Cidades

Comemoração

Prefeitura de Campo Grande barra todas as festas do Carnaval 2021

Todas as autorizações e alvarás de eventos estão suspensos durante os dias 12 a 17 de fevereiro

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O Carnaval 2021 em Campo Grande está totalmente cancelado. Visando o controle da contaminação da pandemia da Covid-19 na Capital, na manhã desta quarta-feira (10), foi publicado um decreto no Diário Oficial municipal, que proibe qualquer festividade carnavalesca em todo o território de Campo Grande.  

O decreto que foi assinado pelo prefeito Marcos Trad (PSD), pontua diversas novas medidas a serem tomadas durante o período dos dias 12 a 17 de fevereiro.  

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Todas as concessões de licenças, certificados, autorizações e alvarás para a realização de eventos estão invalidados durante o período estipulado. 

Atividades que possam gerar qualquer tipo de aglomeração, seja em espaço público ou privado estão proibidas. 

Além disso,  o documento determina que eventos como; blocos de carnaval, shows, manifestações culturais, com ou sem acesso ao público em geral também estão suspensas.  

Pistas de danças de estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes não poderão ser utilizadas. Durante os dias informados no decreto, o consumo de bebidas alcoólicas em distribuidoras estão suspensos, para evitar qualquer risco de aglomeração.  O compartilhamento de objetos como narguilés e tererés é vedado. 

O descumprimento das medidas deste decreto acarretará a responsabilização civil, administrativa e penal dos agentes infratores, podendo responder por crimes contra a saúde pública e contra a administração pública em geral. O documenta já se encontra em vigor, a partir de sua publicação. 

Operação Carnaval 2021

O plano de segurança da Secretária Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES), "Operação Carnaval 2021", contará com todo o efetivo diário da Superintendência do Comando da Guarda Civil Metropolitana (SCGC) será utilizado durante os dias 12 a 14 de fevereiro.   

Para conter possíveis aglomerações alusivas ao carnaval, um mapeamento dos três principais pontos de Campo Grande foi realizado, sendo eles; altos da Av. Afonso Pena, mirante do Aeroporto Internacional de Campo Grande, Esplanada Ferroviária. Além de isolamento com cavaletes e tapumes.  

Outros pontos receberam patrulhamento, como, a Praça do Papa, Lagoa Itatiaia, Orla Morena. Ao todo serão 46 guardas civis metropolitanos e trinta viaturas para a realização do trabalho preventivo de aglomerações alusivas a tradicional festa.  

Estabelecimentos comerciais serão observados, bem como espaços públicos, o descumprimento do distanciamento recomendado, toque de recolher, infrações nas medidas de biossegurança e festas clandestinas, serão penalizadas.

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Empurra-empurra

Organização do show do Guns culpa os órgãos públicos por trânsito caótico na BR-262

Confusão e trânsito parado por horas fez com que muitos fãs não conseguissem chegar a tempo para o show

10/04/2026 14h30

Show reuniu 35 mil fãs, mas muitos ficaram presos do congestionamento

Show reuniu 35 mil fãs, mas muitos ficaram presos do congestionamento Divulgação/ Por cima de CG

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O congestionamento gerado pelo show internacional da banda Guns N' Roses em Campo Grande resultou em um jogo de "empurra-empurra" entre a organização do evento e os órgãos públicos. 

Com mais de 13 quilômetros de trânsito parado na rota do show na noite desta quinta-feira (9) e as mais de cinco horas de espera para motoristas conseguirem sair do estacionamento do Autódromo Internacional, ninguém assume a culpa do caos. 

Em nota, a assessoria de imprensa do evento colocou a responsabilidade da organização do trânsito nos órgãos públicos, já que "a organização privada não possui competência legal para intervenção em rodovias federais ou no sistema viário urbano". 

"A gestão, o ordenamento e a operação do trânsito são atribuições dos órgãos públicos, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro. A realização do evento ocorreu com autorização formal e com pleno conhecimento das condições de acesso por parte das autoridades responsáveis", escreveu o documento. 

Diferente do que foi dito pela PRF, a organização afirmou que a abertura dos portões aconteceu um minuto antes do horário previsto, às 15h59. No entanto, a capacidade estrutural foi insuficiente para aguentar o deslocamento simultâneo de mais de 35 mil pessoas, já que a pista de acesso ao local era simples e de via única. 

"A operação contou com efetivo da Polícia Rodoviária Federal, uso de drones, radares móveis, restrição de veículos pesados ao longo do dia e fiscalização com bafômetros. Ainda assim, a capacidade física da via não suportou o volume simultâneo de veículos". 

"A realização de um evento dessa magnitude exige coragem, planejamento e capacidade de execução. Também expõe, de forma inevitável, os limites de uma cidade que ainda não havia operado uma logística desse porte. O que se verificou não foi ausência de planejamento, mas o encontro entre uma demanda comprovada e uma infraestrutura que precisa evoluir", escreve outro trecho. 

A nota ainda ressaltou que todas as etapas que estavam sob responsabilidade da organização do show foram realizadas seguindo o planejamento aprovado.. 

"A organização segue à disposição para o diálogo com autoridades e sociedade, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento das condições necessárias à realização de eventos futuros em Campo Grande", finaliza a nota. 

Congestionamento 

Com aproximadamente 13 quilômetros de congestionamento na Avenida João Arinos, única via de acesso ao Autódromo Internacional, cerca de 30% do público não conseguiu chegar ao show inédito nesta quinta-feira (9). 

Vários relatos nas redes sociais mostraram fãs presos no trânsito por até seis horas, tentando chegar no evento. Muitos deixaram os carros no meio do caminho e seguiram a pé, outros pegaram carona de motociclistas que tentavam furar a fila, e ainda houveram relatos de motoristas que conseguiram vias alternativas. 

O grande número de veículos na rodovia fez com que muitos fãs não conseguissem assistir ao show, gerando revolta e decepção. 

A reportagem tentou contato direto com a Santo Show, responsável pelo evento, para entender qual será o posicionamento adotado, inclusive se o dinheiro das pessoas que compraram ingressos e não conseguiram chegar no evento será ressarcido. 

A empresa não respondeu aos questionamentos. Na rede social oficial, nenhuma postura ou pronunciamento foi dado e os comentários nas postagens recentes do perfil oficial sobre o show em Campo Grande foram desativados. 

O espaço segue aberto para a resposta da empresa. 

março

Disparada nos preços do diesel e gasolina puxa alta inflação em Campo Grande

Após fevereiro de alívio, combustíveis pressionam transportes, encarecem alimentos e mudam cenário na Capital

10/04/2026 13h00

A alta do diesel ocorre em um contexto de aumento recente dos combustíveis, influenciado pelo cenário internacional do petróleo

A alta do diesel ocorre em um contexto de aumento recente dos combustíveis, influenciado pelo cenário internacional do petróleo Gerson Oliveira

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Após registrar uma das menores inflações do País em fevereiro, Campo Grande teve aceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março, que fechou em 0,93%. O resultado representa alta de 0,75 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando o índice havia sido de 0,18%.

Com isso, a Capital ficou levemente acima da média nacional, que foi de 0,88% no período.

O principal impacto veio do grupo Transportes, que avançou 2,15% e respondeu por 0,47 ponto percentual do índice geral. Entre os itens, o destaque foi o óleo diesel, que registrou aumento de 14,05%, além da gasolina (4,59%) e do ônibus interestadual (4,45%).

Mesmo com variação menor, a gasolina teve o maior peso individual no índice, devido à sua maior participação no consumo das famílias.

Diesel influencia custos e efeito chega aos alimentos

A alta do diesel ocorre em um contexto de aumento recente dos combustíveis, influenciado pelo cenário internacional do petróleo. Por ser essencial no transporte de mercadorias, o combustível tem impacto direto nos custos logísticos.

Esse efeito tende a se refletir no preço final de diversos produtos, especialmente alimentos, o que ajuda a explicar a pressão observada no grupo Alimentação e bebidas em março.

O grupo subiu 1,50% e contribuiu com 0,33 ponto percentual no índice. A alta foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que avançou 1,72%.

Produtos básicos tiveram aumentos expressivos, como repolho (43,85%), cebola (33,68%), tomate (20,84%), feijão-carioca (18,81%) e ovo de galinha (12,53%), além das carnes (1,72%).

O resultado de março marca uma mudança em relação a fevereiro, quando a inflação mais baixa em Campo Grande foi influenciada pela queda nos preços de alimentos e energia elétrica.

Entre os demais grupos, também registraram alta Artigos de residência (1,08%), Vestuário (0,91%), Despesas pessoais (0,77%), Comunicação (0,22%) e Educação (0,15%).

Por outro lado, Habitação (-0,24%) e Saúde e cuidados pessoais (-0,07%) apresentaram recuo e ajudaram a conter uma inflação ainda maior no mês. A queda na habitação foi influenciada principalmente pela redução de 0,92% na energia elétrica residencial.

No acumulado do ano, o IPCA em Campo Grande soma 1,59%. Já nos últimos 12 meses, o índice está em 2,66%.

Já no cenário nacional, no Brasil, a inflação acumula alta de 1,92% no ano e de 4,14% em 12 meses.

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