Cidades

servidores investigados

Governo aguarda análise para decidir
sobre medidas contra servidores

Investigação do Gaeco resultou na prisão de cinco servidores do Detran

RODOLFO CÉSAR

29/08/2017 - 18h07
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As investigações que apontam para prática de corrupção passiva e ativa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) atingiram todo o comando da autarquia. Ao mesmo tempo, o governo do Estado decidiu aguardar análise de órgãos próprios para definir quais medidas deve tomar contra os funcionários envolvidos.

As irregularidades, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, vêm sendo praticadas desde 2015, início do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) no Estado.

A nomeação de Gerson Claro Dino para a presidência do Detran foi feita pelo próprio governador. Gerson foi preso hoje durante a Operação Antívirus, que foi desencadeada para cumprir nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 29 de busca e apreensão.

O governo do Estado, por meio de nota, informou que Azambuja determinou que a Procuradoria Geral do Estado e a Controladoria Geral faça um "rigoroso acompanhamento da operação". O governador está em São Paulo e só chega nesta quarta-feira a Campo Grande.

"O governador recebeu as primeiras informações sobre o caso ainda em São Paulo, onde cumpre agenda oficial desde a data de ontem (28)", informou nota oficial.

Além do diretor-presidente, também foram presos o diretor-adjunto do Detran Donizete Aparecido da Silva; o chefe de departamento Erico Mendonça; o diretor de administração e finanças Celso Braz de Oliveira Santos; e o diretor de tecnologia Gerson Tomi.

"O governador manifestou apoio às investigações  e aguarda esclarecimentos dos órgãos de controle para definir as medidas legais cabíveis no âmbito da Administração Pública", explicou a nota, indicando que não está previsto afastamento ou exoneração dos servidores investigados por enquanto.

O salário de Gerson Claro Dino no Detran é de R$ 24.376,89. Donizete Aparecido da Silva recebeu em julho R$ 4.989,77, além de R$ 364,46 de remuneração eventual. Erico Mendonça teve vencimento no mês passado de R$ 4.175,63 e remuneração eventual de R$ 1.864,46. Celso Braz de Oliveira Santos aparece lotado na Secretaria de Governo com salário de R$ 10.413,43, além de remuneração eventual de R$ 4.881,29, isso na folha de julho. Gerson Tomi tem vencimento de R$ 5.277,38, além de eventual de R$ 2.364,46 em julho.

MANDADO DE BUSCA

Outro servidor também foi alvo de mandado, mas de busca e apreensão. Luiz Alberto de Oliveira Azevedo é assessor na Secretaria de Governo e também exerce a função de analista de tecnologia da informação na Secretaria de Fazenda. Os promotores e policiais fizeram buscas na casa dele e em seu gabinete.

Segundo o Portal da Transparência, em julho ele teve salário de R$ 4.989,77 como assessor e de R$ 17.182,53 pela função de analista de tecnologia da informação.

expectativa

Se TSE validar votos de Jamilson, Márcio Fernandes perde a vaga

Veja desempenho de todos os deputados estaduais de MS

05/10/2026 09h10

Futuro de Jamilson Name depende de decisão do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral, já que obteve votos suficientes para seguir na Assembleia

Futuro de Jamilson Name depende de decisão do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral, já que obteve votos suficientes para seguir na Assembleia

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Apesar do anúncio oficial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o nome dos 24 deputados eleitos neste domingo (4), a composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pode sofrer alteração antes mesmo da posse dos vitoriosos se a Justiça Eleitoral validar os 35.211 votos obtidos pelo candidato Jamilson Name (PP). Se isso ocorrer, quem deve perder a vaga é o deputado Márcio Fernandes, do PL.

Na apuração deste domingo, o PL conseguiu nove das 24 vagas. Mas, se os votos de Jamilson Forem tivessem sido computados, o partido perderia uma vaga e a federação União Brasil/PP ficaria com ela.

 

Na sexta-feira (2), o ministro Sebastião Reis Júnior,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura de Jamilson, atendendo pedido da Procuradoria-Regional Eleitoral e reverteu decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) que havia autorizado o registro por 5 a 1. 

Ele acatou argumento de que Jamilson tem envolvimento com o grupo criminoso investigado na Operação Omertà, na qual o deputado foi condenado em primeiro grau a oito anos de reclusão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com o reconhecimento expresso de que exercia “função de comando ou liderança” na estrutura delitiva.

A representação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que se baseou em decisões judiciais da Justiça Estadual, indica que, após a prisão das lideranças originárias do grupo, seu pai, Jamil Name (que morreu em 27 de junho de 2021 no presídio federal de Mossoró, RN), e seu irmão, Jamil Name Filho, o parlamentar assumiu “posição de maior proeminência no núcleo responsável pela exploração do jogo do bicho”. 

A partir desse momento, segundo a representação, o deputado passou a chefiar o segmento encarregado da geração de receitas ilícitas, gestão de caixa e dissimulação patrimonial, garantindo a estabilidade e a continuidade econômica do grupo.

Mas, se Jamilson obtiver vitória no TSE, a Federação União-PP passaria de quatro para cinco vagas, pois passaria dos 268.919 votos para 304.130. O PL teve 448.945 votos, número que lhe garantiu uma das vagas na chamada sobra.

HISTÓRICO

O advogado Alexandre Ávalo, que defende Jamislon, já deixou claro que vai recorrer ao plenário do TSE contra a decisão monocrática do ministro Sebastião Reis Júnior. “Temos jurisprudência favorável a nosso favor, inclusive", afirmou nesta sexta-feira (2), logo após vir a público o indeferimento da candidatura.

Jamilson Name foi eleito pela primeira vez em 2018 e está concluindo seu segundo mandato consecutivo de deputado estadual. Inicialmente foi eleito pelo PDT e na sequência, pelo PSDB. Na primeira disputa, obteve 33.870 votos, ficando em terceiro lugar entre os mais bem colocados. Quatro anos depois, obteve 43.435 votos, o que lhe garantiu a quarta colocação.  Agora, com os 35,2 mil votos, ficou em 12º lugar.
 

Números

MS tem abstenção recorde em eleições presidenciais desde 2014

Mais de 483 mil eleitores não compareceram aos locais de votação no primeiro turno deste ano

05/10/2026 08h25

Guarda-chuva foi o parceiro de muitas pessoas para votar

Guarda-chuva foi o parceiro de muitas pessoas para votar Foto: Marcelo Victor

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Mato Grosso do Sul registrou nesta eleição o recorde de abstenção num pleito envolvento a cadeira de Presidente da República. Mais de 483 mil sul-mato-grossenses não foram votar neste primeiro turno.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 20h04min e com 100% das urnas apuradas em Mato Grosso do Sul, 483.210 pessoas das 2.024.430 aptas a votar não compareceram às urnas no primeiro turno deste ano. Isso equivale a exatos 23,87% do eleitorado estadual se ausentando do direito ao voto.

Vale destacar que, em diversos municípios, o dia foi marcado por chuvas, o que dificultou a locomoção da população e pode ter contribuído para a abstenção recorde. Tanto que, em Campo Grande, maior colégio eleitoral do Estado, a chuva forte que atingiu desde as primeiras horas provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade e deixou moradores sem energia elétrica.

Em comparação com as eleições presidenciais anteriores, a abstenção deste ano foi a maior da história. Em 2022, por exemplo, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou na primeira colocação em ambas as “rodadas”.

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam adequados a votar pela Justiça Eleitoral.

Por fim, nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Ao comparar com eleições municipais, os 23,87% registrado neste ano ainda fica atrás do primeiro turno de 2024 e 2020, quando 23,89% (485.583 eleitores) e 25,12% (485.443) preferiram não tomar partido nos prefeitos de suas cidades. 

Também vale reforçar que a taxa de abstenção sul-mato-grossense foi maior que a nacional, que ficou em cerca de 21,1% e mais de 33 milhões de pessoas ausentes.

Após a finalização da apuração das urnas, o desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), concedeu entrevista em coletiva de imprensa e falou que, mesmo que a abstenção tenha sido recorde, imaginava que seria maior depois de andar pela cidade e perceber locais de votação mais vazios do que o normal.

“Eu andei após o almoço, eu circulei a cidade, visitei algumas sessões e, até aquele momento, a abstenção era muito grande aqui na capital. Eu acreditava que o número seria bem maior do que nos anos anteriores. Mas, graças a Deus, a população compareceu, caiu muito e ficou dentro da média histórica”, disse.

CHUVA

Mesmo com chuva forte em diversas regiões de Mato Grosso do Sul, falta de energia, problemas pontuais em urnas eletrônicas e demora na conclusão da apuração, o presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, fez um balanço positivo do primeiro turno das Eleições deste ano. 

Durante a apuração na sede do TRE-MS, em Campo Grande, ele destacou a participação dos eleitores e classificou o comparecimento às urnas como uma demonstração de maturidade da população.

A avaliação positiva ocorreu apesar de a chuva ter provocado transtornos em diferentes regiões do Estado. O presidente do TRE-MS afirmou que as precipitações dificultaram o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

A falta de energia também atingiu municípios das regiões sul e sudeste. Entre as cidades citadas por Contar estão Ponta Porã, Antônio João, Aral Moreira, Paranhos, Amambai, Nova Alvorada do Sul, Fátima do Sul, Juti e Bonito.

O problema, no entanto, não interrompeu a votação. Segundo o presidente do TRE-MS, as urnas eletrônicas continuaram funcionando graças às baterias internas dos equipamentos.

Porém, alguns problemas ocorreram e foram contabilizados 95 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas. Entre os problemas estavam falhas de energia, bateria, teclado, visor, impressão e funcionamento dos equipamentos. Em 22 casos, foi necessária a substituição da urna.

* Sabia 

O eleitorado em Mato Grosso do Sul soma 2.024.884 pessoas aptas a votar espalhadas pelos 79 municípios.

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