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Reconstrução vai demorar 10 anos

Reconstrução vai demorar 10 anos

MONTREAL

26/01/2010 - 07h37
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Reconstruir o Haiti após o devastador terremoto que arrasou a nação caribenha no dia 12 é algo que levará “pelo menos dez anos”, disse nesta segunda-feira o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, durante a conferência internacional de doadores ao Haiti, em Montreal. Governos de vários países já anunciaram ajuda de quase US$ 1 bilhão ao Haiti, segundo estimativas da Associated Press, incluídos US$ 575 milhões da União Europeia. A conferência de Montreal é preparatória para um grande encontro de doadores que deverá acontecer na República Dominicana em março ou abril. “Não é um exagero dizer que pelo menos dez anos de trabalho duro esperam o mundo no Haiti”, disse Harper. “Nós precisamos garantir que cada reserva comprometida, cada trabalho humanitário, cada veículo, cada dólar sejam usados da maneira mais efetiva”, afirmou. Harper falou ao lado do primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. “Nós precisamos responder aos compromissos que fizemos. Eu gostaria que desse encontro emergisse um plano que dirigirá a reconstrução do Haiti de uma maneira efetiva, coordenada e estratégica para a próxima década”, disse Harper. O primeiro-ministro do Haiti, Bellerive, agradeceu a ajuda internacional que seu país recebeu, mas destacou que serão os haitianos que dirigirão as tarefas de reconstrução. Segundo ele, as prioridades serão “claramente delineadas pelos haitianos”. “Estamos muito conscientes de que a principal prioridade para o nosso futuro está nas mãos do Governo e do povo haitianos”. Segundo ele, no momento o principal é “satisfazer as necessidades vitais das vítimas, como água, comida, abrigo e atendimento médico”. “O Haiti precisa do apoio dos seus parceiros da comunidade internacional a médio e longo prazos”, ele disse. O grupo dos “Amigos do Haiti” foi formado por países latinoamericanos – Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, México, Peru e Uruguai – somados ao Canadá, França e Estados Unidos.

Cidades

Adolescente entra em briga para defender padrasto, é esfaqueado pela mãe e morre

Rapaz de 17 anos teria tentado conciliar briga e impedir que o homem fosse esfaqueado

22/07/2024 09h20

Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Um adolescente de 17 anos morreu após ter sido esfaqueado pela própria mãe durante uma discussão, na casa onde a mulher morava, na Rua Pirapitinga, no bairro Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande.

A briga aconteceu no início da tarde do último domingo (21), e ele chegou a ser socorrido, já inconsciente, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, não resistiu aos ferimentos, e morreu ainda ontem, no hospital.

O adolescente morava com a avó, mas costumava visitar a mãe, na kitnet em que ela mora com o marido, aos fins de semana. Testemunhas disseram que padrasto e enteado estavam bebendo juntos quando a discussão entre a mulher e o homem teve início.

Para tentar conter a briga, o adolescente entrou no meio, tentando apaziguar e impedir que o padrasto fosse esfaqueado, já que a mulher fazia ameaças. Como a situação havia escalonado, o homem foi embora, e a mãe continuou em uma discussão com o filho, que só terminou após ela esfaquear o garoto.

Ele chegou a tentar correr, mas pela gravidade do ferimento, que deixou suas vísceras expostas, caiu no solo, onde ficou até a chegada do socorro.

Vizinhos teriam dito que o casal morava na kitnet a pouco mais de quatro meses, e que as discussões eram comuns.

O caso inicialmente foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol). A mãe, uma mulher de 43 anos, confessou o crime, foi presa e passará por audiência de custódia.

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MEIO AMBIENTE

Fiscalização da PF contra incêndios no Pantanal seguirá até o fim deste ano

Recursos enviados pelo governo federal na semana passada garantirão atuação dos agentes nas investigações em MS e MT

22/07/2024 09h00

Incêndios de grandes proporções já devastaram mais de 770 mil hectares neste ano, a maior parte dessa área em Mato Grosso do Sul

Incêndios de grandes proporções já devastaram mais de 770 mil hectares neste ano, a maior parte dessa área em Mato Grosso do Sul Foto: Álvaro Rezende / Segov

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Desde o mês passado a Polícia Federal criou um gabinete de crise para ajudar nas investigações sobre o início do fogo no Pantanal de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso. Esse trabalho, de acordo com o superintendente da PF do Estado, delegado Carlos Henrique Cotta D’Angelo, deve continuar até o fim deste ano.

Conforme o superintendente, em entrevista ao Correio do Estado, o recurso destinado pelo governo federal na semana passada ajudou a garantir a manutenção das investigações até que todos os casos sejam resolvidos.

Segundo divulgado na semana passada, pelas ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, a União destinou R$ 5,7 milhões para o Ministério da Justiça e Segurança Pública para cobrir despesas da Polícia Federal e uso no Fundo Nacional de  Segurança Pública.

Esse recurso pode ser usado para manutenção e abastecimento de viaturas, helicópteros, aviões e deslocamento de pessoal, entre outras áreas.

“Esse dinheiro vem em boa hora para dar condições de fazer esse desdobramento. São R$ 3 milhões para atender Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas é o suficiente nesse primeiro momento para a gente tocar até o final do ano com o custeio dessa operação”, afirmou Cotta, que enfatizou que a corporação não esperou a ajuda financeira para iniciar os trabalhos.

A operação foi possível, ainda conforme o superintendente, porque a Superintendência da PF de MS usou recursos próprios, que estavam previstos para durar o ano todo, na ação no Pantanal.

“A gente não podia esperar a liberação desse recurso E no início do ano, nós recebemos um recurso que é para a gente gastar durante o ano todo. Nós temos que nos planejar para que aquele pouco seja gasto de forma a não ficar amíngua no final. E a gente não podia esperar se viria isso ou não. Nós empregamos recursos próprios nossos aqui nisso. O grande custo pesado são as diárias dos servidores e principalmente combustível, combustível de aeronave e embarcação, isso é muito caro”, explicou Carlos Henrique Cotta.

No gabinete de crise, instalado em Ladário, na Base Naval da Marinha do Brasil, estão atuando delegado, agentes e peritos, além de todo o aparato tecnológico empregado.

“Nós estamos lá com um delegado só para cuidar disso, três peritos, três agentes, além dos peritos que ficam em Brasília olhando as imagens de satélites, dos peritos que estão lá no local, e mais um efetivo de Corumbá que está à disposição. Mais ou menos a mesma condição se replica no Mato Grosso, que eles estão em Poconé”, contou Cotta.

“Nossa aeronave nós já dispensamos, porque hoje ela ficaria ociosa, não tem mais ponto a ser visitado. Nossa aeronave não se presta a apagar fogo, ela não serve para isso. Então não precisa dela ficar lá, mas ela já está em condição de voltar, porque a maioria desses locais de início de fogo é de difícil acesso, então somente com helicóptero”, completou o superintendente.

As investigações ainda não identificaram os autores dos incêndios que já cessaram, mas a estrutura segue no local para o caso de ocorrência no novos grandes incêndios no bioma nos próximos meses, já que o período de fogo na região costuma ir até setembro.

“A gente usou a expressão seguinte, o fogo vai acabar e o nosso trabalho vai continuar. Como nós não somos de combate ao fogo, nosso trabalho depende que o fogo tenha sido controlado para que nós possamos atuar. Então, uma hora, por bem ou por mal, o fogo vai cessar. Ou porque choveu, ou porque não tem mais o que queimar, mas, acontecido isso ainda assim, nós teremos que ficar lá, nessa operação nossa até o final do ano. Esse destaque do pessoal nosso até o final do ano ou até quando durar os trabalhos. Se as perícias ficarem enroladas, se as investigações ficarem enroladas, o pessoal vai ficar lá”, declarou Cotta.

"Nós temos que dar uma resposta, e nem que a resposta esteja lá, não tem como descobrir nada, não sei quem é, mas o trabalho foi feito. Essa é a preocupação". afirmou o superintendente.

Ainda de acordo com o superintendente, todo esse trabalho da Polícia Federal tem sido feito em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O ideal é que a gente faça o trabalho na área criminal, eles fazem o trabalho na área administrativa, a prova que instrui o processo criminal é a mesma que instruir a administrativa, e se houver um responsável, ele vai responder criminalmente, civilmente e administrativamente. Esse povo entende uma linguagem, que é o bolso, não tem mais coração”, explicou Cotta D’Ângelo.

INCÊNDIOS

Os incêndios no Pantanal começaram mais cedo neste ano, de janeiro a julho deste ano foram consumidos pelo fogo mais de 770 mil hectares do bioma, a maior parte em Mato Grosso do Sul, segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um recorde para o período.

Por conta dessa situação e da previsão de que este ano poderia ultrapassar o recorde de fogo de 2020, quando mais de 3 milhões de hectares do bioma foram devastados, a União já investiu mais de R$ 130 milhões em ações de combate.

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