Cidades

INSATISFAÇÃO

Oito meses após levar bronca, MPE desengaveta pedido de investigação

Professor de Filosofia de Dourados questiona o "nível de alfabetização" de pessoas que integram o MPE depois que um pedido seu foi arquivado

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Mais de oito meses depois de levar uma sonora bronca do filósofo e professor Leonardo Pescinelli Martins, da rede pública de Dourados, o Ministério Público decidiu desengavetar um pedido de investigação sobre o atraso na distribuição de uniformes e kits de material escolar na prefeitura de Dourados. 

O professor Leo, que em 2022 foi candidato a deputado estadual pelo nanico AGIR, solicitou em dezembro de 2023 ao Ministério Público Estadual que apurasse o fato, segundo ele, de o site da transparência da prefeitura de Dourados não estar tendo atualização dos dados desde setembro de 2023.

Em resposta, o Ministério Público informou, segundo o professor, que “o portal estava funcionando” normalmente e decidiu arquivar o pedido de investigação. 

Depois disso, fez novo pedido, querendo que o MPE apurasse se a empresa responsável pela entrega do material escolar estava recebendo e pagando multas pelo atraso na entrega dos uniformes. 

E é neste pedido de investigação que ele dá a bronca na promotoria. “O motivo do esclarecimento deriva de que eventos recentes me fizeram questionar sobre o nível de alfabetização de pessoas integrantes deste ente público. Ora, em notícia de fato 01.2023.00010615-5, denunciei que o sistema do portal da transparência da prefeitura estava sem ATUALIZAR DADOS desde 30/09/2023 e, a resposta que me foi dada é que o portal estava funcionando, EM MOMENTO NENHUM eu disse que não estava funcionando, mas que NÃO ESTAVA ATUALIZANDO OS DADOS”, escreveu o educador.


Na sequência, ele informa que as aulas começaram em 15 de fevereiro e que os materiais do kit chegaram em 3 de abril. E, até a data em que fez o pedido de investigação, em 2 de maio, os uniformes ainda não havia sido entregues. 

“Acerca disso, esse descaso com os alunos beira o crime de lesa-infância, pelos danos, inclusive emocionais, que provoca, já que um dos principais benefícios dos uniformes escolares é a promoção da igualdade entre os alunos. Ao vestirem o mesmo traje, os estudantes são igualados em termos de aparência, independentemente de sua origem socioeconômica ou preferências de moda”, argumenta o filósofo ao defender a importância da distribuição dos uniformes. 

Mas, apesar da argumentação enviada à ouvidoria do MPE, o pedido de investigação do professor ficou engavetado durante quase nove meses e somente agora, conforme publicação do diário oficial do MPE desta segunda-feira (27), é que será retomado. 

O pedido para descobrir se a empresa que venceu a licitação recebeu e pagou multa pode até surtir algum efeito ainda. Porém, além de o ano letivo de 2024 ter acabado faz meses, até a administração municipal já é outra, deixando claro que a demora para levar fazer a investigação tende a resultar no arquivamento do caso. Prova disso é que até o chamado “requerido” ainda terá de ser apurado, já que a administração é outra. 

A publicação do diário oficial até divulga o número do Procedimento Administrativo de acompanhamento de Políticas Públicas que está sendo aberto agora pela promotoria. Porém, ele vai tramitar sob sigilo e somente quem tem senha específica sobre o caso consegue acessá-lo. 

estiagem histórica

Campo Grande destoa e MS fecha outro mês com poucas chuvas

Dos 46 municípios monitorados pelo Cemtec, em 23 deles as chuvas de março ficaram abaixo da média histórica para o período

04/04/2025 11h30

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de março

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de março

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Com até 336 milímetros, Campo Grande fechou março como o mais chuvoso dos últimos 15 meses.  No restante do Estado, porém, a maior parte dos municípios nos quais o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima faz a coleta de dados, foi mais um mês de chuvas abaixo da médio, agravando o fenômeno da estiagem, que começou em outubro de 2023. 

Dos 36 municípios onde ocorreu a coleta de dados em março, em 23 a chuva ficou abaixo da média história, em 12 as precipitações superaram a média e em um deles ficaram exatamente na médica, conforme os dados do Cemtec. 

O menor volume foi registrado na cidade de Bataguassu, na divisa com o Estado de São Paulo, com apenas 18 milímetros. E outros municípios da região leste e nordeste enfrentaram condições parecidas. 

Outra região com chuva muito abaixo da média, o que já ocorre há 19 meses, foi a sudoeste, em cidades como Bonito e Maracaju, com apenas 60 e 64 milímetros, respectivamente.

E, por conta desta longa estiagem, o nível do Rio Miranda, um dos principais do Pantanal e o mais piscoso do Estado, teve seu mais baixo nível para um mês de março da história. 

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de marçoOs 336 milímetros de Campo Grande foram registrados na Região da UFMS. Nas demais regiões o volume foi inferior a isso

Desde outubro de 2023, quando começou o período de estiagem, somente em abril de 2024 choveu acima da média na maior parte dos municípios monitorados pelo Cemtec. Nos demais 18 meses a chuva ficou a abaixo do previsto. 

Em Campo Grande, apesar do alto volume na base de medição da Universidade Federal, com 336 milímetros (125% acima da média) as chuvas foram bastante irregulares. No medidor instalado na Embrapa, na saída para Corumbá, o acumulado foi de 191 milímetros, o que representa 28% acima da média, que é de 150 milímetros. 

Desde janeiro de 2023, quando foram registrados 347 milímetros, que Campo Grande não registrava tanta chuva em um único mês como em março deste ano. E por conta das fortes chuvas no começo de 2023, o Lago do Amor transbordou e parte da barragem ruiu. Agora, apesar da instalação de um novo vertedouro, dano parecido foi registrado no local. 

E nesta região da cidade choveu acima da média no três primeiros meses do ano. No acumulado do trimestre foram 895 milímetros, ante 314 no mesmo período do ano passado. 

Mas, se forem considerados os dados do medidor da Embrapa, que serve de parâmetro para definir a média histórica na Capital,  o primeiro trimestre fechou com menos da metade da chuva se comparado com a região sul. 

Na parte oeste da Capital foram apenas 357 milímetros dos três primeiros meses de 2025. Em igual período do ano passado, o acumulado na região da Embrapa foi de 216 milímetros. Ou seja, embora irregular, em todas as regiões de Campo Grande choveu mais no começo do ano na comparação com 2024. 

PREVISÃO

E, conforme o Cemtec, a previsão é de que estas chuvas irregulares continuem pelos próximos três meses em todo o Estado. Além disso, destacam os meteorologistas do instituto, “os índices de precipitação acumulada para o trimestre abril, maio e junho indicam que as chuvas ficarão abaixo da média histórica no estado do Mato Grosso do Sul”. 

Ivinhema

Sem licitação, "Mais louco do Brasil" reajusta contrato de coleta de lixo em 199%

Reajuste é para coleta seletiva dos resíduos orgânicos e inorgânicos na área urbana do município

04/04/2025 11h15

Juliano Ferro

Juliano Ferro Foto: divulgação

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Sem passar por qualquer licitação, o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro Barros Donato (PSDB), autointitulado como “Mais louco do Brasil”, reajustou em 199%, o contrato de serviço de coleta de lixo do município distante 290 km de Campo Grande. 

O reajuste exponencial firmado junto à Coopercicla, cooperativa de catadores de materiais recicláveis foi oficializado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (4). Em 2024, o contrato de um ano entre as partes foi de 1.596.085,00, aproximadamente R$ 133 mil mensais, em contrapartida, o repasse que firma a renovação deste ano é de R$  4.775.758,20, pouco mais de R$ 397 mil/mês. 

“O objeto do presente contrato é a contratação de uma empresa especializada para gerenciamento integrado dos resíduos sólidos domésticos de Ivinhema-MS, educação ambiental porta a porta, coleta seletiva dos resíduos orgânicos e inorgânicos na área urbana, Distrito de Amandina, Glebas, Vila dos Pescadores, transporte dos resíduos segregados, processamento para logística reversa dos reutilizáveis e destino até a estação transbordo dos resíduos inservíveis (rejeitos)”, diz o documento assinado pelo prefeito. 

Com vigência de 12 meses, o contrato é válido até o dia 1º de abril de 2026 e pode ser prorrogado por mais 1 ano.  Cabe destacar que a empresa também prestou serviços ao município de Amambai. Por lá, os serviços chegaram ao custo de R$ 4.698.684,60.

À época, conforme o diário oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), a empresa, contratada em 2022, contou com um reajuste contratual em abril do último ano, vínculo então vigente, que se encerrou no último dia 29. 

O Correio do Estado entrou em contato com o prefeito municipal de Ivinhema a fim de obter mais explicações sobre o reajuste contratual  junto a cooperativa, sobretudo para compreender a falta de licitação em todo o processo, entretanto, não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto. 

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