Cidades

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Homem rouba igreja e é preso em MS

Suspeito pode estar envolvido em outros furtos registrados em Aral Moreira

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Um homem de 28 anos foi preso pela Polícia Civil de Aral Moreira, com apoio da Polícia Militar, na manhã da última quarta-feira (17), por furto qualificado cometido contra uma igreja localizada na região central do município.

Segundo as informações levantadas pela Polícia Civil, o crime ocorreu durante a madrugada, quando o ladrão pulou o muro da igreja e roubou uma roçadeira e um botijão de gás. A ação foi registrada por câmeras de segurança, que ajudaram na identificação do autor.

O homem foi encontrado pelos policiais na casa da própria mãe, ainda usando as mesmas roupas registradas nas imagens da câmera de segurança.

Ele confessou o crime e indicou os locais onde havia escondido os objetos, que foram totalmente recuperados. Parte dos bens estava em posse de um segundo envolvido, de 35 anos, que também foi conduzido à Delegacia.

Os policiais encontraram ainda, durante a investigação, mensagens em um celular relacionadas à negociação de objetos furtados, o que pode indicar envolvimento em outros crimes patrimoniais registrados recentemente no município. 

 

Campo Minado

Prefeitura já fechou 60 mil buracos em menos de dois meses

Em média, a operação tapa-buracos fechou 2,1 mil buracos por dia no mês de fevereiro

20/02/2026 16h15

Buraqueira na Rua dos Boticários

Buraqueira na Rua dos Boticários FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A força tarefa montada pela Prefeitura de Campo Grande para tapar os buracos da cidade já realizou o fechamento de 60 mil buracos nas sete regiões da Capital. 

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a estimativa é que haja cerca de 300 mil buracos na cidade. 

O serviço de tapa-buracos teve uma média de 2,1 mil buracos fechados por dia durante o mês de fevereiro e mais de 1,4 mil em janeiro, com uma estimativa de que 34.854 buracos tenham sido fechados no primeiro mês na Capital. 

Conforme a Sisep, esse número pode ser ainda maior, já que segundo eles, quando há mais de um buraco próximo ao outro, muitas vezes eles são contabilizados como apenas um devido ao único recorte feito na via.

Agora, o principal desafio enfrentado são as chuvas intensas, o que atrapalha a conclusão dos serviços. 

“Não há como usar a massa asfáltica com chuva ou com o solo molhado, ela tem que estar em temperatura adequada, que é entre 110ºC e 177ºC”, explicou o secretário. 

Caso não esteja nessas condições, o material precisa ser descartado, já que não pode ser utilizado no dia seguinte. Assim, o pedido do material às empresas responsáveis pelo serviço corresponde ao previsto que será usado no mesmo dia. 

“Muitas vezes passamos com o serviço, depois vem a chuva e abre outro buraco na via ao lado do que fechamos. Mas todas as equipes estão na rua, temos uma agenda de reparos e tem que persistir no trabalho”, relatou Miglioli.

Para ele, vias como as Avenidas Cônsul Assaf Trad, Marechal Deodoro e Gunter Hans tiveram trabalho especial com o serviço de tapa-buraco e estão melhores do que estavam antes, porém, vias que não são consideradas “estruturantes” não têm a mesma sorte, como trechos nos bairros Jockey Club, Vila Jaci, Vila Glória, Avenida Calógeras e tantas outras espalhadas na cidade. 

Na avaliação do secretário, a aceleração no serviço de tapa-buraco deve melhorar a malha asfáltica da Capital em dois meses. 

“Dentro de 30 a 60 dias a realidade das ruas de Campo Grande deve ser bem diferente. Fomos muito afetadas por conta dos estragos das chuvas”, afirmou. 

No dia 19 de janeiro de 2026, uma publicação no Diário Oficial Municipal (Diogrande) divulgou contratos formalizados de até R$ 12 milhões para a operação tapa-buracos. 

Pelo Diogrande, esses tratam-se dos dois primeiros contratos firmados em 2026, voltados para recomposição de capa asfáltica, recomposição de capa asfáltica e da estrutura do pavimento, com os lotes atuais (02 e 05) atendendo as regiões do Bandeira e Lagoa respectivamente.

Chuvas de verão

No final da tarde de ontem (19), um novo temporal atingiu Campo Grande com muita água, descargas elétricas e ventos. 

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, 51 milímetros foram registrados em um intervalo de aproximadamente uma hora, das 17h às 18h, nesta quinta-feira (19), na Capital.

Foram registrados 39,6 milímetros na região da Costa e Silva, 33,4 milímetros na Tamandaré e 51,6 milímetros no Lago do Amor.

O temporal provocou estragos, alagamentos de ruas e avenidas, transbordamentos, queda de árvore e pane em semáforos.

A avenida Costa e Silva se transformou em um "rio". Uma ambulância ficou ilhada e teve que ser resgatada por uma viatura do Corpo de Bombeiros. Já o Lago do Amor transbordou mais uma vez.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Campo Grande já acumula mais de 300 milímetros de chuva de janeiro até agora. Foram 152,2 mm no mês passado e, pelo menos, mais 150,3 mm neste mês. 

*Colaborou Daiany Albuquerque
 

EDUCAÇÃO

Câmara oferece curso de Libras gratuito para população de Campo Grande

As inscrições seguem abertas até o dia 27 de fevereiro ou até completarem as vagas

20/02/2026 16h00

 As aulas começam no dia 2 de março e seguem até o dia 10 de agosto

As aulas começam no dia 2 de março e seguem até o dia 10 de agosto Freepik

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Nesta sexta-feira (20), a Câmara Municipal de Campo Grande, por meio da Escola do Legislativo, anunciou a abertura das inscrições para o curso básico de Libras (Língua Brasileira de Sinais), ofertado de forma gratuita. Ao todo serão ofertadas 30 vagas, voltadas a servidores da Casa de Leis e também para a população em geral. As inscrições seguem abertas até o dia 27 de fevereiro ou até completarem as vagas.

O curso de Libras é ministrado pela intérprete de Libras Helga Pereira, servidora efetiva da Câmara Municipal. As aulas começam no dia 2 de março e seguem até o dia 10 de agosto. Estas ocorrerão às segundas-feiras, das 7h30 às 8h50, no plenarinho da Casa de Leis.

O objetivo é assegurar conhecimento básico da Língua de Sinais para ampliar a inclusão da comunidade surda. Além da Libras, o curso ajuda a pessoa a compreender todo o universo da comunidade surda, com suas particularidades e, desta forma, favorecer a acessibilidade linguística.

Esta é a quarta edição do curso e já formou cerca de 60 alunos. “Com este curso, a pessoa aprenderá noções para se comunicar com a pessoa surda, sabendo que o aprendizado da língua é contínuo. Por isso, é o primeiro passo para este conhecimento”, explicou Helga Pereira.

O vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, ressaltou a importância do curso para inclusão.

“A pessoa surda se sente agregada, acolhida, quando chega em um órgão público e tem um servidor capacitado para conversar com essa pessoa em Língua de Sinais”, disse, ao enfatizar esse sentimento de pertencimento.

Papy falou ainda sobre a dificuldade dos surdos quando chegam a uma unidade de saúde, escola, secretaria para obter algum documento e não contam com profissionais capacitados que possam compreendê-los.

“É uma ferramenta de inclusão poderosíssima. Quando a gente olha para o próximo com empatia, a gente consegue fazer política pública eficiente”, disse.

O diretor da Escola do Legislativo, Silvio de Andrade, ressaltou a importância de a Câmara ter essa inclusão. “A Câmara é uma Casa democrática, voltada para o atendimento do povo. Então, nada mais justo do que atender todo público que esteja aqui. O curso ajuda a capacitar os servidores da Casa para que tenham essas noções iniciais e possam recepcionar e atender as necessidades do surdo logo que ele chegar à Casa de Leis”.

Aprendizado

A intérprete Helga conta os relatos de quem passou pelo curso e já conseguiu colocar em prática o conhecimento adquirido.

“Muitos passaram a perceber a pessoa surda próxima dele, seja na rua, no comércio, no atendimento de órgãos públicos, em seu convívio diário. Alguns até fizeram amizades com surdos dentro de ônibus”, conta.

Na Câmara, seja na recepção ou nos gabinetes, os intérpretes são acionados a partir do contato com servidores que passaram por essa formação.

Na chegada à Câmara Municipal, o aprendizado já é colocado em prática. Na recepção, está Laís Berrocal que fez o Curso Básico de Libras e conta como facilitou essa orientação para direcionar os surdos para atendimento.

“Eu consigo receber e passar essas orientações. Geralmente, eles já buscam os intérpretes aqui da Câmara”, conta.

Já a Guarda Civil Metropolitana Adriana Cardoso dos Santos Silva, que trabalha há dez anos na Câmara, conta que buscou o curso para ter esse conhecimento em Libras.

“Sabemos das dificuldades que os surdos enfrentam e é bom termos esse entendimento básico para poder acolher”, afirmou.

A Câmara Municipal de Campo Grande conta com essa acessibilidade presente nas sessões ordinárias e Audiências Públicas, com interpretação em Libras nas transmissões ao vivo pela TV Câmara, no canal 7.3, ou no Youtube da Casa de Leis, pelos intérpretes Helga Pereira, Janaína Saraiva e André Amaral.

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