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Há ETs na Terra trabalhando com os EUA, diz ex-ministro canadense

Há ETs na Terra trabalhando com os EUA, diz ex-ministro canadense

Terra

10/05/2013 - 13h51
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“Há ETs vivos na Terra neste momento, e pelo menos dois deles provavelmente trabalham com o governo dos Estados Unidos.” A declaração do ex-ministro da Defesa do Canadá Paul Hellyer, 89 anos, foi feita durante uma audiência pública sobre a existência de vida extraterrestre realizada em Washington, D.C. Diversos ex-senadores e membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ouviram depoimentos de especialistas e testemunhas entre os dias 29 de abril e 3 de maio.

Paul Hellyer é um conhecido defensor da existência de extraterrestres. Em 2005, ele declarou abertamente que acredita em UFOs (objetos voadores não identificados), o que gerou grande repercussão no Canadá. Como ministro da Defesa Nacional canadense, em 1963, Hellyer foi responsável pela controversa integração entre o Comando Marítimo das Forças (Marinha), o Comando das Forças Terrestres Canadenses (Exército) e a Força Aérea Real do Canadá (Aeronáutica) em uma única organização: as Forças Armadas Canadenses.

Hellyer é o mais antigo membro do Conselho Privado da Rainha para o Canadá - que funciona como uma espécie de gabinete ministerial na monarquia constitucional do país. Ele afirma que passou a acreditar em óvnis quando teve uma experiência com sua mulher e amigos durante uma noite. Apesar de não ter levado muito em consideração quando viu o UFO, segundo seu relato, ele disse que manteve a cabeça aberta e passou a tratar o assunto - pelo qual se interessou há cerca de 10 anos - com seriedade.

“UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre as nossas cabeças", afirmou o político canadense no segundo dia de audiência (confira aqui o vídeo, em inglês). Ele fez parte de um grupo de 40 pesquisadores internacionais e testemunhas - entre militares e cientistas - que testemunharam suas experiências extraterrestres diante de seis ex-membros do Congresso americano na audiência pública não governamental encerrada na semana passada.

O ex-ministro da Defesa canadense afirmou ainda que investigações apontaram a existência de "pelo menos quatro espécies (extraterrestres) que têm visitado a Terra há milhares de anos" - com o que ele concorda. Houve também declarações sobre como diversos presidentes dos Estados Unidos demonstraram grande interesse sobre óvnis e, em alguns casos, tentaram sem sucesso obter informações específicas sobre a veracidade de casos extraterrestres. 

Acesso a Serviços

Guarani facilita acesso de indígenas à perícia em MS

Marlene Ortiz atua na Polícia Científica desde 2024 e ajuda indígenas a compreender procedimentos

10/10/2026 15h13

Reprodução/Gov MS

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Um em cada quatro moradores de Amambai é indígena, realidade que torna a comunicação em guarani importante para o acesso a serviços públicos no município. Na Polícia Científica, a pedagoga e técnica de enfermagem Marlene Ortiz atua como ponte entre a comunidade e os profissionais durante atendimentos médico-legais, orientações sobre exames de DNA e emissão de documentos de identidade.

Segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Amambai tem 9.988 moradores indígenas, o equivalente a 25,4% da população. Desde 2024, Marlene trabalha na Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI), por meio de parceria com a prefeitura, auxiliando pessoas que enfrentam dificuldades para compreender as orientações em português.

“Quando chegam aqui e encontram uma pessoa indígena, elas confiam mais. Conversam, tiram dúvidas e falam comigo”, relatou Marlene.

A atuação ocorre em situações que exigem compreensão de procedimentos técnicos e, muitas vezes, envolvem medo, insegurança ou sofrimento. Além de ajudar os usuários a entender as informações recebidas, ela auxilia os servidores a compreender o que é relatado em guarani.

missão de documentos

O apoio também é prestado no Núcleo Regional de Identificação, onde indígenas procuram atendimento para solicitar a Carteira de Identidade Nacional (CIN). Nesses casos, Marlene esclarece dúvidas e ajuda a explicar as etapas necessárias para a emissão do documento.

A necessidade de comunicação acessível tem relação com a realidade linguística do município. Amambai reconhece o Guarani Kaiowá como língua cooficial desde 2024, por meio da Lei Municipal nº 2.905.

A barreira do idioma pode dificultar a compreensão de orientações em serviços que exigem informações precisas, como os procedimentos periciais. Nesses atendimentos, Marlene auxilia na comunicação e no acolhimento, enquanto exames e produção de provas técnico-científicas continuam sob responsabilidade dos profissionais habilitados.

A unidade regional também recebe demandas de moradores de Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru, municípios do Cone Sul de Mato Grosso do Sul.

Desenhos

A experiência anterior de Marlene com crianças, mulheres, gestantes e idosos da comunidade indígena também influencia a forma como conduz o acolhimento.

Ela recorda o caso de uma criança que resistia a interagir durante um atendimento. Em vez de insistir nas perguntas, sentou-se ao lado dela e começou a desenhar uma gatinha. A criança respondeu com outro desenho e, depois, conseguiu seguir para o exame.

“Quando a criança chega muito irritada, ela brinca e vai se acalmando. Depois dá para chamar para fazer o exame”, contou.

Em situações de violência e morte, o trabalho também envolve ajudar familiares a compreender os procedimentos e as informações repassadas pela equipe. A atuação é especialmente importante quando parentes chegam à unidade em busca de orientações após a morte de alguém da família.

“Se o meu povo indígena chega, já me procura. Talvez eu não esteja aqui, mas me chamam para conversar”, afirmou.

Para Marlene, o vínculo com a comunidade é parte importante desse trabalho. “Me colocaram aqui para ajudar a minha comunidade, mas também ajudo qualquer pessoa que precise. Eu gosto de ajudar. Se precisar, estou aqui”, finalizou.

 

Vida Noturna

Campo Grande tem menor proporção de bares com música no Centro-Oeste

São 246 estabelecimentos com música ao vivo, shows ou pista de dança, ocupando a 21ª posição entre as capitais brasileiras, segundo levantamento

10/10/2026 14h40

Bar é um dos vários abertos nos últimos anos na Rua 14 de Julho

Bar é um dos vários abertos nos últimos anos na Rua 14 de Julho Foto: Divulgação

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Apesar do crescimento de espaços de lazer noturno em regiões como a Rua 14 de Julho, Campo Grande tem a menor proporção de bares com entretenimento entre as capitais do Centro-Oeste. A cidade reúne 246 estabelecimentos com música ao vivo, shows ou pista de dança, o equivalente a 27,4 locais por 100 mil habitantes. No ranking nacional, a Capital aparece na 21ª posição, segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

O estudo contabiliza 610 bares em Campo Grande. Além dos 246 com atrações, outros 364 são classificados como estabelecimentos sem entretenimento. Assim, os locais com música e outras atividades representam cerca de 40,3% do total considerado pela pesquisa.

Na comparação regional, Brasília lidera, com 42,7 bares com entretenimento por 100 mil habitantes. Goiânia aparece em seguida, com 39,8, enquanto Cuiabá registra 30,9. Campo Grande fica abaixo das três capitais e ocupa a última posição entre as quatro cidades do Centro-Oeste.

No cenário nacional, Florianópolis lidera, com 77,1 estabelecimentos desse tipo por 100 mil habitantes. Belo Horizonte aparece em segundo lugar, com 58,4. O levantamento considera a população do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os registros de empresas ativas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), atualizados até julho de 2026.

A Abrasel separou os estabelecimentos conforme a atividade econômica principal registrada na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). A categoria com entretenimento inclui bares registrados nessa atividade que oferecem música ao vivo, shows ou pista de dança; a outra reúne os estabelecimentos sem essas atrações.

Por esse critério, o estudo não representa toda a oferta de lazer noturno de Campo Grande. Restaurantes que também funcionam como bares ou oferecem música podem ficar fora da contagem quando a atividade principal registrada é outra.

Os números mostram, portanto, a proporção de empresas formalmente classificadas como bares com entretenimento, mas não permitem concluir, isoladamente, que a cidade tenha menos opções de lazer noturno em geral ou explicar por que a proporção é menor que a de outras capitais.

Rua 14 amplia movimento noturno

A posição no ranking contrasta com iniciativas de ocupação noturna que vêm mudando a dinâmica de algumas regiões da Capital. Em agosto, o Correio do Estado mostrou como bares, gastronomia e música ajudaram a transformar a Rua 14 de Julho, no Centro, em ponto de encontro também fora do horário comercial.

A movimentação abriu oportunidades para empreendedores e ampliou as opções de lazer na região. Em 2024, a criação do Corredor Gastronômico, Turístico e Cultural da Rua 14 de Julho deu reconhecimento oficial à proposta de estimular atividades culturais e encontros no trecho entre a Rua Marechal Rondon e a Avenida Mato Grosso.

A expansão, porém, convive com desafios relacionados à estrutura urbana, à segurança e às regras para funcionamento de estabelecimentos com emissão de som. Em abril deste ano, entidades do setor cobraram orientação da Prefeitura após decisão judicial suspender uma resolução municipal que dispensava licença ambiental para atividades com som em determinadas situações.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da Abrasel para comentar o cenário de Campo Grande e os fatores que podem explicar a proporção de bares com entretenimento na Capital, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

 

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