Polícia

CRIME ORGANIZADO

Name é incluído em processo sobre apreensão de arsenal

Ministério Público adita denúncia e vincula Jamil e filho às armas apreendidas com guarda municipal

Depois de ter sido preso sob suspeita de comandar um esquema de milícia, com possíveis envolvimentos em crimes de pistolagem ocorridos em Campo Grande, Jamil Name e o filho também terão de responder à Justiça pelo arsenal apreendido em maio, em poder do guarda municipal Marcelo Rios. 

Isso porque a juíza Eucélia Moreira Cassal aceitou aditamento da denúncia anteriormente oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE), para também incluir Jamil Name, Jamil Name Filho, Rafael Antunes Vieira, Vladenilson Daniel Olmedo e Márcio Cavalcanti da Silva.

Conforme o MPE,  Marcelo Rios havia recebido e ocultado em proveito próprio e alheio um Fiat Uno, sabendo ser produto de crime. Sinais identificadores do carro teriam sido por ele adulterados.  No aditamento, o MPE  imputa a Jamil Name Filho a conduta de ter adquirido o automóvel e repassado para  Marcelo ocultá-lo em proveito do grupo criminoso e também ter dado ordem para a adulteração dos sinais.

ARMAS

Marcelo Rios também foi denunciado pela posse de um arsenal de armas de grosso calibre e acessórios, no dia 19 de maio deste ano, em uma casa na Rua José Luís Pereira, Bairro Monte Líbano, na Capital. Para o Ministério Público – ao justificar o aditamento da denúncia –, há indícios suficientes de que as armas,  munições e outros itens pertenciam a Name e ao filho.

Ainda de acordo com o MPE, o imóvel onde as armas foram encontradas  pertence à família Name e que foi Jamil Name Filho quem deu ordem para Marcelo Rios guardar o arsenal no local. As armas foram transportadas até a residência por Marcelo e Juanil (não denunciado nesse processo, mas apontado em outra ação criminal como pistoleiro a serviço do grupo).

Ainda segundo as argumentações, Jamil Name teria dado ordem para Rafael Antunes Vieira providenciar a retirada imediata das armas daquela residência e transportá-las para a sua casa. Isso porque  Name Filho estaria desconfiando do comportamento de Marcelo Rios.

Com o aditamento, a juíza  deu prazo de dez dias para os acusados  apresentarem resposta à nova acusação. Por conta disso, a magistrada cancelou audiência de instrução e julgamento já agendada. Marcelo Rios está custodiado no Presídio Federal de Campo Grande e Rafael Antunes no Centro de Triagem, na região da saída para Três Lagoas. Jamil Name, Name Filho, Vladenilson Olmedo e Márcio Cavacalnti também estão na unidade federal de Campo Grande, mas aguardam serem transferidos para o  Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

OPERAÇÃO OMERTÁ

Jamil Name e o filho estão presos desde o fim de setembro, quando foi deflagrada a Operação Omertà, que combate milícia armada especializada em crimes de pistolagem e que teria sido responsável por, pelo menos, três mortes em Campo Grande. A transferência dos dois para uma unidade federal de segurança máxima foi determinada em decorrência de um suposto plano de atentado contra o delegado Fábio Peró, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros (Garras), um dos responsáveis pelas investigações contra Name. Guardas municipais e policiais também estão ligados ao suposto grupo criminoso.

Itaquiraí (MS)

Duas mulheres morrem carbonizadas em casa e polícia investiga possível crime

Polícia Civil não descarta as hipóteses de homicídio ou feminicídio

27/10/2026 12h00

Casa pegando fogo, com duas mulheres mortas carbonizadas dentro

Casa pegando fogo, com duas mulheres mortas carbonizadas dentro Foto: Divulgação/Tá em Foco

Continue Lendo...

"Apagou, mas eu vi"

Gaeco flagra alvos da Gutenberg que apagaram apps em 2 minutos ao verem a polícia

Metadados do Gaeco revelam ação de Gabriel Taquino e Francisco Anízio para destruir conversas no WhatsApp e Signal em MS; peritos resgataram mais de 25 mil registros e dupla foi denunciada

22/10/2026 06h20

O acusado Francisco Anizio apagou as provas (aplicativos Signal e WhatsApp) quando viu as equipes do Bope/Gaeco chegando em sua casa por meio do sistema de vigilância

O acusado Francisco Anizio apagou as provas (aplicativos Signal e WhatsApp) quando viu as equipes do Bope/Gaeco chegando em sua casa por meio do sistema de vigilância Reprodução

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).