Cidades

Luto na Política

Morre Ivanilde Teixeira, esposa do deputado estadual Zé Teixeira

Casada há 66 anos com o parlamentar, Ivanilde morreu nesta quarta-feira (21), aos 83 anos; velório será realizado em Dourados.

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Morreu na terde desta quarta-feira (21), aos 83 anos, Ivanilde Zanforlin Teixeira, esposa do deputado estadual José Roberto Teixeira, conhecido como Zé Teixeira (PL). Companheira do parlamentar por mais de seis décadas, ela acompanhou de perto sua trajetória na agropecuária e na vida pública de Mato Grosso do Sul, deixando um legado marcado pela dedicação à família, pela fé católica e pela presença constante ao lado do marido.

O falecimento foi comunicado pela família Teixeira por meio de uma nota oficial divulgada nas redes sociais. Ivanilde morreu em Dourados, município onde construiu grande parte de sua história familiar ao lado do deputado, com quem foi casada durante 66 anos.

Segundo informações divulgadas pelo portal MS em Foco, Ivanilde estava internada desde a noite de domingo (18) no Hospital da Unimed, em Dourados, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A nota de falecimento publicada pela família não detalha as circunstâncias da morte.

Nascida em 22 de junho de 1943, Dona Ivanilde, como era carinhosamente conhecida, teve sua trajetória marcada pela discrição e pelo vínculo com a família.

Na mensagem de despedida, os familiares a descrevem como uma mulher de personalidade firme, generosa e profundamente ligada à religião católica.

A família destacou ainda a importância de Ivanilde na vida pessoal e profissional do deputado, ressaltando que sua presença foi fundamental durante os diferentes momentos de uma trajetória construída ao longo de décadas.

"Companheira de todas as horas, esteve casada por 66 anos com Zé Teixeira, sendo seu pilar e apoiadora incansável tanto na trajetória como agropecuarista quanto na vida pública", diz um trecho da nota.

Uma vida ao lado de Zé Teixeira

A história de Ivanilde esteve diretamente ligada à trajetória de Zé Teixeira, um dos parlamentares mais longevos da política sul-mato-grossense.

O deputado, atualmente com 86 anos, iniciou sua atuação profissional no setor agropecuário antes de ingressar na política, em 1994, quando foi eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Desde então, construiu uma carreira parlamentar de mais de três décadas, mantendo forte ligação com Dourados e municípios da região sul do Estado.

Na eleição de 4 de outubro deste ano, Zé Teixeira conquistou 54.080 votos, tornando-se o deputado estadual mais votado de Mato Grosso do Sul e garantindo o nono mandato consecutivo.

Ao longo dessa trajetória, Ivanilde acompanhou o marido em diferentes momentos da vida pública, participando também de compromissos sociais e atividades ligadas à comunidade douradense.

Em maio deste ano, por exemplo, o casal foi homenageado durante a 60ª Expoagro, em Dourados, durante um leilão promovido pela Fazenda Santa Claudina. Na ocasião, Ivanilde recebeu flores em reconhecimento à presença da família nas atividades ligadas ao setor agropecuário.

Sua participação também se estendeu a iniciativas sociais. Em outubro de 2023, ela esteve ao lado da filha Eliana em uma ação de conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama, realizada no escritório político do deputado em Dourados.

Na ocasião, Ivanilde destacou a importância de ampliar a divulgação das orientações de prevenção e incentivar outras mulheres a compartilhar informações sobre cuidados com a saúde.

Embora tenha acompanhado uma longa trajetória política, o comunicado da família ressalta que sua principal dedicação sempre esteve voltada à união familiar.

Família destaca legado de amor e união

Além do marido, Ivanilde deixa dois filhos, Nilson e Eliana, netos, bisnetos e outros familiares. Segundo a nota de falecimento, ela foi uma mãe amorosa e dedicada, reconhecida pela atenção dispensada aos filhos e pelo cuidado com os laços familiares.

A família também destacou sua religiosidade e generosidade, características que, conforme a homenagem, marcaram sua convivência com parentes e amigos.

"Acima de tudo, Dona Ivanilde construiu um legado de união e amor incondicional no seio familiar", afirma o comunicado.

Para os familiares, sua ausência representa a perda de uma figura central na história da família Teixeira, construída ao longo de mais de seis décadas de casamento e de uma vida compartilhada entre atividades profissionais, compromissos públicos e convivência familiar.

Na mensagem divulgada nesta quarta-feira, a família agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas após a notícia do falecimento.

"A família agradece as manifestações de carinho e solidariedade neste momento de profunda dor", registra a nota.

Velório será nesta quinta-feira em Dourados

As últimas homenagens a Ivanilde Zanforlin Teixeira serão realizadas nesta quinta-feira (22), na Pax Primavera, localizada na Rua Hilda Bergo Duarte, nº 1.135, sala Master, na Vila Planalto, em Dourados.

Conforme o comunicado divulgado pela família, o velório terá início às 6h, permitindo que parentes, amigos e pessoas próximas prestem suas últimas homenagens.

O sepultamento está previsto para as 15h do mesmo dia. O comunicado não informa o cemitério onde ocorrerá a cerimônia.

 

INFRAESTRUTURA

Governo suspende licitação de R$ 19,7 milhões para levar água a aldeia indígena de MS

Concorrência para implantação do sistema na Aldeia Jaguapiru estava prevista para esta quinta-feira (22), mas foi interrompida para correções no edital e anexos

21/10/2026 11h27

 Licitação para implantação do sistema de abastecimento de água na Aldeia Jaguapiru foi suspensa pela Agesul

Licitação para implantação do sistema de abastecimento de água na Aldeia Jaguapiru foi suspensa pela Agesul Foto: Divulgação/Agesul

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O Governo de Mato Grosso do Sul suspendeu a licitação de R$ 19,7 milhões destinada à implantação de um sistema de abastecimento de água na Aldeia Jaguapiru, localizada no município de Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (21), um dia antes da abertura das propostas, prevista para quinta-feira (22).

De acordo com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a suspensão ocorreu devido a necessidade de correções no Termo de Referência e nos demais anexos do processo licitatório.

O aviso, assinado pela Diretoria de Licitação, não detalha quais alterações deverão ser realizadas. Também não foi estabelecido um novo cronograma que conste a retomada do certame. Segundo a publicação, o edital poderá ser republicado após os ajustes.

A concorrência havia sido anunciada no início de outubro, com valor estimado de R$ 19.764.583,04. O processo previa a contratação de uma empresa especializada, por meio do critério de menor preço, para executar as obras de implantação do sistema de abastecimento de água da comunidade indígena.

Conforme o orçamento disponibilizado pela Agesul, aproximadamente R$ 18,7 milhões seriam destinados às estruturas de reservação e adução de água, enquanto R$ 998,6 mil estavam previstos para a instalação e manutenção do canteiro de obras.

O prazo estimado para execução dos serviços era de 540 dias, conforme o orçamento oficial.

Projeto prevê ampliação do abastecimento

O projeto elaborado pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) prevê a implantação de estruturas para melhorar o fornecimento de água à Aldeia Jaguapiru.

Entre as intervenções previstas estão a implantação de redes de distribuição, estruturas de reservação, equipamentos hidráulicos e instalações necessárias ao funcionamento do sistema.

A documentação técnica também contempla a utilização de captação subterrânea, por meio de poço tubular profundo, além de estruturas destinadas ao armazenamento e à distribuição de água. 

De acordo com o  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o sistema foi dimencionada para atender uma população de 12.348 habitantes, com capacidade de captação prevista de 150 metros cúbicos de água por hora. 

O estudo técnico que acompanha o processo apresenta as condições do abastecimento existente e as alternativas avaliadas para a implantação de uma nova infraestrutura na comunidade.

Apesar da suspensão da concorrência, o aviso publicado pela Agesul não informa o cancelamento definitivo do empreendimento. A agência prevê a possivilidade de republicação do edital, com uma nova data para abertura das propostas.

 

sem explicação

Revendas ampliam boicote ao consumidor e elevam preço da gasolina

No dia 10 de outubro foi anunciada redução de 26 centavos nos impostos federais, mas o preço da gasolina no Estado subiu desde então

21/10/2026 11h10

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49 Marcelo Victor

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No dia 9 de outubro o Governo Federal anunciou a ampliação da desoneração de tributos federais sobre a gasolina e previu redução da ordem de 26 centavos no preço ao consumidor. Em Mato Grosso do Sul, porém, o preço médio aumentou em um centavo e em Campo Grande, a redução foi de apenas um centavo, conforme mostra pesquisa publicada pela Angência Nacional do Petróleo (ANP) nesta terça-feira (20).

A medida anunciada pela União no começo do mês têm validade por 30 dias e a previsão é de que seja renovada. A redução tributária sobre a gasolina passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis.

Naquela dada, o porta-voz dos proprietários de postos de combustíveis de Campo Grande, Edson Lazaroto, previu que os preços começariam a cair logo em seguida. “Deve ocorrer a partir da semana que vem. Haverá queda somente no preço da gasolina. Etanol e diesel permanecem normal”, afirmou ele em mensagem enviada ao Correio do Estado no dia 10.

Até agora, porém, as distribuidoras e proprietários de postos não repassaram esta diferença e estão literalmente embolsando esta diferença. Conforme a pesquisa da ANP feita em 60 postos, no dia 10 de outubro o preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,42. Na pesquisa divulgada nesta terça-feira (20), o valor médio havia subido para R$ 6,43.

Fazendo o recorte somente nos 23 postos de Campo Grande onde foi feito o levantamento, a situação é parecida. No começo do mês o preço estava em R$ 6,28. Agora, recuou um centavo, para R$ 6,27.

Levando em consideração que em Mato Grosso do Sul são vendidos uma média de dois milhões de litros de gasolina por dia, o setor de distribuição e revenda está embolsando algo em torno de R$ 520 mil todos os dias, já que não está repassando ao consumidor a isenção fiscal concedida para aliviar o bolso daqueles que abastecem seus veículos.

E este boicote aos consumidores, que não ocorre somente em Mato Grosso do Sul, está longe de ser um fato isolado. No começo de setembro a Petrobras anunciou redução de 19 centavos no litro da gasolina. Na época, o sindicato dos proprietários de postos de Campo Grande previu redução de 12 centavos nas bombas. 

Em vez disso, porém, o preço subiu. Naquela data, segundo a mesma pesquisa da ANP, o preço médio nas bombas de Campo Grande era de R$ 6,25. Na prática, porém, está dois centavos acima disso, apesar das duas reduções anunciadas pela Petrobras e pelo Governo Federal, que juntas somam 38 centavos.

E no restante do Estado a situação é idêntica, evidenciando que existe movimento coordenado e sincronizado para impedir a redução do preço nas bombas. No começo de setembro o preço médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,40. Agora, apesar da redução de 38 centavos, está em R$ 6,43.

Levando em consideração que o setor não repassou a redução de 38 centavos e e ainda elevou os preços em três, a diferença a maior na margem de lucro é de 41 centavos por litro. Multiplicando este valor pelo volume vendido diariamente em Mato Grosso do Sul, as distribuidoras e donos de postos elevaram seus lucros em R$ 820 mil por dia somente em Mato Grosso do Sul. 

Edson Lazaroto, contudo, entende que a manutenção dos preços nas alturas não é culpa dos donos de postos. "Apesar de o governo informar a retirada do Pis e Cofins na ordem de 17 centavos, no memo dia ocorreu acréscimo do Etanol, que afeta diretamente os preços da gasolina. Além disso, dependemos sempre da cadeia produtiva (distribuidoras). Portanto, o segmento não fez boicote, apenas aguarda os perços caírem", argumenta.

GUERRA NO IRÃ

A disparada no preço mundial do petróleo ocorreu depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro. Naquela dada, conforme a ANP, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,89.

E, apesar de o preço do petróleo ter disparado no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares o barril, a Petrobras elevou em apenas 4 centavos o valor nas refinarias. Aumento de 48 centavos chegou a ser praticado, mas o Governo ofereceu subsídio de 40 centavos evitar que o reajuste chegasse aos consumidores. 

Mesmo assim, as distribuidoras e donos de postos elevaram os preços sob a alegação de que o preço do petróleo havia aumentado. Depois disso, os preços internacionais recuaram, mas o preço da gasolina ao consumidor segue bem acima daquele patamar. 

Até o final de feveriro, Campo Grande tinha o menor preço médio da gasolina comum entre todas as capitais. Agora, está em terceiro lugar, ficando atrás de cidades como Vitória e Porto Alegre.

Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78. 

No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pela redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto. 


 
 

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