de Justiça Sérgio Luiz Morelli, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestou pelo parcial provimento de recurso para reconhecer a prática de improbidade administrativa pelo ex-vereador Flávio César Mendes de Oliveira, titular da Secretaria de Fazenda de MS, no âmbito do caso Coffee Break, investigação sobre suspeita de compra de votos para cassar o mandato do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, em 2014.

O parecer também se manifesta contra o provimento dos recursos apresentados por outros réus, entre eles os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos e João Roberto Baird, o ex-governador André Puccinelli e o ex-prefeito Nelson Trad Filho, além dos vereadores Carlos Augusto Borges (Carlão), Eduardo Pereira Romero, Gilmar Nery de Souza, João Batista da Rocha, Otávio Augusto Trad Martins, Waldecy Batista Nunes, Raimundo Nonato de Carvalho e Luiz Pedro Gomes Guimarães. 

A manifestação contra o atual presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) integra o desdobramento judicial da Operação Coffee Break, que apurou suspeitas de articulação entre políticos e empresários para viabilizar a cassação de Bernal, em março daquele ano. À época, o Ministério Público sustentou que o afastamento do prefeito atenderia a interesses políticos e empresariais, incluindo a retomada de contratos e a distribuição de cargos na administração municipal.

Na conclusão do parecer mais recente, o órgão ministerial defende que Flávio César seja responsabilizado por ato de improbidade previsto no artigo 9º, inciso VII, da Lei nº 8.429/1992, relacionado ao enriquecimento ilícito.

O pedido, no entanto, não abrange todas as acusações apresentadas durante a investigação, uma vez que o próprio Ministério Público pede que seja mantida a improcedência das alegações de negociação de votos, intermediação de vantagens políticas e condução remunerada da comissão processante.

"O parecer é maravilhoso, sendo de um dos mais consagrados nomes do Ministério Público Estadual: Sérgio Luiz Morelli. Merece ser acolhido, porque foi técnico e independente, como é da tradição dessa bela instituição à qual ele pertence. Otávio Trad não vê a hora de limpar por completo o nome de quem nunca mereceu a injusta acusação inicial", destacou ao Correio do Estado André Borges, advogado de defesa do vereador Otávio Trad (PSD). 

Imbróglio 

Em maio de 2016, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou 24 pessoas, entre políticos e empresários, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com base na investigação da Operação Coffee Break. Entre os denunciados estavam o ex-governador do Estado, André Puccinelli (MDB), o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PV) e Gilmar Olarte. 

Na ocasião, foram denunciados os vereadores Mário César, José Airton Saraiva, Flávio César, Edil Albuquerque, Edson Shimabukuro, Eduardo Romero, Jamal Salém , João Rocha , Otávio Trad, Paulo Siufi, Gilmar da Cruz, Waldecy Batista Nunes, o Chocolate, Carlos Augusto Borges, o Carlão, e o ex-vereador Alceu Bueno.

Também foram denunciados os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, João Roberto Baird, Carlos Eduardo Belineti Naegele, Fábio Portela Machinsky, Luiz Pedro Gomes Guimarães, Raimundo Nonato de Carvalho e o procurador da Câmara Municipal André Luiz Scaff.

Conforme o Procurador-geral de Justiça Paulo Passos, a Operação Coffee Break teve início em investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a partir de representação que atribuía a Olarte e a seu assessor, Ronan Edson Feitosa Lima, a prática de delitos criminais.

Coordenada por Marcos Alex, investigações revelaram que os dois atuaram em conjunto em razão de suas funções públicas, em delitos de corrupção e lavagem de dinheiro. Também foram apurados indícios da existência de corrupção ativa e passiva para a cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal.

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