Cidades

SAÚDE

Prefeitura contrata laboratório por R$ 8,2 milhões sem licitação em Campo Grande

Contrato da Sesau tem duração de seis meses e prevê realização de exames bioquímicos, imunológicos e hormonais, além da cessão de equipamentos e insumos

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A Prefeitura de Campo Grande firmou contrato de R$ 8,2 milhões, por meio de dispensa de licitação, para a realização de exames laboratoriais na rede municipal de saúde. O acordo, celebrado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e pelo Fundo Municipal de Saúde com a Central Lab Distribuidora de Produtos para Saúde Ltda., terá vigência de seis meses.

Conforme extrato do Contrato nº 208/2026, publicado pelo município, o valor total da contratação é de R$ 8.219.637,18. O procedimento teve origem na Dispensa de Licitação nº 057/2026, vinculada ao Processo Administrativo SEI nº 036025/2026-99.

A dispensa foi homologada em 25 de junho 

deste ano pela prefeita Adriane Lopes. O contrato tem como fundamento a Lei Federal nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos.

A empresa foi contratada para a realização de exames bioquímicos, imunológicos e dosagens hormonais. O serviço inclui ainda a cessão de equipamentos e o fornecimento dos insumos necessários para os procedimentos, conforme as especificações e quantidades estabelecidas no contrato e no termo de referência.

Apesar do valor milionário, o extrato divulgado pela administração municipal não detalha o dispositivo específico da Lei nº 14.133/2021 utilizado para justificar a dispensa de licitação. A fundamentação completa para a contratação direta deve constar no processo administrativo.

Os recursos para custear o contrato são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo fontes vinculadas ao SUS e ao Estado. As despesas estão classificadas, entre outros itens, como material laboratorial e locação de máquinas e equipamentos.

A vigência será de seis meses, contados a partir da data da última assinatura. A reportagem entrou em contato com a Sesau para obter esclarecimentos sobre os motivos que justificaram a dispensa de licitação. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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