Cidades

VIOLÊNCIA

Números apontam trégua na guerra entre facções na fronteira

Número de homicídios registrados na fronteira caiu em 31% em 2024; Em 2023, foram 144 casos

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Conhecida por intensas disputas entre facções, a guerra na fronteira de Mato Grosso do Sul parece ter tido uma trégua durante o ano de 2024. Não somente, na capital, em Campo Grande (MS), o cenário de segurança tem mudado nos últimos tempos. 

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), em comparação com 2023, o número de homicídios dolosos registrados na fronteira nos primeiros 7 meses do ano caiu para 98. No ano passado, foram 144 homicídios. Os números, apresentam uma redução de 31%. Em 2021, a região chegou a registrar 158 casos. A maioria das vítimas são homens, geralmente adultos

Na maior parte dos casos, os homicídios nessa região ocorrem em razão do narcotráfico. No tráfico de cocaína, por exemplo, a droga é produzida integralmente fora do país e precisa cruzar as fronteiras para abastecer o mercado consumidor interno. 

No começo da semana, por exemplo, durante mais uma ação na fronteira entre Brasil e Paraguai, agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) destruíram quase 3,5 toneladas de maconha em diversos pontos ao longo da fronteira.

De acordo com a SEJUSP, no ano passado foram retiradas de circulação em Mato Grosso do Sul 18 toneladas de cocaína, ante 16,7 toneladas do ano anterior.  Somente a Polícia Rodoviária Federal interceptou 15,5 mil quilos de cocaína no Estado em 2023, o que é quase 50% acima das 10,5 toneladas do ano anterior. 

No entanto, apesar do aumento nas apreensões, os homicídios diminuíram. Em Ponta Porã, por exemplo, 18 homicídios foram registrados até agosto do ano passado. Este ano, foram 12. Já em 2021, foram 28. A cidade faz fronteira direta com Pedro Juan Caballero e, segundo  o estudo feito pela Esfera Brasil em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é por onde passa 60% da cocaína traficada no país

Apesar disso, Ponta Porã passou longos meses sem execuções na linha internacional entre Pedro Juan Caballero. O último caso grave de homicídio foi registrado no mês passado, quando a região de fronteira entre os dois países teve 3 pessoas assassinadas em menos de 24h

Violência na capital

Em Campo Grande, a queda no número de mortes por homicídio doloso se repete. Em 2023, até metade de agosto, a capital registrou 84 casos. Em 2024, foram 76 casos, representando uma queda de 9.5%. Os números, apesar de parecerem baixos, exprimem uma tendência da redução no número de homicídios dolosos em todo o Estado. 

Mato Grosso do Sul

Até o momento, Mato Grosso do Sul também registrou quedda no número de homicídios dolosos, com 223 casos em 2024. Isto é, 68 vítimas a menos do que em 2023, com 291 casos.  

Contudo, em relação às mortes violentas intencionais  MS foi um dos seis estados brasileiros que apresentaram crescimento nos números de Mortes Violentas Intencionais (MVI), mas o grande responsável foi a variação de 160% na letalidade policial. 

letalidade policial dos últimos 10 anos

Partindo de 568 óbitos em 2022 para 603 no ano passado, o Estado apresentou uma variação de 6,2%, a terceira maior variação do país. Dessas 603 mortes em 2023, 133 foram causadas por intervenção policial, o que representa cerca de 22,1% do total. Além de um crescimento de 160,8% de um ano para outro (55 mortes por letalidade policial em 2022), a maior variação dentre as unidades federativas, bem a frente de Mato Grosso, a segunda maior variação, com 104,6%.

 

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chuva e vendaval

Uma semana após temporal que causou estragos, Campo Grande tem novo alerta para tempestades

Alerta é válido entre a noite de quinta e sexta-feira, com possibilidade de chuvas fortes e ventos intensos

16/09/2026 17h00

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro

Temporal causou diversos estrados em Campo Grande no dia 10 de setembro Foto: Paulo Ribas

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Uma semana após ser atingida por um temporal com ventos de quase 90 km/h, Campo Grande tem novo alerta vigente para o risco de tempestades e vendaval. O temporal do dia 10 de setembro causou diversos estragos e levou a prefeitura a decretar situação de emergência.

Nesta quarta-feira (16), a Defesa Civil divulgou alerta amarelo para risco de tempestade, com base em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  O aviso começa às 23h desta quinta-feira (17) e permanece válido até as 22h59 de sexta-feira (18).

De acordo com o alerta, são esperados volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados de ventos intensos.

Entre os possíveis impactos estão baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos e descargas elétricas.

A Defesa Civil orienta a população a redobrar a atenção durante o período de instabilidade e evitar situações de exposição a riscos, especialmente durante a ocorrência de raios, ventos fortes e alagamentos.

Em caso de necessidade, a população pode acionar os serviços pelos seguintes números:

  • 156 – Solicitação de serviços;
  • 193 – Em caso de risco elétrico;
  • 199 – Defesa Civil.

Temporal

Desde a última quinta-feira (10), quando uma tempestade com vendaval atingiu Campo Grande, a Prefeitura da Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Devido aos estragos, foi decretada situação de emergência, reconhecida nesta quarta-feira pelo governo federal.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, segundo a prefeita Adriane Lopes, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.

ara contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.

No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha). Moradores das comunidades Nova Esperança, Jardim Seminário e Moreninhas precisaram de lonas em residências que sofreram destelhamentos durante as chuvas.  

A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) com as portas abertas para acolhimento da população e distribuição de cestas básicas, cobertores e colchões em algumas unidades.

A ação conta com parceria Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.

zé pereira

Homem mata irmã a tiro e se mata em seguida em Campo Grande

Motivação do crime teria sido vingança pela irmã ter internado ele em clínica de reabilitação compulsoriamente

16/09/2026 16h33

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Um homem matou a irmã, Vera Lucia Rossatte da Cunha, 59 anos, a tiros, na tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Na sequência, o homem se matou.

De acordo com a delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o caso é tratado perliminarmente como femincídio seguido de suícidio.

Conforme ela, o homem era dependende químico e teria sido internado em uma clínica de reabilitação pela irmã, contra sua vontade, há alguns anos, e ainda guardava mágoa pela situação.

"Já faz tempo que ele teve alta, mas ele culpava a irmã dele por conta disso", disse a delegada.

Nesta tarde, ele foi até a loja de aviamentos e cosméticos que Vera era proprietária, na Rua Sagarana, e atirou contra ela com um revólver calibre .38, cometendo o suícidio em seguida.

Uma vizinha, de 57 anos, ouviu os disparos e ao chegar ao local encontrou a mulher já morta, enquanto o homem estava agonizando.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local ambos já estavam em óbito.

A vizinha da vítima disse ao Correio do Estado que o homem ameaçava a irmã constantemente e que já havia prometido vingança pela internação compulsória.

Não havia, no entanto, nenhum boletim de ocorrência registrado contra o suspeito, assim como ele não tinha passagens, segundo a delegada.

A delegada informou que familiares e demais testemunhas serão ouvidas, assim como câmeras de segurança do comércio da vítima serão analisadas.

A mulher disse ainda que Vera era querida por todos no bairro, onde morava há mais de 25 anos. Ela deixa dois filhos.

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