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QUESTÃO INDÍGENA

Médico Sem Fronteiras é novo parceiro no combate da Ccovid-19 em aldeias de MS

Terceira maior população indígena do país está em risco enquanto pandemia avança
13/08/2020 16:20 - Rodrigo Almeida


Com o avanço da pandemia, as populações indígenas do Mato Grosso do Sul se tornam alvos fáceis para o novo coronavírus. A vulnerabilidade também está ligada à dificuldade de alocação de recursos humanos para tratamento nas aldeias. 

O Governo do estado revelou com exclusividade para o Correio do Estado que nas próximas semanas a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deve assumir as medidas para contenção da covid-19 nas aldeias. 

Em resposta a esta reportagem, a assessoria da MSF confirmou estar em tratativas com as autoridades do estado e que “o início efetivo do trabalho e as definições concretas quanto ao tamanho da equipe ainda dependem de alguns fatores e autorizações”.

O secretário revelou que, para resolver o problema de falta de profissionais da saúde, a parceira com a MSF deve ser nas medidas de preservação e tratamento dos povos indígenas. 

De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) até quinta-feira, 13, às 11h10 da manhã eram 24 561 indígenas infectados pela covid-19, 667 mortos e 146 povos indígenas diferentes contagiados em todo o Brasil.   

Na lives de divulgação do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o secretário, Geraldo Resende, fala com preocupação da situação indígena há pelo menos um mês. 

“Desde o final de fevereiro, criamos um amplo plano de intervenção nas aldeias do estado juntamente à Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena]. Porque sabíamos que lá estão as populações mais vulneráveis”, recorda ele. 

Geraldo comenta que ações como essa envolvem colaboração. “Os municípios têm ajudando bastante. A Sesai, no entanto, sofre por problemas de recursos humanos e afastamento de diretores e funcionários por problemas de saúde”. 

Segundo Geraldo Resende o estado deve receber na próxima semana cerca de 6 toneladas de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), para atender a medidas de combate à Covid-19 e as demandas de uma doença que se expande com muita força em MS. 

 
 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.