Polícias Civil e Militar de Maracaju agiram, na manhã desta quinta-feira (05) - com apoio do Batalhão de Choque de Campo Grande; PM de Nova Alvorada do Sul e Setor de Investigação Geral (SIG) de Dourados -, em operação de combate ao tráfico, que culminou na morte de um homem tido como integrante do PCC.
Conhecido pelo vulgo de Mato Grosso, Eduardo da Silva, de 42 anos, era investigado por ser integrante da célula de Maracaju do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa de renome nacional e internacional.

Conforme a Polícia Civil, a operação foi mirando combater o crime de tráfico de drogas cometido pela quadrilha e, em cumprimento à seis mandados de busca e apreensão domiciliar, três foram presos, enquadrados em delito previsto no artigo 33 da Lei de Drogas. Uma grande quantia entorpecentes foram apreendidos durante operação.
Batizada de "Katharisma", ainda em dezembro de 2022 uma operação de mesmo nome foi deflagrada no município, também com o mesmo intuito de frear o tráfico de drogas, onde dois homens e uma mulher foram presos.
Diante do constante trabalho de combate, o setor de inteligência frisa que é possível denunciar essas ocorrências, por meio de canal aberto à comunidade, com sigilo garantido, através do Whatsaap pelos números (67) 99663-3977 e (67) 99996-6706.
Morto em confronto
Foi justamente no cumprimento de um desses mandados que "Mato Grosso" teria resistido à intervenção da polícia, disparando contra o escudo balístico de PM's, sendo baleado em seguida para conter a investida, segundo apurações da mídia local.
Ele ainda teria sido socorrido e encaminhado ao hospital, porém, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Mais de trinta policiais, civis e militares, participaram dessa ação em Maracaju.
Mato Grosso do Sul já soma, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, pelo menos 90 vítimas, mortas por intervenção do agente do Estado, sendo os meses de abril, fevereiro e setembro os mais letais, com, respectivamente, 17; 19 e 11 mortes registradas.
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul aponta que mortes em confronto, classificadas como "homicídio decorrente de oposição à intervenção policial", podem acontecer nas mais variadas ocorrências, sejam situações de abordagem, durante flagrante de tráfico ou mesmo em policiamento ostensivo em bairros.