Cidades

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Hipócritas ou dissimulados? Quem?!!

Hipócritas ou dissimulados? Quem?!!

Redação

01/03/2010 - 04h30
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Incitada que fui pelos embates midiáticos em torno da notícia: Livro com palavrões é adotado por escola e gera polêmica venho de novo manifestar minha opinião nesse espaço precioso que este jornal oferece a nós leitores. Por mais atualizada e flexível que procure ser, não dá para concordar e considerar normal o fato relatado pela imprensa, a respeito de um determinado livro – cujo conteúdo (sic) expõe palavreado chulo e preconceituoso - de autoria de um adolescente, recomendado como leitura para crianças na faixa etária dos 10 anos. Algumas questões me vêm à mente: (1) qual o sentido dessa leitura? (2) seria a escola, o lugar apropriado para o diálogo proposto? (3) qual o papel da família e da escola na educação das crianças?(4) a quem cabe reforçar os valores positivos, no mundo de hoje dominado pela contracultura? Esse episódio me lembrou de uma época em que quando meus três filhos pequenos, todos meninos, com diferença de um a um ano e meio de idade, falavam algum palavrão, eu dizia-lhes: Não quero ouvir palavrão! Conheço todos! Se estiverem com vontade de falá-los, vão até um canto (banheiro) e gritem todos que quiserem... Só não quero ouvir. É meu direito! É a partir da premissa desse direito que faço análise do fato. Os palavrões permeiam nosso cotidiano. Eu falo, tu falas, ele fala, nós falamos! Nos meus momentos de raiva (fechada no trânsito, topada, queimadura, falta de educação, jogo do Flamengo) sou exímia nessa arte, e sai de baixo!!! Mas também é bom que se ressalte que a palavra falada (entonação) é menos agressiva que a escrita. Isto porque apesar de saber e falar quase todos os palavrões, choca-nos vê-los escritos nas paredes, muros e portas de banheiros. Imagino as crianças de 10 anos lendo-os em um livro didático recomendado pela escola! É fato que vivemos atualmente em um mundo hostil. A grosseria e a falta de educação tornaram-se atos corriqueiros em nossa sociedade. Os jovens não respeitam os mais velhos, os pais e muito menos os professores. Agora a prática, em voga, é a de agressão aos médicos nos postos de saúde (um bom tema para reflexão nas escolas). Isso é novo, porque, os professores já vêm sendo agredidos há algum tempo! O fato é que não se tem claro, quem educa quem e onde. Recentemente recebi uma mensagem que me parece oportuna para a ocasião, dizia: Em vez de perguntar que mundo estamos deixando para nossos filhos, devemos nos perguntar que tipo de homem estamos deixando para esse mundo?! (outro ótimo tema para reflexão). Está se tornando raro encontrarmos, em nosso dia a dia, pessoas educadas, acolhedoras e amáveis, a começar em nossas casas. As quatro palavrinhas mágicas – licença, desculpa, por favor e obrigada – estão desaparecendo da nossa convivência! Então, vamos combinar, se a escola é uma instituição que tem como missão social educar a criança para viver em sociedade, precisa estar atenta aos problemas que acontecem em seu meio, e, a partir deles, pautar a sua prática pedagógica, reforçando e resgatando valores positivos. Portanto, eis aqui, porque considero a indicação dessa leitura equivocada e desnecessária. A escola não é o local adequado para o estabelecimento dessa discussão. Também não acredito que a proposta tenha passado pela leitura e aprovação de professores da UFMS, porque o livro relata de forma grosseira uma realidade que as crianças já conhecem, mas que não deve ser reforçada. Essa discussão e diálogo podem e devem ser feitas na família, uma vez que a educação não é prerrogativa da escola e a família não pode eximir-se dessa função. Em tempos de ira considero oportuno que essa e outras escolas desenvolvam urgentemente um projeto, cujo título poderia ser O PODER DA GENTILEZA, iniciando com a leitura e reflexão do livro do mesmo nome de Rosana Braga. O objetivo seria o resgate dos bons modos, do respeito, da amizade, da compreensão e da tolerância. Conheço a escola e aprovo sua metodologia. Ela é uma das poucas escolas que indico a minhas estagiárias, além de ter sido a escola escolhida por mim (professora exigente) para minhas duas netas. Apesar de posicionar-me contra a indicação da leitura, entendo também que esse fato isolado não pode denegrir sua imagem, já que há muito tempo desenvolve um trabalho honesto e competente. OBS: Em tempo mocinho, “hiprócrita e dissimulada” é a .........!

ALERTA

Seca grave no pantanal pode chegar a outras regiões de MS

Um dos indícios é que os índices de chuva na maioria dos municípios do Estado foi abaixo do esperado, incluindo para a época de precipitações, no início do ano

22/07/2024 09h30

A alta temperatura, aliada com 31% de umidade relativa do ar no Pantanal, pode provocar desgaste físico maior nas equipes de combate, dificultando ainda mais as atividades

A alta temperatura, aliada com 31% de umidade relativa do ar no Pantanal, pode provocar desgaste físico maior nas equipes de combate, dificultando ainda mais as atividades Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A grave seca que atinge o Pantanal pode chegar a outras regiões do Estado, é o que aponta o acompanhamento de secas do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC/MS).

De março até maio deste ano, a estiagem na região norte do Estado, que estava com índices de seca fraca e moderada, começou a se intensificar até se tornar uma seca grave na região pantaneira em junho, mês este que se iniciou os incêndios florestais no bioma, ocasionados por ignição forçada da ação humana.

A tendência de acordo com o meteorologista do Cemtec-MS, Vinícius Banda Sperling, é que esta seca grave localizada no norte do Estado se expanda na região nos próximos meses.

“Observando a cronologia das condições de seca no Estado, o destaque é que as condições de seca se estabeleceram em pleno período das chuvas, e recentemente houve uma mudança importante no monitor de secas em junho de 2024, partes do pantanal sul-mato-grossense passaram de seca moderada para seca grave”, disse Sperling.

O meteorologista também explica como esta massa de ar seco se mantém por tanto tempo na atmosfera.

“Estas massas de ar quente e seco, que podem ser caracterizados como bloqueio atmosférico, elas entram como massas de ar fria quando rompe o bloqueio se transformando em massar de ar quente e seco e permanece por muitos dias. Isso a gente viu acontecer no Estado em vários meses deste ano e no ano passado, junto com as ondas de calor”, informou Vinícius.

Organismos internacionais de monitoramento climático reforçam ainda mais o crítico prognóstico desenhado para Mato Grosso do Sul. 

De acordo com relatório mensal da Agência Norte-Americana para os Oceanos e o Clima (NOAA), o planeta enfrentou em 2024 seu primeiro semestre mais quente já registrado. 

A temperatura da superfície global de janeiro a junho foi classificada como a mais quente em 175 anos, com 1,29°C acima da média de 13,5°C, registrada no século 20 (1901-2000). Segundo a NOAA, os primeiros seis meses de 2024 registraram temperaturas recordes tanto em terra como na superfície do mar.

Vinicius acrescenta que os dados da NOAA reforçam o acompanhamento do monitoramento de secas, do Cemtec.

“Chama atenção a área de Mato Grosso do Sul e do Paraguai, que registraram temperaturas de 1.5°C graus a 2.0°Cs acima da média. Conforme a NOAA, nossa região ficou mais quente do que a média global”, comenta.

Segundo a previsão do tempo do Cemtec para esta semana no Mato Grosso do Sul, não há previsão de chuvas, apenas em um período que começa na sexta-feira (26) e vai até o dia 3 de agosto que há probabilidade para ocorrência de precipitações entre 5-35 mm (quedas inexpressivas) sendo estes os maiores acumulados de chuvas previstos para as regiões extremo sul e sudeste do Estado.

O meteorologista do Cemtec também destaca que a região pantaneira do município de Corumbá segue com uma grande escassez de 90 dias sem chuva significativas desde meados de abril.

BIOMA AINDA PREOCUPA

Mesmo após a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmar que 96% dos incêndios no Pantanal foram extintos ou controlados, a atuação do tempo na região norte do Estado ainda preocupa os combatentes que monitoram a possibilidade de novos focos surgirem.

Atualmente os bombeiros atuaram em seis focos de incêndios ativos, que foram detectados por meio do monitoramento por satélites – nas áreas do Rabicho, Porto da Manga, Nhecolândia, além de dois no bioma Cerrado – nos municípios de Brasilândia e Bonito.

As condições climáticas atuais apresentaram cenário desfavorável para as operações de combate a incêndios, pois a temperatura na região pantaneira atingiu picos de 33°C, o que aumentou significativamente o risco de queimadas florestais.

A previsão para os próximos meses no Pantanal é preocupante. Já que as chuvas no bioma são esperadas apenas a partir de outubro, e a baixa umidade e os ventos intensos aumentam os riscos de novos focos de incêndio. 

AGOSTO

No próximo mês a previsão é que permaneça o tempo quente e seco no Mato Grosso do Sul, com tendência da temperatura ficar acima do normal registrado neste período do ano.

Assim como ocorreu em julho, não se descarta a incursão de massas de ar frio em determinados dias do mês.

A tendência climática indica maior probabilidade das chuvas ficarem abaixo da média histórica no estado no mês de agosto, sendo que na metade norte do Estado as chuvas devem variar entre 25 a 100 mm e nas regiões sul, sudeste e sudoeste do Estado entre 150 a 300 mm.

Saiba

A alta temperatura, aliada com 31% de umidade relativa do ar no Pantanal, pode provocar desgaste físico maior nas equipes de combate, dificultando ainda mais as atividades.

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Adolescente entra em briga para defender padrasto, é esfaqueado pela mãe e morre

Rapaz de 17 anos teria tentado conciliar briga e impedir que o homem fosse esfaqueado

22/07/2024 09h20

Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Um adolescente de 17 anos morreu após ter sido esfaqueado pela própria mãe durante uma discussão, na casa onde a mulher morava, na Rua Pirapitinga, no bairro Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande.

A briga aconteceu no início da tarde do último domingo (21), e ele chegou a ser socorrido, já inconsciente, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, não resistiu aos ferimentos, e morreu ainda ontem, no hospital.

O adolescente morava com a avó, mas costumava visitar a mãe, na kitnet em que ela mora com o marido, aos fins de semana. Testemunhas disseram que padrasto e enteado estavam bebendo juntos quando a discussão entre a mulher e o homem teve início.

Para tentar conter a briga, o adolescente entrou no meio, tentando apaziguar e impedir que o padrasto fosse esfaqueado, já que a mulher fazia ameaças. Como a situação havia escalonado, o homem foi embora, e a mãe continuou em uma discussão com o filho, que só terminou após ela esfaquear o garoto.

Ele chegou a tentar correr, mas pela gravidade do ferimento, que deixou suas vísceras expostas, caiu no solo, onde ficou até a chegada do socorro.

Vizinhos teriam dito que o casal morava na kitnet a pouco mais de quatro meses, e que as discussões eram comuns.

O caso inicialmente foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol). A mãe, uma mulher de 43 anos, confessou o crime, foi presa e passará por audiência de custódia.

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