Cidades

FRIO INTENSO

MS teve geada e frio com sensação abaixo de 0°C na madrugada

Campo Grande teve a mínima de 7,4°C, com sensação térmica de -4,9°C; temperaturas começam a subir a partir desta terça-feira

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A madrugada desta segunda-feira (26) foi de frio intenso em Mato Grosso do Sul. Vários municípios registraram sensação térmica abaixo de 0°C e geadas.

Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, até às 5h, foram registradas geadas nos municípios de Sete Quedas, Mundo Novo, Iguatemi, Amambai, Dourados, Juti, Aral Moreira, Laguna Carapã e Bonito.

Quanto as temperaturas, a mínima registrada foi de 1,7°C em Amambai, mas a sensação no município foi de -2°C.

Em Campo Grande, a mínima foi de 7,4°C, com sensação de -4,9°C.

Também tiveram sensação abaixo de zero as cidades de Sete Quedas (-1°C), Mundo Novo (-1°C), Iguatemi (-4°C), Amambai (-2°C), Aral Moreira (-2,5°C), Laguna Carapã (-2,2°C), Campo Grande (-4,9°C) e Bonito (-2,9°C). Itaquiraí e Ponta Porã tiveram sensação de 0°C.

Frente fria se afasta

A frente fria chegou em Campo Grande na noite de sexta-feira e começa a se afastar nesta terça-feira (27), quando as temperaturas entram em elevação.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), amanhã as temperaturas devem ficar entre 14 °C e 30 °C.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) explica que essa "gradativa elevação" das temperaturas se dá pela atuação de um ciclone pós-frontal. 

"Ou seja, o sistema de alta pressão que irá impulsionar ar seco para o Estado", uma vez que para segunda e terça-feira o tempo deve permanecer estável, porém com registro de queda valores de umidade relativa do ar. 

As elevações previstas chegam principalmente ao sul e leste de Mato Grosso do Sul, com máximas de 24 °C, bem como o sudoeste e Pantanal sul-mato-grossense, onde as temperaturas chegam até 31 °C, com mínimas entre 14 e 17 °C. 

Para o norte e bolsão a amplitude térmica prevista a partir de terça-feira (27) é ainda maior, com mínimas de até 10 °C e máximas que podem chegar até a casa dos 34 °C.

Em Campo Grande, os termômetros devem ficar entre 15°C  e 29°C.

* Colaborou Leo Ribeiro

sistema prisional

MS tem 599 mulheres presas trabalhando, aponta Agepen

Levantamento mostra que 50,89% das 1.177 mulheres em custódia exercem atividades remuneradas ou não nas unidades femininas do Estado

22/10/2026 11h00

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual Foto: Divulgação/Agepen

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A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a Agepen, revelou em uma pesquisa liberada em agosto de 2026, que Mato Grosso do Sul possui 1.177 mulheres em custódia. O levantamento aponta que 50,89% estão exercendo atividades de trabalhos dentro das penitenciárias, equivalente a 599 custodiadas.  

As vagas incluem atividades remuneradas e não remuneradas, nas unidades femininas dos regimes semiaberto e fechado. De acordo com a Agepen, o intuito das atividades é desenvolver habilidades profissionais, estimular a autonomia e preparar as presas para retornar à sociedade. 

Entre as atividades disponibilizadas pela Agepen estão oficinas industriais, produção de alimentos, artesanato e serviços diversos, a Agência mantém convênio com empresas e órgãos públicos e fecham parcerias para parte das vagas de trabalho. 

O levantamento ainda aponta que dentro do estado, considerando homens e mulheres, Mato Grosso do Sul tem 36,46% da população prisional trabalhando. 

O trabalho prisional é previsto na Lei de Execução Penal (LEP) e tem finalidade educativa e produtiva. Além de qualificar, as atividades podem ampliar as chances de inserção no mercado após o cumprimento da pena e favorecer a reintegração social.

Entre os dias 7 e 9 de outubro, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) fez uma visita técnica a unidades da Agepen para conhecer projetos de trabalho e ressocialização. A agenda reuniu representantes dos sistemas prisionais de São Paulo e do Paraná.

A comitiva passou pelo Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, pelo Instituto Penal de Campo Grande e pelo Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. Também foram discutidos aspectos técnicos e sanitários necessários para implantar oficinas de absorventes em outros estados.

Além das atividades voltadas para o trabalho e contribuição dentro e fora da unidade prisional, as presas ainda contam com projetos voltados para a higiene e dignidade pessoal. 

No Irmã Irma Zorzi, maior unidade feminina do estado, a oficina do Projeto Dignidade Menstrual tem seis mulheres presas. Juntas, elas produzem cerca de 6,4 mil unidades de fraldas e absorventes por mês. O projeto é desenvolvido em parceria entre a Senappen e a Agepen e os absorventes produzidos abastecem as unidades penais femininas de Mato Grosso do Sul.

Além das oficinas de absorventes, a Agepen mantém frentes de trabalho em malharia, marcenaria, serralheria, panificação e fabricação de artefatos de concreto.

No Instituto Penal de Campo Grande, a comitiva conheceu projetos de musicoterapia, com orquestra e coral, e um salão de beleza voltado à população LGBTQIA+. 

No Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, viu a Horta da Esperança, que fornece hortaliças para a própria unidade e doa a escolas públicas e instituições sociais.

RECOMENDAÇÃO

MPMS quer exoneração de assessor de Prefeitura condenado por homicídio

Jair Feitosa Serra Neto, condenado por homicídio em 2010 e solto em 2024, foi nomeado assessor executivo na Secretaria de Governo de Ladário

22/10/2026 09h45

Prefeitura de Ladário

Prefeitura de Ladário Reprodução: Diário Corumbaense

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social da Comarca de Corumbá, expediu recomendação ao Prefeito de Ladário, Munir Sadeq Ramunieh, para a imediata anulação da nomeação de Jair Feitosa Serra Neto no cargo comissionado de assessor executivo. Ele foi condenado por homicídio qualificado em 2010.

A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça, Rodrigo Corrêa Amaro, no dia 20 de outubro, e foi concedido o o prazo de cinco dias para a adoção da providência, cujo acatamento ou não deverá ser comunicado a 5ª Promotoria de Justiça, acompanhado dos documentos comprobatórios. Em caso de não cumprimento da recomendação, o MPMS pode adotar medidas judiciais para correção da irregularidade.

Como base jurídica, o promotor aponta que o artigo 1º, inciso I, alínea "e", item "9", da Lei Complementar nº 64/90 estabelece que são inelegíveis para qualquer cargo todos aqueles que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a referida condenação até o transcurso do prazo de oito anos, por crime contra a vida. O mesmo dispositivo legal também diz que a inelegibilidade vigorará mesmo após o cumprimento da pena" (extinção de punibilidade).

A extinção da pena de Jair Feitosa ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2024, a qual tomava por base a prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal, que define a qualificadora do homicídio quando o crime é cometido, relativo à traição, emboscada, mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.

Porém, Jair Feitosa foi nomeado na Secretaria Municipal de Governo no dia 13 de outubro de 2026, ou seja quando já havia o impedimento de acesso a cargos públicos, antes do prazo de oito anos. 

O promotor também usou como argumento a lei da Ficha Limpa Municipal, que igualmente veda a nomeação para cargos em comissão daqueles que tenham sido condenados.

Na mesma edição do Diário Oficial do MPMS, desta quinta-feira (22), também foi instaurado um procedimento preparatório para coletar maiores subsídios para decidir sobre a necessidade de instauração de inquérito civil sobre possível irregularidade na nomeação de Jair Feitosa Serra Neto.

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