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PANDEMIA

Internações por Covid-19 têm maior alta de 2021 após festas de fim de ano

Boletim epidemiológico mostrou que 647 pessoas estavam internadas ontem com a doença
14/01/2021 10:00 - Daiany Albuquerque


Mato Grosso do Sul registrou ontem o maior número de pessoas internadas por Covid-19 desde o início deste ano. O número já pode ser um reflexo das festas de fim de ano e, segundo especialista, caso esse aumento seja ainda maior nos próximos dias, pode levar a um colapso do sistema de saúde, principalmente na Capital.

Segundo dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) ontem, 647 pessoas estavam internadas com casos confirmados da doença, quase 50 a mais que no dia anterior, quando 598 ocupavam leitos pelo novo coronavírus.

Esse número é o maior referente a internações de casos confirmados neste ano. A última vez que a ocupação chegou nesse patamar foi no boletim epidemiológico do dia 1º de janeiro, quando 652 pessoas estavam em leitos.

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Esses dados, porém, eram referentes ao dia 31 de dezembro, portanto, não refletia o cenário de 2021.

Esse aumento já pode ter relação com as festas de fim de ano, já que a média de tempo que leva para que pacientes necessitem de leitos após serem diagnosticados com a doença é de até 15 dias.

Atualmente, Mato Grosso do Sul vive um platô da doença, porém, com números muito elevados, com mais de 20 mortes diárias e quase mil casos confirmados por dia. 

Segundo o médico infectologista Julio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e um dos estudiosos da Covid-19, a partir desta semana o Estado pode começar a sentir os reflexo das festas de fim de ano e, caso tenham acontecido muitas aglomerações, pode haver um “boom” de casos e internações.

“Ainda não sabemos o real impacto das festas de fim de ano, isso demora, pelo menos, até 15 dias. Então já estava em platô muito elevado e se tiver qualquer aumento considerável, pode faltar leito. O problema é manter nesse limite tênue, com muito pouca margem para atender um futuro aumento, se tiver ‘boom’, não vai ter capacidade de atender”, alertou.