Cidades

Enem 2022

Primeiro dia de Enem: expectativas, nervosismo e atrasos

Alunos se deparam com portões fechados após perda de documento e distração com o horário

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Na tarde deste domingo (13), estudantes de todo o país realizam a 1º etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022. Em Mato Grosso do Sul, 43.590 estudantes se inscreveram para a prova.

 

No estado, os portões foram abertos às 11h, com limite para entrada até o meio-dia. A prova teve início às 12h30. Os estudantes têm cinco horas e meia para responder as 90 questões e escrever a redação.

 

Nos locais de prova, familiares assistiam ansiosos a entrada de seus filhos pelos portões. Como Kátia Miranda, de 41 anos, que levou seu filho João Pedro Miranda, 17, estudante da Escola Estadual Vespasiano Martins, para realizar a prova. Segundo ela, João já chegou a prestar outros vestibulares, mas essa é sua primeira vez fazendo o Enem.

 

Apesar do nervosismo, Kátia acredita que seu filho esteja preparado para o exame.

 

"A escola dá o incentivo para o aluno, faz aulão, entrega material para eles. Por ser integral, eles têm mais disponibilidade para estudar. Ele está nervoso, mas eu acredito que ele vai ter uma pontuação boa. Ele vai se sair bem na redação, ele é ótimo. Ele estudou bem, está bem preparado", relatou ao Correio do Estado

 

Maria Clara Santana, de 16 anos, também está fazendo a prova pela primeira vez. Aluna do 2º ano do Ensino Médio, ela decidiu fazer o Enem como "treineiro", um método muito utilizado pelos estudantes para conhecer a prova antes de fazê-la no ano final. 

 

"Não estou com uma expectativa muito boa, mas quero passar em medicina ano que vem, então vim ver como eu estou, o que eu preciso estudar mais", comentou.

 

Atrasos

 

Todos os anos, pessoas ficam apreensivas com os estudantes que chegam atrasados para realizar a prova, e se deparam com os portões fechados.

 

Em Campo Grande, Eduarda Merchiazi, aluna do 3º ano do Ensino Médio, perdeu a prova por poucos minutos. Segundo ela, o atraso aconteceu porque ela perdeu uma bolsa que continha seus documentos.

 

A aluna deu falta do RG apenas na manhã deste domingo, e chegou a ir até sua escola para ver se não tinha esquecido suas coisas por lá. O diretor da escola recomendou que ela fosse à uma delegacia, para registrar um Boletim de Ocorrência sobre a perda do documento e para conseguir usar o B.O. para realizar a prova - que exige documento com foto.

 

Enquanto estava na escola, ela pediu ajuda da irmã, que realizou o Boletim de Ocorrência e enviou para que ela usasse.


"Eu não sei, simplesmente meu RG sumiu. Sumiu uma bolsinha minha cheia de documentos. Não sei o que aconteceu. Eu posso ter bobeado com a bolsa. Minha irmã fez o Boletim para mim enquanto eu estava na minha escola. Isso foi 11h30", relatou. 

 

Gerson Oliveira/Correio do Estado


Infelizmente, Eduarda não chegou no local de prova a tempo. Até houve uma tentativa de reabrir o portão, com a justificativa de que ela atrasou por conta do B.O., mas as regras do Enem não permitem exceções, como explicou a responsável pelo fechamento do portão.

 

Marlene Pedrosa e sua filha de 16 anos, que realizaria o Enem treineiro, também chegaram atrasadas no local. Marlene explicou que a família se mudou há poucos meses para Campo Grande, e que como moravam em Minas Gerais, estado que possui outro fuso-horário, acabaram não se atentando ao fechamento dos portões.

 

"A gente mora pertinho, a dez minutos daqui. A gente achou que estava adiantada", comentou.

 

A confusão acontece com mais frequência do que se imagina. Isso se deve porque os portões fecham ao mesmo tempo, em todo o país. Porém, o horário mais divulgado é o de Brasília, onde o fechamento acontece às 13h. Aqui, em Mato Grosso do Sul, o fuso-horário é de uma hora a menos, ou seja, os portões se fecham às 12h.

 

A Prova

 

Neste domingo, os estudantes realizaram a primeira etapa do Enem, onde são cobradas 45 questões objetivas de Linguagens e Códigos, 45 questões objetivas de Ciências Humanas e uma redação.

 

O tema da redação foi divulgado pouco depois do início das provas, e é "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil".

 

No próximo domingo (20), os estudantes retornam ao local de prova para a segunda etapa do exame, que consiste em 45 questões objetivas de Ciências da Natureza e 45 questões objetivas de Matemática. 

 

Em ambos os dias os portões dos locais de provas são fechados às 12h, e o exame começa às 12h30. A duração é de cinco horas e meia no primeiro dia e de cinco horas no segundo.

 

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Números

Apenas 76 países enviaram delegações à COP15 em Campo Grande

Organização espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas e povos indígenas

26/03/2026 17h45

Ministra Marina Silva

Ministra Marina Silva Foto: Marcelo Victor

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A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) começou nesta segunda-feira (23) com um dado que chama atenção: há mais participantes acompanhando o evento de forma virtual do que presencial. Dos 133 países signatários do tratado, apenas 76 enviaram delegações, enquanto o restante optou pela participação remota.

Naa entrada do Pantanal, a maior zona úmida tropical do planeta, a conferência reúne espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas, povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação. O encontro ocorre em um contexto ambiental crítico para a região, que enfrenta seca, incêndios florestais e mudanças no uso do solo.

A abertura da conferência também foi marcada pela divulgação de novos relatórios que apontam um cenário preocupante para a biodiversidade global. Segundo o documento “Estado das Espécies Migratórias do Mundo: Relatório Provisório (2026)”, quase metade (49%) das espécies listadas na Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (CMS) apresenta tendência de queda populacional, enquanto cerca de uma em cada quatro já está ameaçada de extinção em nível global.

O estudo indica que a pressão sobre essas espécies é resultado de uma combinação de fatores, como sobre-exploração, destruição de habitats, poluição, mudanças climáticas e a presença de espécies invasoras.

Ao longo da semana, os participantes discutirão propostas de inclusão de novas espécies nas listas de proteção, além de ações conjuntas, resoluções e decisões que irão orientar as políticas de conservação nos próximos anos. As deliberações finais devem ser submetidas à aprovação no próximo domingo (29).

A Conferência das Partes é o principal órgão deliberativo da CMS e se reúne a cada três anos. O encontro tem como objetivo avaliar avanços, atualizar compromissos e reforçar medidas de proteção às espécies migratórias, sempre com base em evidências científicas sobre ameaças, tendências populacionais e estratégias de conservação eficazes. O evento é realizado no Bosque dos Ipês. 

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Epidemia

Idoso é a 6ª vítima de Chikungunya de 2026 em MS

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

26/03/2026 17h30

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025 Divulgação

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Um idoso de 72 anos é a 6ª vítima confirmada decorrente da Chikungunya. A morte do homem aconteceu no dia 19 de março, mas estava em investigação, sendo confirmada no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (26). A vítima era do município de Bonito e foi a primeira morte fora de Dourados. 

O idoso possuía outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes e apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de março, apenas seis dias antes do óbito. 

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, o município de Bonito tem 56 casos da doença confirmados e 74 em investigação, colocando a cidade com risco vermelho para incidência de Chikungunya, quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

Além do idoso, as outras cinco vítimas eram moradores de aldeia indígenas em Dourados:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03).

Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis de Chikungunya e 1.452 casos confirmados. Dentre os casos confirmados, 21 são gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

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