Cidades

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Prefeitura da Capital eleva arrecadação em 14%, mas gastos crescem mais

Imposto com o melhor desempenho segue sendo o ISS, com alta de 18,4% no primeiro semestre. Enquanto isso, repasses de ICMS e FPM ficaram estagnados

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Dados divulgados em suplemento do Diogrande desta segunda-feira (29) mostram que as receitas da prefeitura de Campo Grande tiveram aumento de 14% nos primeiros seis meses deste ano na comparação com igual período do ano anterior, saltando de R$ 2,598 bilhões para R$ R$ 2,968 bilhões. 

No mesmo período, porém, as despesas correntes tiveram crescimento ainda maior, de 20%, saltando de R$ 2,141 bilhões para R$ 2,576 bilhões. 

A principal explicação para o aumento na arrecadação é a melhora dos números relativos ao Imposto Sobre Serviços (ISS), que teve acréscimo de 18,4%, passando de R$ 262 para R$ 310,2 milhões. A alta é quatro vezes maior que a inflação dos últimos 12 meses, que está em 4,23%. 

Tradicionalmente, o IPTU é a principal fonte de receita própria da prefeitura de Campo Grande. Nos últimos anos, porém, o ISS tem adquirido importância. De 2020 para cá, por exemplo, cresceu quase 80%. No mesmo período,  a alta do IPTU não chegou a 30%. 

Embora tenha crescido menos que o ISS, o desempenho do IPTU nos últimos 12 meses também está bem acima da inflação, chegando a 11,5%. Nos 12 meses encerrados em junho do ano passado,  imposto sobre casas e terrenos havia rendido R$ 576,5 milhões, ante R$ 643 milhões nos 12 meses seguintes. 

Uma das explicações para a disparada no faturamento no ISS é o aumento no 60 pessoas no quadro auditores fiscais da Secretaria de Finanças. Um grupo de 40 auditores, que têm como foco principal a fiscalização sobre os prestadores de serviço na Capital, começou a trabalhar ainda em 2020. 

Em fevereiro do ano passado foram nomeados mais 20 auditores e a tendência é de que até o próximo ano o faturamento com o ISS supere o montante arrecadado com IPTU. Porém, boa parcela daquilo que arrecadam a mais acaba sendo repassado a eles próprios, pois seus salários chegam à casa dos R$ 70 mil mensais. 

ESTAGNAÇÃO NOS REPASSES

Mas, apesar do bom desempenho das duas principais fontes de receita própria, as contas da prefeitura de Campo Grande seguem no “negativo” por conta da estagnação dos repasses de ICMS e do Fundo de Participação dos Município (FPM).

No caso dos repasses do ICMS, os quais estão em terceiro lugar no grau de importância dos cofres municipais, o aumento entre um ano e outro dois apenas 2,6%, o que é bem inferior ao índice da inflação no período. Nos doze meses que acabaram em junho do ano passado haviam sido R$ 504,2 milhões. No ano seguinte, foram R$ 517,4milhões. 

Com o FPM, que tem peso um pouco menor, a situação boi bem pior. Os repasses recuaram de R$ 287,3 milhões para R$ 280,7 milhões, o que representa retração de 2,3% 

estiagem histórica

Campo Grande destoa e MS fecha outro mês com poucas chuvas

Dos 46 municípios monitorados pelo Cemtec, em 23 deles as chuvas de março ficaram abaixo da média histórica para o período

04/04/2025 11h30

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de março

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de março

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Com até 336 milímetros, Campo Grande fechou março como o mais chuvoso dos últimos 15 meses.  No restante do Estado, porém, a maior parte dos municípios nos quais o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima faz a coleta de dados, foi mais um mês de chuvas abaixo da médio, agravando o fenômeno da estiagem, que começou em outubro de 2023. 

Dos 36 municípios onde ocorreu a coleta de dados em março, em 23 a chuva ficou abaixo da média história, em 12 as precipitações superaram a média e em um deles ficaram exatamente na médica, conforme os dados do Cemtec. 

O menor volume foi registrado na cidade de Bataguassu, na divisa com o Estado de São Paulo, com apenas 18 milímetros. E outros municípios da região leste e nordeste enfrentaram condições parecidas. 

Outra região com chuva muito abaixo da média, o que já ocorre há 19 meses, foi a sudoeste, em cidades como Bonito e Maracaju, com apenas 60 e 64 milímetros, respectivamente.

E, por conta desta longa estiagem, o nível do Rio Miranda, um dos principais do Pantanal e o mais piscoso do Estado, teve seu mais baixo nível para um mês de março da história. 

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de marçoOs 336 milímetros de Campo Grande foram registrados na Região da UFMS. Nas demais regiões o volume foi inferior a isso

Desde outubro de 2023, quando começou o período de estiagem, somente em abril de 2024 choveu acima da média na maior parte dos municípios monitorados pelo Cemtec. Nos demais 18 meses a chuva ficou a abaixo do previsto. 

Em Campo Grande, apesar do alto volume na base de medição da Universidade Federal, com 336 milímetros (125% acima da média) as chuvas foram bastante irregulares. No medidor instalado na Embrapa, na saída para Corumbá, o acumulado foi de 191 milímetros, o que representa 28% acima da média, que é de 150 milímetros. 

Desde janeiro de 2023, quando foram registrados 347 milímetros, que Campo Grande não registrava tanta chuva em um único mês como em março deste ano. E por conta das fortes chuvas no começo de 2023, o Lago do Amor transbordou e parte da barragem ruiu. Agora, apesar da instalação de um novo vertedouro, dano parecido foi registrado no local. 

E nesta região da cidade choveu acima da média no três primeiros meses do ano. No acumulado do trimestre foram 895 milímetros, ante 314 no mesmo período do ano passado. 

Mas, se forem considerados os dados do medidor da Embrapa, que serve de parâmetro para definir a média histórica na Capital,  o primeiro trimestre fechou com menos da metade da chuva se comparado com a região sul. 

Na parte oeste da Capital foram apenas 357 milímetros dos três primeiros meses de 2025. Em igual período do ano passado, o acumulado na região da Embrapa foi de 216 milímetros. Ou seja, embora irregular, em todas as regiões de Campo Grande choveu mais no começo do ano na comparação com 2024. 

PREVISÃO

E, conforme o Cemtec, a previsão é de que estas chuvas irregulares continuem pelos próximos três meses em todo o Estado. Além disso, destacam os meteorologistas do instituto, “os índices de precipitação acumulada para o trimestre abril, maio e junho indicam que as chuvas ficarão abaixo da média histórica no estado do Mato Grosso do Sul”. 

Ivinhema

Sem licitação, "Mais louco do Brasil" reajusta contrato de coleta de lixo em 199%

Reajuste é para coleta seletiva dos resíduos orgânicos e inorgânicos na área urbana do município

04/04/2025 11h15

Juliano Ferro

Juliano Ferro Foto: divulgação

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Sem passar por qualquer licitação, o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro Barros Donato (PSDB), autointitulado como “Mais louco do Brasil”, reajustou em 199%, o contrato de serviço de coleta de lixo do município distante 290 km de Campo Grande. 

O reajuste exponencial firmado junto à Coopercicla, cooperativa de catadores de materiais recicláveis foi oficializado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (4). Em 2024, o contrato de um ano entre as partes foi de 1.596.085,00, aproximadamente R$ 133 mil mensais, em contrapartida, o repasse que firma a renovação deste ano é de R$  4.775.758,20, pouco mais de R$ 397 mil/mês. 

“O objeto do presente contrato é a contratação de uma empresa especializada para gerenciamento integrado dos resíduos sólidos domésticos de Ivinhema-MS, educação ambiental porta a porta, coleta seletiva dos resíduos orgânicos e inorgânicos na área urbana, Distrito de Amandina, Glebas, Vila dos Pescadores, transporte dos resíduos segregados, processamento para logística reversa dos reutilizáveis e destino até a estação transbordo dos resíduos inservíveis (rejeitos)”, diz o documento assinado pelo prefeito. 

Com vigência de 12 meses, o contrato é válido até o dia 1º de abril de 2026 e pode ser prorrogado por mais 1 ano.  Cabe destacar que a empresa também prestou serviços ao município de Amambai. Por lá, os serviços chegaram ao custo de R$ 4.698.684,60.

À época, conforme o diário oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), a empresa, contratada em 2022, contou com um reajuste contratual em abril do último ano, vínculo então vigente, que se encerrou no último dia 29. 

O Correio do Estado entrou em contato com o prefeito municipal de Ivinhema a fim de obter mais explicações sobre o reajuste contratual  junto a cooperativa, sobretudo para compreender a falta de licitação em todo o processo, entretanto, não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto. 

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