Cidades

SAÚDE INFANTIL

Pediatra alerta pais sobre "squishy dumpling", brinquedo viral recolhido por excesso de benzeno

Brinquedo que virou febre entre crianças foi recolhido no Reino Unido por ter quatro vezes mais benzeno que o permitido. Nos EUA, autoridades alertam para queimaduras

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Brinquedo de apertar em formato de bolinho chinês virou febre entre crianças, mas autoridades do Reino Unido e dos EUA emitiram alertas sobre substâncias tóxicas e risco de queimaduras

Fofinhos, macios e gostosos de apertar, os "squishy dumplings" conquistaram as crianças nas redes sociais. Um alerta publicado pela pediatra Catarina Nobre de Araujo no Instagram, porém, mostrou aos pais que o brinquedo exige atenção. O vídeo já passa de 33 mil curtidas.

"Esse é um daqueles casos em que vale a pena ter um pouco mais de cuidado, principalmente com brinquedos comprados pela internet ou de origem desconhecida", afirma a médica na publicação.

 

Benzeno quatro vezes acima do limite

O alerta tem como base uma decisão do Office for Product Safety and Standards (OPSS), órgão do governo britânico responsável pela segurança de produtos. Em junho, o órgão mandou recolher o brinquedo "Squeezy Dumplings", distribuído pelo atacadista Samsons Cash and Carry, de Cardiff, no País de Gales. Ele é vendido num pote de plástico que imita uma cesta de cozimento a vapor.

Nos testes, a camada externa do brinquedo tinha 20 mg/kg de benzeno. O limite legal no Reino Unido é de 5 mg/kg, ou seja, o produto tinha quatro vezes mais do que o permitido.

Segundo o OPSS, respirar a substância pode irritar olhos, nariz e garganta. A exposição a grandes quantidades pode causar sensação de queimação no sistema digestivo e irritação na pele. O benzeno também é classificado como cancerígeno, e a agência de saúde britânica (UKHSA) o associa à leucemia mieloide aguda.

Nunca no micro-ondas

A pediatra também reforça outro alerta: esse tipo de brinquedo nunca deve ser aquecido. Nas redes sociais circulam vídeos de squishies colocados no micro-ondas para ver o brinquedo inchar ou estourar.

Em agosto, a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA (CPSC) emitiu um alerta sobre essa prática. Segundo o órgão, o brinquedo aquecido pode estourar e soltar um material pegajoso que gruda na pele e continua passando calor, o que agrava as queimaduras. A agência diz que esses vídeos "nunca devem ser tentados ou imitados". Há relatos de crianças hospitalizadas com queimaduras graves nos Estados Unidos.

A CPSC também apreendeu mais de 355 mil squishies falsificados nos portos americanos. Segundo a comissão, produtos piratas podem conter chumbo em excesso, ftalatos proibidos ou bolinhas de gel que se expandem quando engolidas. Em setembro, o órgão mandou recolher cerca de 8 mil unidades de um modelo de "Squeezy Dumplings" vendido na Amazon justamente por causa dessas bolinhas, que podem causar engasgo e obstrução intestinal.

Não é motivo para pânico

A médica ressalta que o alerta não quer dizer que todo brinquedo desse tipo seja perigoso. "Significa que precisamos prestar atenção na procedência e nas informações do produto antes de colocar nas mãos dos nossos filhos", escreve.

Como se proteger

  • Compre de lojas confiáveis e desconfie de preços muito baixos;
  • No Brasil, verifique se o brinquedo tem o selo do Inmetro, que é obrigatório;
  • Confira se a embalagem traz o fabricante e as advertências de segurança;
  • Descarte brinquedos rasgados, vazando ou deteriorados;
  • Nunca aqueça o brinquedo no micro-ondas nem o deixe no sol, em carro fechado ou perto de aquecedores;
  • Em caso de queimadura, lave com água corrente fria por pelo menos 20 minutos e procure atendimento médico.

IMPOSTO

MPMS abre inquérito civil para investigar IPTU de Adriane Lopes

Tanto Adriane Lopes quanto seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, não declararam o imóvel ao TSE em 2022 e 2026

17/10/2026 11h45

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis da Prefeita Municipal Adriane Lopes (PP)

O inquérito civil, de número 06.2026.00000715-8, encontra-se sob sigilo e exige senha. A decisão de instaurar o processo foi assinada pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, na última terça-feira (13). Adriane Lopes possui residência em área nobre de Campo Grande, no bairro Carandá Bosque III, avaliada em R$ 1.163.425, segundo o cadastro imobiliário da Prefeitura de Campo Grande. Em 2026, o IPTU cobrado sobre a residência foi de R$ 11.634,25.

A mansão está localizada em um terreno que une duas áreas, uma de 588m² e outra com mais de mil m². O local era uma praça que foi desafetada e adquirida por Lídio Lopes (Avante), marido da Prefeita. Porém, a construção da casa não foi averbada, ou seja, apenas o IPTU do terreno foi cobrado e não da casa. 

O inquérito foi instaurado uma semana após Lídio Lopes ser reeleito deputado estadual. Em sua declaração de patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele não informou sobre o imóvel onde mora com a família.

Na declaração de bens apresentada ao TSE, o parlamentar registrou patrimônio de R$ 562.375,84, o que representa aumento de aproximadamente 95% em relação aos R$ 288 mil declarados em 2022. 

Além disso, o imóvel do Carandá Bosque III também esteve ausente nos bens informados pela prefeita nas eleições municipais, durante a campanha pela reeleição em 2024.

Ação corre na Justiça

A denúncia sobre uma suposta manobra para reduzir o valor do IPTU da mansão já corre na Justiça desde a candidatura da Prefeita em 2024. Em janeiro deste ano, o advogado Luiz Henrique Correia de Pádua Pereira ingressou com uma nova ação popular, na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, para denunciar a manobra.

Na ação, o advogado diz que o terreno de 588 metros quadrados foi declarado por Adriane como “lote sem edificação” e pagou imposto territorial. Com isso, além do valor do imóvel ser menor, a alíquota foi menor.

Entre os pedidos da ação estão: punição a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semadur) pela omissão; que seja feita uma nova fiscalização da mansão, lance o valor correto do IPTU e cobre os valores atrasados da prefeita. 

Outro questionamento foi a mudança no enquadramento do Bairro Carandá Bosque 3, onde reside Adriane, que levou a redução de 41% na taxa do lixo, de R$ 1,2 mil para R$ 706.

O que diz a Prefeitura?

Nos autos da ação, a Prefeitura de Campo Grande e a Semadur sustentam que o imóvel foi adquirido há anos pela Prefeita e devidamente registrado como territorial. A aquisição foi em outubro de 2012, ainda na gestão de Nelsinho Trad , no valor de R$ 107.000,00, sendo registrada no dia 30 de janeiro de 2013, na gestão de Alcides Bernal, não sendo exigida qualquer transparência nesse sentido.

O Executivo aponta ainda que a praça foi objeto de desafetação e aquisição por ato oneroso sem qualquer lesão aos cofres públicos municipais e que a área não possui qualquer construção, tratando-se de terreno cuja alíquota incidente é de 3,5%. 

Para a Prefeitura, o aumento da área do terreno por remembramento, por si só, não causa aumento do valor venal do imóvel como um todo, sendo que apenas o aumento da área construída influiria no aumento da base de cálculo. 

Nos autos, a Semadur e o Executivo dizem que são exigidos dois IPTUs de Adriane Lopes e Lídio Lopes, sendo um para cada imóvel, além das respectivas taxas de coleta do lixo, que juntos somam R$ 16.643,78 e que não compete à fazenda pública obrigar qualquer contribuinte à regularizar sua construção perante a serventia registral.

Em MS

Homem de 69 anos é detido após denúncia de abuso contra criança em Dourados

Menina de 11 anos foi encontrada em apartamento, investigação apura se o suspeito pode ter feito outras vítimas

17/10/2026 11h15

O caso foi registrado na Depac-Dourados

O caso foi registrado na Depac-Dourados Foto: Divulgação/PCMS

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Um idoso de 69 anos foi preso no início da noite de sexta-feira (16), em Dourados, suspeito de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos.

Segundo o Dourados News, a prisão ocorreu após denúncias levarem a Guarda Municipal até uma residência no bairro Ildefonso Pedroso, na região sul da cidade.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 19h30, as equipes de segurança foram acionadas após informações de que a menina havia entrado no imóvel. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram a criança no apartamento e o suspeito arrumando as calças.

Durante a abordagem, o homem negou ter cometido qualquer crime. Ainda segundo o registro policial, ele teria tocado na menina.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), onde passou por exames para verificar se houve conjunção carnal.

Testemunhas relataram a possibilidade de existirem outras vítimas, situação que permanece sob investigação. Conforme os relatos, o suspeito teria atraído a criança oferecendo doces e dinheiro.

O idoso foi levado pela Guarda Municipal à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável.
 

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