Balanço divulgado nesta sexta-feira (31) pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, junto ao Departamento de Repressão à Corrupçãp e ao Crime Organizado (Dracco), revela principais crimes em 2021, como desarticulações em desvio de verbas à lavagem de dinheiro.
Relembre
Em agosto deste ano, um funcionário público de Campo Grande, de 45 anos, movimentou mais de R$ 35 milhões em operações suspeitas no sistema financeiro do crime organizado nacional.
O crime foi deflagrado durante a Operação Tríade, pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACCO), de Bagé/RS.
Além do homem de 45 anos, uma mulher, funcionária de uma empresa de limpeza em Mato Grosso do Sul também participava da organização criminosa, na qual, movimentou pelo menos R$ 15 milhões em conta fictícia.
No mês seguinte, setembro, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra servidores públicos e empresários de Maracaju através da operação Dark Money, que mirava prender criminosos que desviaram R$ 23 milhões do dinheiro público desde 2019.
As ações aconteceram em Maracaju, Corumbá, Ponta Porã e Campo Grande. Na ocasião, foram 26 mandados de busca e apreensão, promovendo bloqueio de bens e medidas cautelares.
Ainda em setembro, a Polícia Civil deflagrou a operação que investigava o desvio de verba pública em postos de combustíveis em Rio Brilhante e Nova Alvorada do Sul. Extratos fornecidos a corporação, mostraram que os cartões usados para abastecer a frota veicular eram passados reiteradamente sem haver qualquer abastecimento, identificando três ex-servidores que acabaram presos, dentre eles o à época, Controlador do Município de Rio Brilhante. O prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 1,4 milhão.
Na segunda fase da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão, sendo que, um era de um ex-funcionário da prefeitura de Nova Alvorada do Sul e o outro, do empresário envolvido no crime. Veículos e joias também foram apreendidos.
Já em novembro, a terceira fase da operação expediu mandado de prisão de empresários e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridas nos em Dourados, Campo Grande e Maracaju-MS.
A operação abordou desvio de verba pública por meio do sistema corporativo em uma oficina mecânica de Dourados que recebia dinheiro da prefeitura de Rio Brilhante, para a prestação de serviços mecânicos e aquisição de peças. No entanto, esses serviços nunca foram prestados.
No total, foram gastos pela prefeitura, no período de quatro meses, quase R$ 400 mil somente nesta oficina.