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Goiás

Mãe quer doar bebê com doença rara: 'Não tenho condição'

Mãe quer doar bebê com doença rara: 'Não tenho condição'

G1

08/01/2014 - 15h41
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Um ano e quatro meses após dar à luz, uma mãe, que não quer ser identificada, finalmente pode levar para casa o filho, que foi diagnosticado com osteogenese imperfeita. No entanto, como o bebê sofre fraturas com facilidade, a mulher alega que não tem como cuidar da criança: "Ele precisa de muita atenção. Decidi dar para adoção porque eu não tenho condição de ficar com ele". Assim, o menino continua internado no Hospital Materno Infantil, em Goiânia, onde está desde que nasceu.

Devido à doença rara, o bebê teve todas as fraturas possíveis dentro do útero, inclusive nas costelas. Ao nascer, ele foi levado direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HMI. O menino teve ajuda de aparelhos para respirar por nove meses.

Mesmo na UTI, o bebê já quebrou o braço duas vezes ao brincar com chocalho. Apesar das fraturas, segundo a pediatra Paula Pires, ele é um menino forte e já consegue comer papinha e até segurar a mamadeira.

No berço do menino, há brinquedos que ajudam no desenvolvimento. Médicos e enfermeiros do HMI acompanham a evolução da criança. “Cuidei dele, tenho muito amor por ele. É uma criança muito especial, não só pra mim, mas para todo mundo no hospital. Ele é muito querido”, conta a enfermeira Cinthia Fabiana dos Reis.

Embora tenha recebido alta médica, a pediatra ressalta que o menino precisa de atenção especial. "Ele vai precisar de acompanhamento pediátrico, ortopédico, fisioterápico, com fonoaudióloga em centro específico para estas doenças. Precisa de manipulação com cuidados especiais. Uso de brinquedos que não ofereçam risco para ele. Precisa de almofadinhas, travesseiros", explica.

Família
Sabendo das restrições da criança, a mãe diz que é impossível cuidar dele. Ela mora com o marido em Alvelinópolis, no interior goiano. Com mais dois filhos, um de 6 anos e outro de 4 meses, ela e o esposo concordaram com a adoção do menino.

Entretanto, o Conselho Tutelar alegou que vai dar apoio à família e insistir para que os pais fiquem com o menino. "Nós acolhemos a criança, trabalhamos com ela e com a família. Eles precisam sim de ajuda, tanto financeira, se for o caso, como também encaminhamento para psicólogos. A aceitação, a autoestima precisa ser trabalhada", afirmou a conselheira tutelar Divina Pereira dos Santos.

A conselheira informou, ainda, que o caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) e que o órgão vai determinar qual será o destino da criança até que a situação seja resolvida. "O caso ainda será avaliado, mas se a criança for mesmo doada os pais poderão responder por abandono de incapaz. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) destaca que toda criança tem o direito de conviver com seus familiares e que a falta de recursos financeiros não é motivo suficiente para isentar a responsabilidade. Para isso existem os programas de auxílio do governo. De qualquer forma, a Justiça vai determinar se houve crime ou não", explicou Divina.

Relações Internacionais

EUA ampliam diálogo com MS e avaliam cooperação em projetos estratégicos

Encontro discutiu Rota Bioceânica, segurança, educação e possíveis projetos conjuntos entre Mato Grosso do Sul e os Estados Unidos

07/04/2026 19h52

Cônsul dos Estados Unidos, Kevin Murakami, e governador Eduardo Riedel

Cônsul dos Estados Unidos, Kevin Murakami, e governador Eduardo Riedel Divulgação/Álvaro Rezende

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O governador Eduardo Riedel recebeu, na manhã desta terça-feira (7), o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, em visita oficial a Mato Grosso do Sul. Foi a primeira agenda do diplomata no Estado, que integra o distrito consular norte-americano ao lado de Paraná e São Paulo. O encontro teve como foco a ampliação de parcerias e a discussão de temas considerados estratégicos para o desenvolvimento regional.

Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, a reunião abriu espaço para cooperação em diferentes áreas. Entre os assuntos abordados estiveram a Rota Bioceânica, o crescimento econômico do Estado, além de iniciativas em educação e segurança pública.

De acordo com o secretário, há possibilidade de projetos conjuntos entre Mato Grosso do Sul e os Estados Unidos, dependendo do avanço das tratativas.

Também participaram do encontro a procuradora-geral do Estado, Ana Ali, o vice-cônsul político, Cornelius Sanford, e a especialista política do consulado, Arlete Salvador. A presença das autoridades reforça o interesse em estreitar relações institucionais e ampliar o intercâmbio entre o governo estadual e representantes norte-americanos.

Durante a passagem por Mato Grosso do Sul, o cônsul-geral ainda cumpre agenda com autoridades da área de segurança pública e representantes do setor empresarial.

A programação inclui visita ao Bioparque Pantanal e encontros com integrantes da comunidade japonesa local, além de outras atividades voltadas ao fortalecimento das relações econômicas e culturais.

Os Estados Unidos mantêm uma parceria consolidada com Mato Grosso do Sul, envolvendo governo, iniciativa privada e sociedade civil. A cooperação já ocorre em áreas como comércio, educação, saúde e cultura. No campo ambiental, há colaboração na preservação do bioma Pantanal, com ações voltadas ao monitoramento e combate a incêndios florestais.

Epidemia em Dourados

Governo estadual ativa protocolo de internação imediata em casos de chikungunya

Texto cria um fluxo prioritário para casos graves ou com risco de agravamento, diante da sobrecarga no sistema de saúde

07/04/2026 18h00

Foto: Arquivo Pessoal

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Para frear a epidemia de chikungunya, o governo de Mato Grosso do Sul publicou nesta terça-feira (7) um protocolo emergencial que obriga a transferência de pacientes graves em até uma hora após o pedido de regulação.

A medida foi oficializada por resolução assinada pela secretária estadual de Saúde, Chrystinne Maymone. O texto cria um fluxo prioritário para casos graves ou com risco de agravamento, diante da sobrecarga no sistema de saúde.

Pelo protocolo, a chamada “vaga zero” pode ser utilizada em situações excepcionais. O recurso permite a transferência imediata de pacientes críticos, mesmo sem a disponibilidade formal de leitos. A regra busca evitar que pessoas permaneçam em unidades sem estrutura adequada, o que aumenta o risco de complicações e morte.

O fluxo estabelece uma ordem de prioridade entre hospitais. O primeiro destino deve ser o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Sem resposta ou vaga, o encaminhamento segue para o Hospital Regional. Caso não haja aceite, a transferência deve ocorrer obrigatoriamente por vaga zero.

A resolução também define o que é considerado caso grave. Entram nessa categoria pacientes com falência de órgãos, necessidade de UTI ou sinais de rápida piora. Pessoas com comorbidades, idosos, gestantes e indígenas também são classificadas como grupo de risco.

O texto reconhece o cenário crítico da doença no estado. A taxa de positividade da chikungunya varia entre 72% e 79%, índice considerado extremamente alto e que indica intensa circulação do vírus.

A norma determina que a falta de resposta de hospitais não pode atrasar a transferência. Nesses casos, a decisão deve ser imediata por parte do médico regulador. As unidades de saúde também não podem recusar pacientes por superlotação e devem garantir ao menos a estabilização inicial.

A medida é temporária e permanece válida enquanto durar a situação de emergência em saúde pública provocada pela epidemia.

Cenário atual

Dados divulgados pela Prefeitura de Dourados nesta terça-feira mostram o avanço da chikungunya no município. Até a Semana Epidemiológica 10, foram registradas 3.971 notificações. Desse total, 2.859 são casos prováveis, 1.442 confirmados, 1.973 estão em investigação e 556 foram descartados. A taxa de positividade chegou a 72%.

A análise indica que a epidemia ainda está em curso. Apesar de sinais de queda nas semanas mais recentes, os números podem sofrer impacto por atraso nas notificações.

A rede de saúde enfrenta pressão crescente. A UPA registra média de 451 atendimentos diários, com aumento desde 23 de março. Atualmente, 40 pacientes estão internados com suspeita ou confirmação da doença.

A distribuição dos casos aponta maior concentração em algumas regiões. A Unidade Básica de Saúde da Aldeia Bororó I lidera com 582 notificações. Em seguida aparecem o posto do Jóquei Clube com 256 casos e a unidade Seleta com 189 registros. Também registram números elevados as unidades do Parque das Nações II com 72, Maracanã com 66 e Parque do Lago II com 75.

O município confirmou cinco mortes por chikungunya, todas na Reserva Indígena. Há ainda três óbitos em investigação, sendo dois de indígenas.

A população indígena é a mais impactada. São 1.697 casos prováveis e 1.153 confirmados, além de 2.088 notificações e 237 atendimentos hospitalares. Inicialmente concentrada nas aldeias, a doença já avança para a área urbana.

Diante do cenário, a prefeitura mantém o alerta de emergência em saúde pública. O município intensifica ações de vigilância, combate ao mosquito transmissor e atendimento à população. A orientação é eliminar criadouros e procurar atendimento ao surgimento de sintomas.

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