Cidades

Campo Grande

Prefeitura promete R$ 45 milhões para obras de recapeamento

Com o processo de licitação em fase final, a expectativa é que os contratos sejam assinados em abril

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande informou nesta sexta-feira (27) que receberá investimento de R$ 45 milhões para recapeamento nas sete regiões urbanas da cidade.

Segundo a administração municipal, a licitação está em fase final e a expectativa é de que a assinatura dos contratos ocorra em abril.

“Acreditamos que até o fim de abril estaremos com todos os contratos assinados, podendo ser renovados anualmente por até dez anos”, explicou o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli.

O modelo seguirá o formato utilizado no serviço de tapa-buracos, com divisão em lotes. As empresas contratadas irão executar o recapeamento conforme o planejamento repassado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

O recurso está disponível, e o município também trabalha para ampliar os investimentos junto ao Governo do Estado, além de manter conversas com as bancadas federal e estadual.

“Estamos garantindo mais investimentos para melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população de Campo Grande. Vamos atender as sete regiões da cidade. Esse trabalho é resultado de planejamento e responsabilidade com os recursos públicos. Nosso compromisso é cuidar da cidade inteira, com planejamento e respeito ao cidadão”, garantiu a prefeita Adriane Lopes.

Tapa-buracos

Como acompanhou o Correio do Estado, que conversou com um especialista, os R$ 197 milhões gastos com o serviço de tapa-buracos nos últimos quatro anos poderiam ter sido usados para realizar o recapeamento de 200 a 300 quilômetros de vias durante esse período.

De acordo com o portal de Transparência da Prefeitura de Campo Grande, existem sete contratos ativos que realizam o tapa-buraco, cada um responsável por uma região da cidade (Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo).

A grande maioria dos contratos foi assinada entre julho e agosto de 2022, com exceção dos contratos das regiões Bandeira e Lagoa, que foram celebrados no mês passado.

Todos têm duração de um ano, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos, e estão sob responsabilidade de duas empresas: Construtora Rial e RR Barros Serviços e Construções.

Durante esses quatros anos, os contratos já consumiram, pelo menos, R$ 197.340.972,61, contando o valor original e os aditivos. Contudo, para muitos campo-grandenses, o serviço não resolve o real problema das vias da cidade, já que tem caráter paliativo e emergencial, não sendo uma solução no longo prazo.

Ao Correio do Estado, a engenheira civil Rocheli Carnaval explica que o recapeamento asfáltico pode ser uma solução melhor que o tapa-buraco, mas a escolha depende de outros fatores e, geralmente, as chuvas influenciam muito nessa decisão – inclusive, este fevereiro já é o mais chuvoso da década.

“As fortes precipitações aceleram a deterioração do pavimento asfáltico, principalmente quando a água se infiltra em camadas superiores, reduzindo a coesão dos materiais e intensificando a formação de buracos, deformações e trincas”, explica Rocheli.

“O que não quer dizer que as chuvas são as causadoras dos danos nos pavimentos, elas apenas deixam à mostra o estado precário de uso e conservação deles. Nesse contexto, é fundamental que a escolha entre serviços de tapa-buracos e recapeamento asfáltico seja rigorosamente orientada por critérios técnicos e pelo princípio de eficiência no uso dos recursos públicos”, completa a especialista.

A engenheira reforça que há trechos da Capital que precisam de outra solução além do tapa-buraco, visto que o serviço “não corrige as causas profundas do problema, gerando necessidade de frequentes intervenções e, sob a ótica do custo ao longo do tempo, pode resultar em dispêndios superiores aos de uma reabilitação estruturada”.

Ela também cita que, em média, o montante de quase R$ 200 milhões poderia render entre 200 km e 300 km de recapeamento.

“Pode ser que isso não seja suficiente para resolver todos os problemas, porém, é um investimento que faz com que você tenha uma vida útil muito maior”, pontua.

** Colaborou Felipe Machado

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EM BATAGUASSU

Policiais destroem ponto de drogas e prostituição

Área pertence a Prefeitura de Bataguassu e traficantes tomaram a área para práticas ilegais

27/02/2026 11h40

Policiais derrubam com retroescavadeira local de venda e consumo de drogas, além de exploração da prostituição

Policiais derrubam com retroescavadeira local de venda e consumo de drogas, além de exploração da prostituição Divulgação

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Durante a manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil junto a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PCMS e PMMS) prestou apoio ao Poder Público Municipal para derrubar um local que era ponto de consumo de drogas e prostituição.

A ação dos agentes aconteceu no bairro Santa Luzia, em Bataguassu, no interior do Estado, cerca de 310 quilômetros de Campo Grande. De acordo com informações a área utilizada é da Prefeitura Municipal e foi invadida pelos traficantes.

No local, foram feitas construções de alvenaria improvisadas, para determinar as limitações de pequenos quartos, para o funcionamento dos serviços sexuais.

Policiais derrubam com retroescavadeira local de venda e consumo de drogas, além de exploração da prostituiçãoLocal foi destruído com retroescavadeira - Foto: Divulgação

Segundo os policiais, a área já era alvo de monitoramento constante das forças de segurança da cidade há algum tempo. Ainda nos últimos meses, aconteceram diversas intervenções na tentativa de acabar com a criminalidade que ali ocorria.

Ainda no começo desta semana, na última segunda-feira (23), a Polícia Civil prendeu dois responsáveis pelo ponto, autuados por tráfico de drogas, em que também foram apreendida quantidade significativa de drogas.

Com a situação, a Polícia Civil reforçou que as autoridades não aceitarão a degradação de nenhuma área da cidade. Então, com a ajuda de uma retroescavadeira, a equipe destruiu o local utilizando a pá da máquina de escavação.

A PCMS ainda ressaltou que essa foi a primeira operação desse porte, mas que a expectativa é que novas iniciativas semelhantes se repitam em casos assim. Nesta última semana, foram três traficantes presos no bairro Santa Luzia, em que aconteceu a situação, o que para eles evidencia "a intensificação das ações integradas pela segurança"

 

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Música

Prefeitura abre inscrições para cursos gratuitos de teclado e saxofone

Os cursos serão ministrados na Casa da Cultura, com início nos dias 9 e 10 de março; saiba como se inscrever

27/02/2026 11h33

Crédito: Freepik

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A Casa da Cultura está com inscrições abertas para aulas gratuitas de teclado e saxofone, sem exigência de experiência, em Campo Grande. A iniciativa é voltada a oferecer cursos de música acessíveis.

Serão formadas duas turmas de teclado, com 10 vagas disponíveis. Podem participar alunos a partir dos 12 anos de idade.

As aulas serão ministradas pela professora Angina Silveria, que fará a introdução ao teclado, abordando o funcionamento e os timbres do instrumento, até conteúdos mais avançados, como leitura de partituras e cifras, entre outros.

A metodologia será teórico-prática, com demonstrações, práticas individuais e em grupo, repertório acessível e progressivo, além de atividades de escuta e percepção musical, proporcionando um aprendizado completo e dinâmico.

O curso terá início no dia 10 de março e será realizado às terças-feiras, nos horários das 14h e 15h. Interessados podem se inscrever pelo telefone (67) 2020-4310.

Saxofone

Também na Casa da Cultura, aulas do instrumento de sopro totalmente gratuitas estão sendo ofertadas, sem necessidade de que o aluno tenha conhecimento prévio.

As aulas terão início no dia 9 de março e serão realizadas duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, nos horários das 13h, 14h, 15h e 16h. As vagas são limitadas.

A proposta é ampliar o acesso à formação musical, oferecendo ambiente acolhedor e professores dedicados, sem cobrança de mensalidade. Para participar, é necessário possuir o instrumento.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (67) 2020-4310.

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