Polícia

RIO GRANDE DO NORTE

Jamil Name Filho é levado para Presídio Federal de Mossoró

Empresário foi transferido para presídio do Rio Grande do Norte na madrugada desta terça-feira

O empresário Jamil Name Filho, preso desde o dia 27 de setembro deste ano em Campo Grande, teria sido transferido na madrugada desta terça-feira (29) para o Presídio Federal de Mossoró (RN), de acordo com informações da TV Morena. Ele e o pai, Jamil Name, estavam presos na unidade federal da Capital em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) após setor da inteligência descobrir que, mesmo presos no Centro de Triagem, os dois já planejavam a morte do delegado Fábio Peró, da Delegacia Especializada de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras).

Quando chegar a Mossoró, Jamil Filho continuará no isolamento por, pelo menos, 60 dias, conforme decisão. Em Campo Grande a autorização era de permanência no RDD por 360 dias.

Name pai e filho são apontados como os líderes de organização criminosa suspeita de vários crimes de pistolagem ocorridos nos últimos anos, em Campo Grande.

Os assassinatos de, pelo menos, três pessoas estariam relacionados a um grupo de extermínio sob investigação: do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante Matheus Xavier, em abril deste ano.

Além do filho, Jamil Name também deverá ser transferido para o presídio em Mossoró, assim como os policiais Márcio Cavalcante da Silva e Vladenilson Daniel Olmedo (aposentado) que continuam custodiados no Presídio Federal de Campo Grande.

Ao longo desses mais de 30 dias preso a defesa dos Name já tentou o habeas corpus deles duas vezes, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e no Superior Tribunal Federal (STF), onde ambos os pedidos foram negados. Na esfera superior, a defesa também pedia que, caso não fosse concedido a soltura, que a prisão preventiva do pai pudesse ser cumprida em sua casa, o que novamente foi negado.

Recentemente houve outro pedido de prisão domiciliar de Jamil Name, que também foi recusado. Dessa vez a juíza de direito May Melke Amaral Penteado Siravegna, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande é quem assinou a decisão alegando que Name tem poder para corromper financeiramente pessoas e continuar com os trabalhos da organização criminosa. A defesa, porém, alega que seu cliente tem “graves problemas de saúde”.

Entretanto, em sua decisão a magistrada declarou que não há comprovação nos autos de que Name está “extremamente debilitado” em decorrência das doenças apontadas, “tampouco de que o tratamento necessário seja inviável no estabelecimento prisional”, diz parte do documento.

A defesa, porém, declarou que está preparando novo documento para recorrer da decisão, que deve ser protocolado esta terça-feira. Conforme o advogado Renê Siufi, que defende Name, esse tempo passado no presídio tem surpreendido o grupo. “Achávamos que, pelo menos, o pai (Jamil Name) já teria saído por conta da idade avançada e dos problemas de saúde comprovados”, declarou.

“ATÉ AMANHÔ

No momento da prisão, conforme documento do Ministério Público Federal (MPMS), Jamil Name teria se despedido de sua esposa, a ex-vereadora Tereza Name, com um “até amanhã”. Para o órgão, isso revelou “a certeza de que seria solto em 24h. E fez isso para realçar o seu poder político e econômico aos presentes, com nítido viés intimidatório”.

Além da certeza da soltura, o Ministério Público também cita que durante o tempo que passou no Centro de Triagem, em Campo Grande, Name já articulava um plano para matar o delegado do Garras Fábio Peró, que estava à frente da operação.

 

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