Polícia

TRÊS LAGOAS

Homem mata esposa asfixiada e mantém corpo no ar-condicionado por dois dias

Corpo da mulher deitado sobre uma cama em estado de decomposição, com o ar-condicionado ligado, de sexta-feira (16) até domingo (18)

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Mulher, de 30 anos, foi asfixiada e morta pelo marido, de 32 anos, na noite desta sexta-feira (16), no Jardim Itamarati, em Três Lagoas, município localizado a 326 quilômetros de Campo Grande. O caso só foi registrado e divulgado neste domingo (18).

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Militar recebeu uma denúncia, via 190, de que uma mulher possivelmente estaria sendo mantida morta dentro de casa.

Com isso, se deslocou até a casa da denunciante, a qual relatou que recebeu um telefonema de uma mulher que disse que seu filho matou a esposa e que ele estava “guardando” o corpo em casa.

De acordo com o boletim de ocorrência, os militares se deslocaram até a residência indicada e viram o acusado, na calçada, conversando com sua vizinha. Questionado pelos policiais se sua esposa estava em casa, ele confirmou e confessou que estava morta.

A guarnição entrou na residência, percebeu forte odor de putrefação – processo de decomposição e apodrecimento de corpos – e avistou o corpo da mulher deitado sobre uma cama, em estado de decomposição, com o ar-condicionado ligado.

Interrogado pelos policiais, o autor confessou que brigou com a mulher na noite de sexta-feira (16) para sábado (17) e, durante a discussão, apertou o pescoço da vítima. Além disso, ele afirmou não se lembrar de mais nada e que teria dormido ao lado do corpo. Ele ainda relatou que, no dia seguinte, saiu de casa para rumo desconhecido e entrou em contato com sua mãe para relatar o que fez.

O homem foi algemado e encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas. Já o corpo foi liberado para a funerária. Além da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para efetuar os procedimentos de praxe.

O caso foi registrado como "feminicídio" na Depac-Três Lagoas.

FEMINICÍDIO

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 20 mulheres foram vítimas de feminicídio, entre 1º de janeiro e 19 de agosto de 2024, em Mato Grosso do Sul. 

Desse número, 5 ocorreram em Campo Grande e 15 no interior. As mortes foram registradas em janeiro (3), fevereiro (5), março (3), abril (5), junho (3) e agosto (1). Em 2023, 31 mulheres foram mortas.

DENUNCIE!

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

CAMPO GRANDE

Cadáver é encontrado enforcado em área de mata no Jardim do Pênfigo

Corpo está pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore

04/09/2026 11h50

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada Reprodução/WhatsApp

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Um cadáver, em estado avançado de decomposição, foi encontrado na manhã desta sexta-feira (4), em uma área de mata localizada na avenida Zilá Corrêa Machado, número 10.300, no Jardim do Pênfigo, região do Presídio Federal, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o corpo é de um homem que aparentava ter entre 30 e 40 anos. Ainda não se a identidade dele.

Ele está enforcado e pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore, com a cabeça quase decepada. O corpo está baixo e ajoelhado no chão.

Ainda não se sabe se o caso se trata de suicídio ou assassinato. As circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes. 

Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estão no local para isolar a área, apurar os fatos da ocorrência, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O cadáver foi achado há poucas horas e ainda não há boletim de ocorrência sobre o caso.

ARAL MOREIRA (MS)

Mãe de bebê assassinado com foice é transferida para hospital de Dourados

Mãe e filho foram atacados por uma foice no domingo (30); filho faleceu e mãe segue internada

31/08/2026 10h25

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados Foto: Governo de MS

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Regina Ramires, mãe do bebê de cinco meses morto com golpes de foice, foi transferida do Hospital Municipal de Coronel Sapucaia para o Hospital da Vida em Dourados. 

Ambos ficam a cerca de 175 quilômetros de distância um do outro. O hospital de Dourados tem mais estrutura, suporte e profissionais especializados para lidar com o caso. Regina segue internada em estado grave com ferimentos pelo corpo.

Mãe e filho foram atacados por golpes de foice, na madrugada de domingo (30), em Aral Moreira. O bebê faleceu no local do crime e a mãe foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital de Coronel Sapucaia, a 70 quilômetros de distância. 

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança das vítimas. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

HOMICÍDIO

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, a equipe policial seguiu até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

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