Embora os termos do novo contrato de concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul estejam praticamente todos definidos, os investimentos devem começar somente no segundo semestre de 2025, conforme deixou claro o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) durante audiência pública realizada nesta terça-feira (17) em Campo Grande.
De acordo com a previsão, a publicação do edital com todas as exigências e os prováveis valores do pedágio será publicado até fevereiro. Depois disso, por exigência do Tribunal de Contas da União, será dado um prazo de pelo menos cem dias para que ocorra o leilão na bolsa de valores de São Paulo, o que deve acontecer somente no final do primeiro semestre
Este prazo, explica o diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale, será dado para que outras empresas, além da CCR MSVia, tenham tempo hábil para estudar os termos da concessão e assim participar do leilão.
O atual projeto “foi desenvolvido com a CCR MSCia, mas vai ser levado à B3 daqui três ou quatro meses para que o mercado possa avaliar a proposta e quem sabe até dar uma melhor proposta, uma proposta que a tarifa seja melhor em relação a que a MSVia ofereceu. E assim nós vamos ter um processo transparente, íntegro e com bastante competição para que a sociedade receba o melhor que se espera dentro de uma concessão rodoviária”, explicou o diretor da ANTT.
O projeto inicial formulado pela ANTT prevê investimentos de R$ 9,3 bilhões, sendo em torno de R$ 2 bilhões nos três primeiros anos. Neste período inicial, estão previstos 61 quilômetros de duplicação e 63 quilômetros de faixa adicional.
No primeiro ano, um dos trechos que será duplicado está entre Jaraguari e Bandeirantes, de cerca de 12 quilômetros, região que demanda baixo volume de investimentos. Nasaída de Campo Grande para Dourados, nas imediações do posto da Polícia Rodoviária Federal, serão outros oito quilômetros no primeiro ano.
O anel viário de Campo Grande, trecho mais congestionado e com maior número de acidentes, receberá investimentos somente depois de três anos.
Até o fim do contrato, que será de mais 30 anos, também estão previstos uma série de contornos rodoviários, principalmente nas três primeiras cidades no sul do Estado, onde o tráfego será retirado da área central. Em Mundo Novo serão 5,7 quilômetros, em Eldorado, outros 11 e em Itaquiraí, 6 quilômetros.
Em Dourados, haverá contornos na vila São Pedro (3,4 km) e na Vila Vargas (2,8 km). Nestes locais, conforme o projeto original, a pista terá de ser duplicada.