Cidades

Trânsito

Guincho tomba ao tentar desvirar veículo blindado do Exército na fronteira

Um militar teve luxação na clavícula e caso é investigado

RENAN NUCCI

14/08/2018 - 07h52
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Dois veículos do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado do Exército Brasileiro se envolveram em acidente de trânsito na tarde de ontem, que terminou com um militar levemente ferido.

Blindado Guarani 6x6 tombou na rodovia MS-384, a cerca de 25 quilômetros de Bela Vista, na fronteira com o Paraguai, e um caminhão guincho que tentou desvirá-lo também tombou às margens da via.

Um militar teve luxação na clavícula e foi prontamente atendido. Por meio de nota, o Comando Militar do Oeste (CMO) informou que será aberto Inquérito Policial Militar para apurar as causa do acidente.

 

Em Mato Grosso do Sul

Detran suspende serviços digitais durante feriadão de 12 de outubro

Portal, aplicativo e atendimento pelo WhatsApp ficarão fora do ar entre sábado e domingo; órgão recomenda antecipar emissão de guias e consultas

07/10/2026 15h01

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Quem precisar acessar serviços digitais do Detran-MS terá que se antecipar neste fim de semana. O Portal de Serviços Meu Detran, o aplicativo Meu Detran MS e o atendimento pelo WhatsApp ficarão indisponíveis entre as 14h de sábado (10) e as 18h de domingo (11), véspera do feriado de 12 de outubro.

Durante a interrupção, não será possível fazer consultas, emitir guias ou utilizar os demais serviços disponíveis pelos canais digitais. O Detran-MS orienta que procedimentos necessários para regularização de veículos e emissão de documentos sejam feitos antes da manutenção, considerando também o prazo de compensação bancária para pagamentos.

A paralisação ocorre durante uma manutenção programada para a migração do banco de dados do Detran-MS para a Setdig (Secretaria-Executiva de Transformação Digital), com mudanças voltadas à ampliação da capacidade de processamento e armazenamento e ao reforço da segurança das informações.

A indisponibilidade termina às 18h de domingo, conforme a previsão do órgão. Na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, os serviços presenciais também seguem as regras de funcionamento estabelecidas para a data e não terão funcionamento. 

Travamento

MS-040 completa um mês de restrição a tráfego de caminhões

Desde então, veículos leves seguem pelo sistema de Pare e Siga, enquanto caminhões são impedidos de utilizar as pontes

07/10/2026 15h00

Trecho em obras na MS-040

Trecho em obras na MS-040 Foto: Divulgação

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Desde o dia 5 de setembro, pouco mais de um mês, obras em duas pontes restringem o tráfego de caminhões entre os quilômetros 205 e 223 da MS-040, trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo.  

As intervenções fazem parte das ações de melhoria da infraestrutura rodoviária administrada pela empresa Caminhos da Celulose, e segundo a concessionária,  têm como objetivo ampliar as condições de segurança para os usuários da via. 

Neste período, moradores, produtores e transportadoras já protestaram sobre o andamento das obras, justificativas que chegaram à Assembleia Legislativa por uma solução para o trecho.

Histórico

A restrição foi adotada pela concessionária no início de setembro, sob justificativa de intervenções nas estruturas. Desde então, veículos leves seguem pelo sistema de Pare e Siga, enquanto caminhões são impedidos de utilizar as pontes.

Para os veículos de carga, o desvio aumenta o percurso e afeta diretamente o transporte de produção e o abastecimento de Santa Rita do Pardo.

A falta de uma previsão para a liberação passou a ser o principal ponto de cobrança na Asembleia Legislativa no início do último mês. Na ocasião, o deputado estadual Pedro Arlei Caravina apresentou requerimento pedindo mais informações à concessionária e à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

Entre os pedidos estão os laudos técnicos que fundamentaram a restrição, informações sobre as condições das pontes e um cronograma para execução dos serviços. Na ocasião, o parlamentar também questionou a possibilidade de instalação de uma ponte provisória para permitir a passagem de caminhões enquanto as obras não são concluídas.

“Não existe nenhuma obra a ser executada lá. Foi instalado um 'Pare e Siga', reduzido demais a passagem de veículos, passando com dificuldade caminhonetes, e não sei se veículos de urgência e emergência, como o Samu, conseguem passar naquele espaço”, afirmou Caravina durante discurso no plenário.

O deputado também cobrou uma definição sobre o prazo para a solução. Segundo ele, em contato com representantes da concessionária, a informação recebida foi de que somente no dia 25 último seria feita uma nova avaliação para definir o que precisaria ser executado.

A restrição já havia sido abordada pelo Correio do Estado na primeira semana de setembro, quando a concessionária iniciou a recuperação das duas estruturas. Dias depois, a situação passou a atingir diretamente o transporte de cargas, já que não havia uma rota alternativa próxima capaz de absorver o tráfego pesado sem ampliar significativamente o percurso.

Desde então, a discussão deixou de ser apenas sobre a recuperação das pontes e passou a envolver também a necessidade de uma solução provisória para garantir a circulação de cargas.

Caravina afirmou que a insatisfação entre produtores e moradores é generalizada e defendeu que a concessionária apresente um planejamento para reduzir os impactos enquanto as intervenções definitivas não são concluídas.

“Peço a possibilidade de uma ponte móvel para liberar pela lateral dela para retomar o tráfego de caminhões. Precisamos de um planejamento e uma informação o mais urgente possível”, disse.

O que falta esclarecer

Além do prazo para conclusão das intervenções, o parlamentar busca os motivos técnicos que levaram à restrição dos veículos pesados, o estágio atual das obras e quais medidas estão sendo adotadas para reduzir os impactos do bloqueio.

O Correio do Estado já questionou a Agems sobre a fiscalização do contrato de concessão da Rota da Celulose e sobre as medidas que podem ser adotadas diante da permanência da restrição.

A concessionária Caminhos da Celulose havia informado anteriormente que trabalhava na busca de uma solução para permitir a liberação parcial do trecho. Até o fechamento desta matéria, a empresa não apresentou uma atualização para o retorno dos caminhões. O espaço segue aberto. 

Colaborou Evelyn Thamaris*

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