Cidades

voto de castidade

Juiz liberta padre preso acusado de oferecer R$ 2 mil a garoto em troca de sexo

Religioso de 41 anos foi preso pela PM na madrugada de segunda-feira e foi libertado na manhã desta terça-feira. Ele foi afastado pelo bispo dom Dimas

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Em audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira (9), o juiz Luiz Felipe Vieira colocou em liberdade o padre Jucelândio José do Nascimento, de 41 anos, que havia sido preso na madrugada de segunda-feira (8) acusado de oferecer R$ 2 mil em troca de sexo com um adolescente de 16 anos. 

Pároco da igreja Nossa Senhora Aparecida, a principal da região das Moreninhas, o padre foi afastado de suas funções ainda na segunda-feira pelo arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa depois que o padre foi detido pela Polícia Militar e o caso veio a público.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na Polícia Civil, na noite do domingo o adolescente teria sido convidado pelo padre para "tratar sobre assuntos pertinentes a um acampamento de igreja". 

No entanto, ao chegar no local, recebeu uma proposta de R$ 2 mil para ter relações sexuais com o religioso.  Ainda de acordo com o BO, o padre teria tentado tocar nas genitálias do adolescente, momento em que a vítima se refugiou no banheiro e pediu ajuda à família, utilizando o telefone celular.

Ao ser informado do ocorrido, o pai do adolescente acionou a Polícia Militar, que foi até o local, constatou a presença do garoto na residência e prendeu o religioso em flagrante.

Inicialmente o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Centro (Depac), mas depois foi transferido para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que ficou responsável pelas investigações, que estão sob sigilo por envolver menor de 18 anos.

Com a decisão do juiz nesta terça-feira, ele ficou proibido de ter contato tanto com a vítima quanto com os familiares do adolescente.

Juscelândio é padre desde 2015, quando fez o voto de castidade pelo restante da vida. Ou seja, se cumprisse a promessa, não poderia ter relações sexuais. Em setembro do ano passado foi nomeado vigário da Paróquia das Morenihnas. Além da sede, ele ainda responde pelas celebrações em mais seis capelas da região, inclusive uma na zona rural de Campo Grande. 

Nota da Igreja

Confira a nota oficial, assinada pelo arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa, na íntegra:

"Considerando que a Arquidiocese de Campo Grande teve ciência de graves denúncias contra o Pe. Jucelâncio José do Nascimento, até o presente momento Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida das Moreninhas, em cumprimento às normativas do Direito Canônico, bem como às promulgadas pelo Papa Francisco e pela Sé Apostólica sobre a proteção de vulneráveis, determinei o afastamento ad cautelam do referido sacerdote de suas funções ministeriais, para que a autoridade policial, o Tribunal Eclesiástico e a Comissão de Proteção de Vulneráveis da Província Eclesiástica de Campo Grande conduzam com diligência as devidas investigações acerca dos fatos denunciados.

Durante este período de afastamento e no aguardo dos resultados das investigações, será nomeado um Administrador Paroquial para a já mencionada Paróquia".

(Colaborou Alanis Netto)
 

TRAMA OCULTA

Gaeco investiga fraude em 15 licitações e cumpre mandados em 7 municípios

Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, em Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia

28/10/2026 09h35

O Ministério Público Estadual afirma que a organização criminosa movimentou R$ 3 milhões nas licitações fraudulentas

O Ministério Público Estadual afirma que a organização criminosa movimentou R$ 3 milhões nas licitações fraudulentas FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Trama Oculta. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de medidas cautelares diversas da prisão. Os alvos foram localizados nos municípios de Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.

Um grupo de empresários do ramo de confeccções atuava em uma espécie de cartel, ajustando previamente os preços das propostas apresentadas nos pregões para simular a competição e elevar artificialmente os valores das contratações públicas. Em alguns casos, valiam-se também da cooptação de servidores públicos para viabilizar as fraudes e favorecer o superfaturamento.

Até o momento, foram identificadas 15 licitações fraudadas pela organização criminosa em contratos que alcançam cerca de R$ 3 milhões.

Em Sidrolândia, de acordo com o Região News, uma das equipes do Gaeco esteve na Priscila Malhas, que pertence à empresária Priscilla Depiné, esposa do ex-secretário municipal de administração e atual secretário especial, Welbet José Biaggi de Amorim. Outros agentes estiveram na residência do casal, localizada no Eco Parque Fratelli, na manhã desta quarta-feira.

As investigações tiveram início a partir de provas extraídas de um celular apreendido durante a Operação Malebolge. O material revelou indícios de um esquema criminoso paralelo envolvendo empresários do ramo de confecções.

“Trama Oculta”, termo que dá nome à operação, remete tanto ao produto negociado pelos empresários (ramo de confecções) quantos às articulações entre efetivadas entre eles, que ajustavam previamente as propostas para simular a competição nos pregões e viabilizar o superfaturamento das contratações públicas. 

Operação Malebolge

A Malebolge cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão e apurava fraudes em licitações que somam mais de R$ 10 milhões, envolvendo servidores e empresários. Os mandados foram cumpridos em Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos. 

O esquema envolvia licitações fraudulentas para compra de uniformes e outros materiais, com um empresário no centro, cooptando servidores e contando com outros empresários. Uma das buscas foi em uma empresa de vestuário em Campo Grande. Um celular apreendido na Malebolge levou o Gaeco a um grupo do ramo de confecções. 

O Gaeco chegou aos suspeitos da Malebolge por provas extraídas de celulares apreendidos na Operação Turn Off. A Trama Oculta seria, portanto, mais um desdobramento dessa cadeia de apreensões de celulares. 

Dez pessoas foram denunciadas por organização criminosa e pediu indenização de, no mínimo, R$ 22 milhões. Além disso, a denúncia do MPMS aponta crimes de fraude em licitação, peculato e corrupção entre os anos de 2022 e 2025. 

Os alvos chegaram a ganhar liberdade com tornozeleira eletrônica. Depois, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), contra o voto do relator, os manteve presos após recurso do MPMS. Mais tarde, o tribunal revogou a liberdade provisória e determinou a prisão dos réus. 

A 2ª fase foi deflagrada em 24 de julho de 2025. Já em 2026, o Gaeco prendeu quatro pessoas em Água Clara, entre elas a ex-secretária de Educação e um empresário. Segundo as investigações, ele pagava propina para aumentar as ordens de compra, e só parte dos produtos era entregue.

CRISE NO ASFALTO

Rua de Campo Grande tem mais de 100 buracos em uma quadra

Placas foram colocadas sobre os buracos e moradores estenderam faixas para cobrar medidas da Prefeitura

28/10/2026 09h15

Placa alerta motoristas sobre buraco na via pública

Placa alerta motoristas sobre buraco na via pública Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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A Rua São Félix, entre a Avenida Bom Pastor e a Rua Santana, sofre com o problema crônico de Campo Grande: os buracos. A reportagem do Correio do Estado esteve no local e constatou que em um trecho de 120 metros, há 107 buracos no asfalto. 

Os moradores do bairro Jardim Mansur colocaram placas sobre estas 'crateras' para avisar os motoristas que por ali passam. Além disso, a população também expôs faixas, as quais cobram a gestão da Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sobre a situação e exigem que os impostos pagos tenham retorno.

Na região, a Rua Santana é uma das poucas onde é possível encontrar asfalto com boas condições. Ela, inclusive, foi recapeada em 2021, na gestão de Marquinhos Trad. Na parte final da avenida gastronômica Bom Pastor, também há buracos. 

Na região do Vilas Boas, próxima a avenida Bom Pastor, a situação segue crítica em frente ao condomínio de alto padrão Amantini Residence, onde casas e sobrados costumam ser comercializados entre R$ 2,6 milhões e R$ 3,9 milhões. Nas proximidades do residencial, há uma placa indicando a presença de buracos, esta em cima de uma calçada.

Marisa, moradora da rua do Sucre, relatou à reportagem que, para entrar na sua garagem, precisa desviar o carro de um buraco, mas cai em outro. Além disso, um segundo problema relatado foi a alta velocidade que os ônibus passam, levantando poeira e jogando barro nos veículos e residências. Para minimizar isso, os populares colocaram placa e pedaços de madeira para o transporte diminuir a velocidade.

Ela também conta que a Prefeitura fez reparos em outras ruas na proximidade, porém a de sua casa continua com a buraqueira. Só em meia quadra da Sucre, foram contabilizados cerca de 40 buracos, segundo a moradora.

"Aqui não tem como só tampar os buracos, teria que arrancar este asfalto e refazer inteiro. Onde está afundado, está cheio de pedrinhas com areia e eles [Prefeitura] não fazem [os reparos necessários]. E fica muito fundo quando chove, vira uma verdadeira lagoa, é como se tivesse uma lagoa na frente da minha casa", conta Marisa. 

Plano Emergencial de Recuperação Viária

a Câmara Municipal entregou, nesta terça-feira (27), um Plano Emergencial de Recuperação Viária à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

O documento cobra a apresentação de um planejamento em até 72 horas e estabelece medidas para enfrentar a deterioração do asfalto, incluindo cronogramas de atendimento, fiscalização da qualidade dos reparos e prestação de contas à população.

A entrega ocorreu durante a sabatina do secretário municipal de Infraestrutura, André de Moura Brandão, convocado a prestar esclarecimentos sobre as condições das ruas e avenidas da Capital.

Questionado pelos vereadores sobre quando os buracos seriam eliminados, o titular da pasta reconheceu a dificuldade de estabelecer uma previsão para solucionar o problema.

"É difícil estimar uma data: o quando é o mais breve possível", afirmou o secretário, ao justificar que a Prefeitura trabalha para ampliar as frentes de serviço e acelerar os reparos.

O documento foi entregue pelo presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, em um momento de crescente pressão sobre a administração municipal.

Paralelamente, os 29 vereadores já assinaram o requerimento de abertura da CPI do Tapa-Buracos, apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro.

O pedido está sob análise da Procuradoria Jurídica da Casa e ainda depende dos procedimentos necessários à instalação da comissão, mas deve ser oficializado até sexta-feira (30), de acordo com Papy.

(Colaboração de Welyson Lucas)

 

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