Cidades

BONITO (MS)

Imasul fixa em R$ 15 taxa de visitação na trilha da Gruta do Lago Azul

Valor deve ser recolhido pelo município de Bonito e repassado ao IMASUL até o quinto dia útil do mês subsequente

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Turista vai ter que desembolsar mais dinheiro para visitar a Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito, principal destino turístico de Mato Grosso do Sul, situado a 297 quilômetros de Campo Grande.

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) fixou o preço de uso da trilha que dá acesso ao atrativo turístico em R$ 15 por pessoa.

Atualmente, o preço do ingresso, cobrado pelas agências e turismo, varia de R$ 130 a R$ 150. Com o novo aumento, a expectativa é que o preço suba.

O valor deve ser recolhido pelo município de Bonito e repassado ao IMASUL até o quinto dia útil do mês subsequente ao seu recebimento, ou automaticamente no ato do pagamento do voucher pelo visitante.

A exceção é para os casos de gratuidades instituídas por lei. O pagamento do ingresso não isenta a cobrança por outros serviços prestados pelo Município de Bonito ou pelo Imasul.

A portaria n°1639, autorizando o novo valor, foi publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS).

Além disso, o Imasul ainda autorizou o uso da trilha que dá acesso à cavidade da caverna, para atividade de contemplação.

Cada grupo de visitação deve conter no máximo 15 pessoas, sendo 1 guia e 14 visitantes. A idade mínima para visitação é de 6 anos.

O número máximo de turistas é de 305 pessoas/dia. O intervalo entre os grupos é de 20 minutos. Os visitantes devem usar capacete, máscara de proteção e calçado fechado. O primeiro horário para acesso à cavidade é 7h e o último 14h.

GRUTA DO LAGO AZUL

Gruta do Lago Azul é uma caverna alagada localizada em Bonito (MS), a 297 quilômetros da Capital, Capo Grande (MS). É o principal cartão postal da cidade.

A caverna possui formações geológicas (estalactites e estalagmites) e um lago de água azul turquesa cristalina com profundidade de aproximadamente 80 metros.

O melhor horário para observar a cor vibrante do lago é entre 8h e 12h, especialmente entre dezembro e janeiro, quando o sol incide diretamente na caverna.

O passeio é exclusivamente contemplativo e dura cerca de 1 hora e 30 minutos. É proibido nadar no lago ou enconstar na água. O mergulho é restrito a pesquisadores.

O passeio não é recomendado para:

  • pessoas imunodeprimidas
  • pessoas com problemas cardiorrespiratórios
  • pessoas com dificuldades de locomoção
  • gestantes a partir dos 6 meses

 

ministério público

Fazenda autuada em meio milhão por maus-tratos a gado vira alvo de investigação

Além dos maus-tratos, também foram encontrados produtos vencidos e agrotóxicos armazenados de forma irregular

20/02/2026 15h31

Na fazenda, foram encontradas carcaças de animais e outros e desnutrição

Na fazenda, foram encontradas carcaças de animais e outros e desnutrição Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu inquérito civil para apurar possíveis irregularidades ambientais em uma fazenda de Água Clara. A propriedade já foi autuada em R$ 536 mil por maus-tratos a bovinos e armazenamento inadequado de agrotóxicos.

A investigação teve início após o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) registrarem os autos de infração, que apontaram desnutrição significativa de um rebanho bovino, além de diversos animais mortos e condições inadequadas de manejo e suplementação.

Na primeira vistoria, as equipes constataram animais em estado avançado de debilidade, pastagens escassas, carcaças expostas no pasto e indícios de negligência prolongada no cuidado com o rebanho.

Também foram identificadas irregularidades no armazenamento de produtos químicos utilizados na atividade agropecuária.

Conforme relatórios anexados ao inquérito, as embalagens de agrotóxicos estavam guardadas em locais improvisados, como barracões e áreas abertas, com recipientes empilhados sem critérios técnicos, em ambientes sem ventilação adequada e em contato direto com o solo.

Algumas das embalagens estavam danificadas, enquanto outras estavam com a validade expirada há anos, entre 2019 e 2022.

Por fim, também foi verificado que havia reutilização indevida de embalagens e ausência de destinação ambientalmente correta que, segundo o MPMS, representam riscos potenciais ao solo, à água, aos animais e à saúde humana.

Diante das irregularidades, a propriedade foi autuada pelo Imasul em mais R$ 530 mil pelas infrações relacionadas aos maus-tratos aos animais e em R$ 6 mil por irregularidades na guarda e destinação dos produtos químicos.

Além das multas, foram apreendidos fertilizantes, galões de agrotóxicos e outras substâncias químicas acondicionadas em desacordo com a legislação.

Inquérito civil

Após o flagrante, a 1ª Promotoria de Justiça de Água Clara requisitou à Polícia Civil a instauração de investigação criminal para apurar a materialidade e a autoria dos supostos crimes ambientais.

Também solicitou à Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) uma nova vistoria na fazenda para verificar se as irregularidades persistem ou se medidas corretivas foram adotadas.

A Secretaria de Apoio às Atividades de Execução (Daex) foi acionada para realizar vistoria técnica no local, com análise sobre bem-estar animal, contaminação ambiental e eventual existência de dano interino, residual ou moral coletivo, conforme entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O responsável pela propriedade foi formalmente notificado para apresentar, no prazo de 15 dias úteis, informações e documentos sobre o imóvel, comprovar eventuais medidas reparatórias e manifestar interesse em possível assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A Promotora de Justiça Substituta, Laura Assagra Rodrigues Barbosa, afirma que o inquérito busca, além de responsabilizar eventuais infratores, garantir a correção imediata das condições de manejo dos animais e do armazenamento de produtos perigosos, prevenindo novos danos ao meio ambiente e protegendo a saúde pública.

Corumbá

PF apreende 745 kg de cocaína em ônibus com 30 imigrantes ilegais na fronteira

Droga foi apreendida e imigrantes encaminhados para os procedimentos migratórios cabíveis

20/02/2026 14h45

Foto: Divulgação / PF

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A Polícia Federal apreendeu 745 quilos de pasta base de cocaína na manhã desta sexta-feira (20), em Campo Grande, droga que estava escondida em compartimentos ocultos de um ônibus que saiu da região de Corumbá, na fronteira com a Bolívia.

Durante a fiscalização, os agentes constataram que ele transportava cerca de 30 bolivianos sem a documentação regular de entrada no país.

Segundo a polícia, o motorista e os passageiros apresentaram versões contraditórias, o que levou a uma vistoria detalhada na carroceria.

No bagageiro, os policiais encontraram um compartimento adaptado com parte da droga. Em seguida, localizaram outro esconderijo na parte traseira do ônibus, onde estavam os demais tabletes.

Dois brasileiros foram presos em flagrante por tráfico transnacional de drogas. Eles permanecem à disposição da Justiça.

Os imigrantes em situação irregular foram encaminhados para os procedimentos migratórios cabíveis.

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