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EM CIMA DA HORA

Prefeito libera drive-thru, construção civil e cursos presenciais

Restrições, que chegaram a ser chamadas de semi-lockdown, são afrouxadas mais ainda pelo Executivo da capital sul-mato-grossense
17/07/2020 16:30 - Nyelder Rodrigues


A prefeitura de Campo Grande mais uma vez fez mudanças em decretos que visam estabelecer normas para combater a propagação do novo coronavírus e, em edição extra do Diário Oficial desta sexta-feira (17), liberou a realização de algumas atividades, como aulas presenciais em cursos preparatórios e drive-thru de lanchonetes.

Também foram liberados pelo prefeito Marcos Trad (PSD) as atividades de construção civil, indústria alimentícia e toda sua cadeia de produção, abertura de casas lotéricas e bancos para pagamento do auxílio emergencial, e trabalho de imprensa.

No caso das aulas presenciais, elas estão liberadas desde que sejam teóricas e em cursos livres, técnicos ou preparatórios em geral, com apenas 30% da capacidade ocupada e dentro do plano de contenção de riscos, caso haja um para o estabelecimento.

Já quanto ao drive-thru, o novo decreto frisa que "fica permitido, aos sábados e domingos, o atendimento presencial no sistema drive-thru para a comercialização de lanches e refeições por restaurantes, lanchonetes, bares, buffets e similares".

As demais liberações, como a da construção civil, foram inclusas no segundo artigo do decreto original, em que constam as atividades consideradas essenciais em Campo Grande - que vai desde serviços de hospedagem e mobilidade urbana, até abertura de igrejas.

 
 

Projeto na Câmara

Parte dessas atividades, como é o caso da indústria alimentícia e toda a cadeia de produção da mesma, constam em lei aprovada na Câmara Municipal na manhã de quinta-feira (17), após proposta ser feita pela própria Casa.

Ao Correio do Estado, o vereador e presidente da Câmara, João Rocha (PSDB), explicou não acreditar que o texto confrontaria o decreto inicial de Marcos Trad, e afirmou ainda se tratar de um "projeto guarda-chuva", ou seja, que ao ser visto como um todo, tornaria a liberação das atividades mais restritas, sujeitas à avaliação técnica.

"A motivação de propor e aprovar o projeto veio para garantir algumas situações locais, sobretudo na indústria, cadeia alimentícia, e das atividades citadas. Mas quem continua com o poder de regulação é o Executivo", disse Rocha.

 
 

Bandeira preta

Atualmente, conforme o programa Prosseguir, gerenciado pelo Governo do Estado juntamente a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Campo Grande é sinalizado com a bandeira preta, a pior marca possível entre as existentes - que vai desde verde até vermelho.  

Há também claro crescimento de casos na cidade, com recomendação do Governo para que seja feito um lockdown na Capital. Mesmo assim, Marcos Trad segue relutante em aderir a uma paralisação mais rígida de atividades na cidade.

"O Governo do Estado recomenda que façamos o lockdown, o Governo quer que a gente feche tudo. Eu não vou fazer porque estamos no controle dessa pandemia. Pode confiar. Quem me conhece sabe tudo que estou passando e tudo que estamos passando é para cuidar de vocês", declarou o prefeito durante live em suas redes sociais.

Dos 15.805 casos confirmados em Campo Grande, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 5.718 estão na Capital, que ultrapassou recentemente Dourados (hoje com 3.719 casos) como a cidade recordista de contaminados pelo novo coronavírus. Apenas nas últimas 24h contabilizadas, foram 221 casos a mais na cidade morena.

Ao todo, 203 pessoas já tiveram óbito confirmado pela covid-19 no Estado, sendo a letalidade da doença até aqui ficando na taxa de 1,3%. Dese número, 53 mortes ocorreram em Campo Grande, que também lidera o ranking de falecimentos pela doença.

Dourados aparece em segundo, com 46 mortes, seguido por Corumbá, com 17, Três Lagoas, com oito, e Naviraí, Ponta Porã e Sidrolândia, cada uma delas, com cinco mortes confirmadas pela doença. A letalidade na Capital está em 0,9%.

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!