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Quatro meses após festa de inauguração, Vila dos Idosos segue fechada

Placa de inauguração foi descerrada no dia 29 de agosto, quando também ocorreu o sorteio dos contemplados. Mas, por enquanto não há previsão para ocupação

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No dia 29 de agosto, em meio às comemorações relativas ao aniversário de 126 anos de Campo Grande, foi realizado um grande evento festivo de inauguração dos 40 apartamentos da chamda Vila dos Idosos, ou da Terceira Idade, no centro da cidade. Porém, quatro meses depois, o local permanece fechado. 

No dia da festa, que teve a participação de centenas de idoos e quando também foi realizado o sorteio dos futuros moradores, o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (Emha), Cláudio Marques Costa Júnior, informou que ainda faltavam alguns ajustes burocráticos e técnicos, mas a previsão era de que antes do final do ano tanto os apartamentos quanto os dez espaços comerciais estariam ocupados. 

Agora, porém, faltando oito dias para o fim deste prazo, nem mesmo o "pai" do projeto, o ex-vereador e atual presidente da Fundação de Cultura, Valdir Gomes, tem alguma informação sobre a entrega efetiva dos apartamentos. O Correio do Estado procurou também o diretor da Emha, mas até a publicação da reportagem ele não havia dado retorno. 

Além da prefeita Adriane Lopes e do deputato Lídio Lopes, seu marido, do evento de descerramento da tradicional placa de inauguração participaram pelo cinco vereadores, quatro secretários municipais e até um senador da República.

A inauguração da Vila dos Idosos fez parte das comemorações dos 126 anos de emancipação de Campo Grande (Paulo Ribas)

No início do projeto, em 2018, ainda com Maquinhos Trad à frente da gestão municipal, ele foi orçado em R$ 7 milhões. Ao ser concluído, porém, havia consumido mais que o dobro, em torno de R$ 15 milhões. A construção começou em junho de 2022 e a previsão era de que os trabalhos fossem concluídos em 24 meses, ou junho de 2024. Agora, 42 meses depois, segue inacabado.

Os apartamentos têm área privativa de 34 metros quadrado e cada morador terá que "pagar aluguel" de R$ 155,00, conforme valor anunciado no dia 29 de agosto.

E, para ajudar nos custos da manutenção do condomínico, dez salas comerciais foram oferecidas para instalação de padaria, farmácia, conveniência e outros tipos de comércio. A meta é faturar pelo menos R$ 20 mil mensais com estes arrendamentos. 

Os idosos sorteados poderão permanecer nos imóveis pelo tempo que necessitarem ou se enquadrarem nos critérios  definidos pela administração municial. Nenhum, porém, será proprietário ou poderá repassar o direito de ocupação a outra pessoa. No dia 29 de agosto já foi formada uma fila de espera com o sorteio de 40 suplentes. 

No começo da disputa, 1.144 pessoas com mais de 60 anos fizeram a inscrição. Destas, 212 acabaram sendo desclassificadas por não atenderem aos critérios de elegibilidade.  E, com os 932 restantes, ainda foram 23 concorrentes por moradia. 

Para ter direito ao apartamento, os interessados não podem ter renda superior a 3 salários mínimos; não podem proprietário de outro imóvel, estar cadastrado na Emha e ter 60 anos ou mais. 

PREMIAÇÃO

Por conta da relevância do projeto, em setembro deste ano, exatas três semanas após a festa de inauguração, a prefeita Adriane Lopes foi homenageada durante 72º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), realizado em João Pessoa (PB)

Ela e o diretor da Emha receberam o “Selo Mérito 2025”, nas categorias Atendimento Habitacional de Grupos Sociais com Necessidades Específicas e Regularização Fundiária e Edilícia. 

A honraria é considerada uma das mais importantes do Brasil neste segmento e foi entregue à prefeita Adriane Lopes (PP), que destacou o reconhecimento nacional aos projetos coordenados pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). 

      

INFECTADO

Em 10 dias, CCZ confirma segundo caso de raiva em morcego na Capital

O animal foi encontrado na região central de Campo Grande

19/02/2026 18h45

Em 2025, o CCZ registrou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande

Em 2025, o CCZ registrou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande Divulgação

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o segundo caso de morcego contaminado pelo vírus da raiva em Campo Grande. O animal foi recolhido na região central da cidade.

O primeiro caso de raiva no animal este ano foi registrado no dia 9 de fevereiro. Na ocasião, o bicho foi encontrado no quintal de uma residência no Bairro Vivendas do Bosque, após a moradora acionar o CCZ ao visualizar o morcego caído no chão.

Apesar dos perigos que o animal infectado pode causar, a equipe do CCZ diz que não há motivo para pânico, já que a presença de morcegos com o vírus em ambiente urbano é um fenômeno monitorado e previsto pelas autoridades de saúde. Em 2025, foram contabilizados 11 registros destes bichos com o vírus da raiva

A Sesau recomenda que a população siga algumas orientações, como:

  • jamais tocar em um morcego, esteja ele vivo ou morto. Se encontrar um em situação atípica (caído no chão, em paredes ou voando durante o dia), ele pode estar doente;
  • isolar o local. Caso encontre um morcego caído, tente isolar a área ou cobri-lo com um balde ou caixa para evitar o contato com pessoas e outros animais, mas nunca utilize as mãos diretamente;
  • manter a vacinação em dia. A maneira mais eficaz de proteger sua família é garantir que a vacina antirrábica de cães e gatos esteja rigorosamente atualizada. Eles são a principal ponte de transmissão para os humanos.
  • acione o CCZ ao avistar um animal nessas condições. A equipe realizará o recolhimento seguro para análise laboratorial

Canais de Atendimento

Para entrar em contato com o CCZ, o número do atendimento geral é o (67) 3313-5000. O órgão também tem o WhatsApp (67) 99142-5701. Os serviçoes estão disponíveis de segunda à sexta, das 7h às 17h (exceto feriados e pontos facultativos). 

Setor de recolhimento

Segunda à Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794

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DECISÃO

Justiça manda Urandir Fernandes retirar do ar vídeo em que ele ataca a imprensa

O juiz também proíbe que o empresário faça novas publicações atacando a autora da ação

19/02/2026 17h46

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação

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O juiz de direito Juliano Rodrigues Valentim, da 3ª Vara Cível Residual da Comarca de Campo Grande, decidiu deferir a tutela de urgência solicitada por Ana Carolina Vieira Franco de Godoy Reginato. A empresária propôs uma ação indenizatória por danos morais com obrigação de fazer e não fazer com pedido de tutela de urgência.

A ação indenizatória por danos morais foi iniciada após a autora ajuizar uma outra ação monitória, a qual cobrava R$ 300 mil que havia empreendido como "investidora-anjo" em uma empresa ligadaa a Urandir Fernandes, o pai do E.T. Bilu e presidente do Ecossistema Dákila.

Com a tutela de urgência, o magistrado determinou que o réu removesse a publicação indicada bem como "se abstenha de realizar novas publicações imputando à autora a prática de crime ou de condutas desonrosas semelhantes às descritas nos autos, sob pena de multa diária no valor de R$ 2.000".

De acordo com o documento, Urandir teria reagido às notícias veiculadas sobre o processo publicando um vídeo, no formato de reels no Instagram, com ataques pessoais à Ana Carolina, acusando-a do crime de "apropriação indébita de 69 mil ativos digitais" e também afirmando que a autora pagou veículos de imprensa para divulgar conteúdos sobre a ação.

"Ao tomar conhecimento dessas publicações, prossegue, o réu, em vez de se limitar a esclarecimentos objetivos, passou a realizar ataques pessoais à autora em rede social, imputando lhe fatos desonrosos e de natureza criminal, como “apropriação indébita” e “retirada sem autorização/sem permissão” de “69 mil ativos digitais”, além de insinuar que teria “pagado” veículos jornalísticos para divulgar notícia “falsa” (referindo-se a “compra de mídia”)", é o que relata o documento, o qual o Correio do Estado teve acesso.

Ana Carolina Vieira também cobra uma indenização por danos morais no valor R$ 60 mil.

Ação monitória

A investidora-anjo Ana Carolina Vieira Franco de Godoy Reginato entrou com uma ação monitória no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) contra a empresa BKC Distribuição Limitada, pertencente a Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido por seus relatos de contato com extraterrestres e por criar colônias místicas, como a cidade de Zigurats, em Corguinho. Seu filho e sócio, Alan Fernandes de Oliveira, também é réu no processo.

A mulher cobra a quantia de R$ 805 mil, referente aos R$ 300 mil investidos e mais os juros atualizados em novembro de 2025.

O caso começou em 23 de abril de 2019, quando Ana Carolina fechou contrato de "Investidor-Anjo", realizando o aporte financeiro para fomentar atividades da empresa de Urandir e Alan.

De acordo com a defesa da mulher, o contrato previa que o valor poderia ser resgatado a partir de abril de 2021, devendo necessariamente ser quitado até o prazo máximo de dois anos, sob pena de a própria sociedade ser obrigada a realizar o pagamento do montante à investidora. Porém, os responsáveis não efetuaram o pagamento nem apresentaram justificativa para o inadimplemento.

Após o vencimento da obrigação, a autora realizou diversas pesquisas cadastrais para confirmar a existência da pessoa jurídica indicada no contrato. Ao consultar o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa, a mensagem deu como "CNPJ inválido" nos sistemas especializados Sniper Credlocaliza e Credlocaliza, evidenciando a inexistência de qualquer inscrição ativa, inativa ou histórica nos cadastros da Receita Federal.

Ela alega que o mesmo ocorreu quando procurou pelo nome "BKC Distribuição LTDA" em sites de pesquisa processual, como o JusBrasil.  Além disso, também aponta que o endereço indicado no contrato como sede não possui indícios de atividade empresarial, levando a crer que a empresa foi usada apenas como fachada para captar o investimento.

Diante desta situação, a investidora Ana Carolina entrou com a ação na Justiça, solicitando o reconhecimento da inexistência material da empresa e responsabilizar diretamente os sócios Urandir Fernandes de Oliveira e Alan Fernandes de Oliveira.

Além disso, requer também o pagamento do valor atualizado da dívida, que em novembro de 2025 totalizava R$ 805.680,62, incluindo correção pelo IGP-M, juros de 1% ao mês e multa contratual de 10%.

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