Cidades

tenta acordo

Motorista de Porsche que matou moto entregador manobra para escapar da Justiça

Defesa protocolou pedido de Acordo de Persecução Penal, que pode livrá-lo de responder pelo crime e, consequentemente, de eventual condenação por homicídio culposo

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O empresário Arthur Torres Rodrigues Navarro, de 34 anos, motorista de um Porsche Cayenne, avaliado em R$1,2 milhão, que atropelou e matou o entregador do iFood Hudson Oliveira Ferreira, de 39 anos, no dia 22 março deste ano, pode se livrar de responder pelo crime.

A defesa do empresário entrou com um pedido de acordo de não persecução penal (ANPP) junto à Justiça, que pode favorecê-lo com a extinção da punibilidade. O acordo está nas mãos do Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior, que irá decidir pelo deferimento ou não.

Caso o acordo seja firmado, o motorista se livra de qualquer condenação pelo crime, pois não há processo e, desta forma, nenhuma eventual sujeição a uma pena privativa de liberdade.

Segundo a denúncia, ele dirigia um Porsche em velocidade de 89,4 km/h e, ao não se atentar para as condições de trânsito a sua frente, colidiu contra o motociclista Hudson Oliveira e deixou o local sem prestar socorro. O motorista morreu dois depois.

O Ministério de Público de Mato Grosso do Sul denunciou Arthur por homicídio culposo na direção de veículo automotor e por se ausentar do local sem prestar socorro.

Com base na denúncia, a defesa propôs o acordo, alegando que "o resultado morte, mesmo que trágico, não obsta a celebração do acordo, pois, em crimes culposos com resultado violento, a violência não está na conduta, mas na decorrência indesejada"

O acordo foi inicialmente negado, pois o Ministério Público considerou que o caso, mesmo se tratando de crime culposo, como teve morte como resultado, repercute negativamente no meio social e na família na família da vítima e, assim, o acordo não geraria pacificação social.

"Em verdade, o crime de homicídio culposo ostenta um injusto extremamente grave (maior desvalor de resultado), o que não recomenda a possibilidade da celebraçãodo acordo de não persecução penal. Em outras palavras, o maior desvalor de resultadodo crime em tela indica não ser socialmente recomendável a medida, sob o risco dederrubada da confiança dos familiares afetados na vigência da justiça. Assim, nahipótese, o acordo de não persecução penal se revela claramente insuficiente para a repreensão e prevenção do delito, por conta da gravidade do injusto e culpabilidade que normalmente infrações dessa natureza envolvem", disse o MP em manifestação.

A defesa do acusado, no entanto, fez nova petição requerendo que o pedido fosse encaminhado ao órgão superior do Ministério Público, especificamente à Procurdoria-Geral do MPMS.

A justificativa é a de que há "injustas recusas" e que a "ausência de consenso na avaliação subjetiva sobre a necessidade e suficiência para a prevenção e repressão do crime não pode impedir a proposta do acordo".

"Insiste-se, portanto, na celebração do ANPP, instrumento de política criminal extraprocessual que bisca uma solução que exprima a gravidade de conduta e a conscientização por meio de condições, porém sem a pena decorrente de um processo", diz a defesa.

A juíza da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, Eucélia Moreira Cassal, Dito isso, determinou a remessa dos autos ao Procurador-Geral de Justiça, para manifestação quanto ao acordo de não persecução penal.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na noite do dia 22 de março. Hudson Oliveira Ferreira foi atropelado pelo Porsche na Rua Antônio Maria Coelho, e o condutor fugiu do local sem prestar socorro.

O moto entregador foi socorrido por terceiros, com fraturas múltiplas, lesões extensas, sangramento com artéria tibial exposta e choque hipovolêmico e hemorrágico. Ele morreu no hospital dois dias depois em razão de embolia pulmonar, com quadro iniciado devido à colisão e politraumatismo.

Ainda após o caso, o empresário escondeu o carro na casa de um irmão e depois de oito dias levou até um oficina para conserto.

Após ser identificado, duas semanas após o acidente, o motorista se entregou a polícia e relatou que saiu de seu bar e se dirigia para casa, quando percebeu que um motorista saía de um prédio e teria atravessado todas as faixas. Arthur afirma, no entanto, não ter percebido que bateu no entregador e seguiu para seu apartamento.

Ele relatou ainda que, no dia seguinte, um funcionário contou que havia ocorrido um acidente, ocasião na qual ele percebeu que havia ocorrido uma avariaem seu veículo, mas mesmo assim diz que não imaginou que seu veículo tivesse sido capaz de lesionar ou matar a vítima, alegando ainda que não estava bêbado e nem em alta velocidade.

O Ministério Público considerou que a materialidade e indícios da autoria do crime restaram comprovados e denunciou Arthur Torres Rodrigues Navarro pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e por fugir do local sem prestar socorro.

Esta não é a primeira vez que o empresário é alvo de investigações por acidentes no trânsito. Em 2014, ele atropelou outro motocilista, na Avenida Bom Pastor. A vítima, de 64 anos, teve fratura exposta na tíbia e fíbula, que resultou em sequelas físicas irreversíveis.

 

TRÂNSITO

Desfile de 7 de Setembro fecha ruas do Centro de Campo Grande; veja onde

Interdições começam neste domingo (6) para montagem da estrutura e seguem na segunda-feira (7), durante o desfile da Independência

06/09/2026 11h30

Desfile de 7 de Setembro terá mudanças no trânsito e interdições em ruas da região central de Campo Grande

Desfile de 7 de Setembro terá mudanças no trânsito e interdições em ruas da região central de Campo Grande Divulgação

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Quem precisar circular pela região central de Campo Grande neste domingo (6) e na segunda-feira (7) deve ficar atento às mudanças no trânsito provocadas pelo Desfile Militar de 7 de Setembro. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) programou bloqueios temporários em diferentes pontos para permitir a montagem da estrutura, a realização do evento e a posterior desmontagem.

As primeiras interdições começam às 10h deste domingo. A Avenida Afonso Pena ficará fechada entre a Avenida Calógeras e a Rua Rui Barbosa. Também haverá bloqueio na Rua 13 de Maio, no trecho entre a Rua Barão do Rio Branco e a Rua 15 de Novembro.

Os dois pontos permanecerão interditados após a realização do desfile para a retirada das estruturas utilizadas no evento.

Já na segunda-feira (7), dia do desfile, os bloqueios serão ampliados e ocorrerão principalmente no período da manhã. A previsão é de que as interdições comecem às 5h e sigam até as 13h.

Confira os principais trechos que terão bloqueio:

  • Rua 14 de Julho: entre a Rua Eça de Queiroz e a Rua Maracaju;
  • Avenida Mato Grosso: entre a Rua José Antônio e a Avenida Calógeras;
  • Rua 13 de Maio: entre a Avenida Mato Grosso e a Avenida Fernando Corrêa da Costa;
  • Avenida Fernando Corrêa da Costa: entre a Rua Rui Barbosa e a Avenida Calógeras, no sentido Shopping Campo Grande/Centro.

Apesar do bloqueio na Avenida Mato Grosso, alguns cruzamentos permanecerão liberados para a circulação de veículos. É o caso dos acessos pelas ruas 13 de Junho, José Antônio, Padre João Crippa, Pedro Celestino e Rui Barbosa, além da Avenida Calógeras.

Rotas alternativas

A Agetran recomenda que os motoristas antecipem os deslocamentos e evitem, quando possível, os trechos próximos ao desfile. Entre as opções para contornar as áreas interditadas estão a Avenida Calógeras, a Rua 14 de Julho até a Rua Maracaju, a Rua Rui Barbosa e a Rua Eça de Queiroz.

Também poderão ser utilizadas a Avenida Ernesto Geisel, no sentido Centro/Shopping Campo Grande, e a Rua Calarge.

A orientação é para que os condutores redobrem a atenção durante o período, respeitem a sinalização e considerem possíveis alterações no tempo de deslocamento. Segundo a Agetran, o esquema foi planejado para garantir a segurança do público e dos participantes do desfile, além de reduzir impactos na circulação de veículos.

POLÍCIA

'Soldado', suspeito de executar jovem dentro de bar em Três Lagoas, é preso em SP

Conhecido como "Soldado", homem de 29 anos é investigado pela morte de Edilson Dyego de Jesus Lima; ataque deixou outras quatro pessoas feridas

06/09/2026 10h30

Câmera de segurança registrou o momento em que atirador entrou em bar no Novo Oeste e abriu fogo contra as vítimas

Câmera de segurança registrou o momento em que atirador entrou em bar no Novo Oeste e abriu fogo contra as vítimas Reprodução

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Um homem de 29 anos, conhecido como “Soldado”, foi preso na noite de sexta-feira (4), em Santa Fé do Sul (SP), suspeito de envolvimento na execução de Edilson Dyego de Jesus Lima, de 19 anos, morto a tiros dentro de um bar no bairro Novo Oeste, em Três Lagoas.

Identificado como Nadson Santos Sampaio, o suspeito foi localizado por equipes da Força Tática da Polícia Militar de São Paulo. A prisão ocorreu após o compartilhamento de informações entre forças de segurança de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

De acordo com o portal de notícias Rádio Caçula, durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, carregador municiado, outras munições, dois aparelhos celulares e peças de roupa que, segundo as informações policiais, podem ter sido utilizadas em crimes recentes.

Nadson também é apontado nas investigações como suposto integrante do Comando Vermelho (CV) em Santa Fé do Sul. Ele ainda é investigado por possível participação em outros crimes violentos ocorridos em Paranaíba e Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, e em Cáceres, no Mato Grosso.

Ataque em bar

Edilson foi morto na madrugada de terça-feira (1º), em um estabelecimento localizado na Rua Elza Umbelina de Souza, no bairro Novo Oeste.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. O atirador chegou a pé ao estabelecimento e abriu fogo enquanto havia clientes no local.

No momento do ataque, algumas pessoas jogavam sinuca e outras consumiam bebidas. O autor dos disparos aparece nas imagens usando camisa de mangas longas, aparentemente xadrez, e calça preta. Após efetuar os tiros, ele fugiu. A Polícia Militar foi acionada por volta das 3h48.

Edilson foi atingido e morreu ainda no estabelecimento. Outras quatro pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Técnica e da Polícia Civil. Desde o crime, investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e outras informações para esclarecer a autoria e a motivação do ataque.

A prisão do suspeito ocorreu após o cruzamento de informações entre as forças policiais dos três estados. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar eventual participação de outras pessoas.

Investigação anterior

A vítima havia sido presa em fevereiro deste ano durante uma operação da Polícia Civil no Condomínio Tuiuiú, também no Novo Oeste.

Na ocasião, policiais da 3ª Delegacia de Polícia Civil e do Setor de Investigações Gerais (SIG) apuravam denúncias relacionadas ao tráfico de drogas e procuravam outro homem, conhecido como “Menor PCC”, que era considerado foragido do regime semiaberto.

Durante a operação, foram encontradas porções de maconha e cocaína. Em buscas realizadas em um apartamento, os investigadores também localizaram 87 porções de maconha, que somavam 224 gramas, além de celulares e uma câmera de segurança.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para determinar a motivação do assassinato e esclarecer se há relação entre os diferentes fatos apurados.
 

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