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Rodovias de MS terão 82 torres de 4G e 13 bases de apoio com socorro

Estruturas contarão com ambulâncias, guinchos, áreas de descanso e recarga para veículos elétricos; primeiros serviços estão previstos para novembro.

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As rodovias que cortam as regiões central e leste de Mato Grosso do Sul passarão a contar com uma nova estrutura de atendimento aos motoristas, incluindo 13 bases de apoio, uma rede de 82 torres de telefonia 4G e serviços de socorro para situações de emergência.

As melhorias fazem parte da modernização da Rota da Celulose, que reúne 870,3 quilômetros de estradas federais e estaduais sob responsabilidade da concessionária Caminhos da Celulose.

O novo balanço divulgado nesta segunda-feira (19) aponta avanços na recuperação do asfalto, na instalação de equipamentos de segurança e na construção das estruturas operacionais.

Ao todo, seis frentes de trabalho atuam simultaneamente na melhoria do pavimento das cinco rodovias que integram a concessão: BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.

A expectativa da concessionária é iniciar os primeiros serviços operacionais de atendimento em novembro deste ano, enquanto a conclusão das 13 bases está prevista para o início de 2027.

Além das intervenções nas pistas, o projeto pretende ampliar as condições de atendimento aos usuários, especialmente em trechos mais afastados dos centros urbanos, onde a disponibilidade de sinal de celular e a distância dos serviços de emergência são fatores importantes para a segurança das viagens.

Bases terão estrutura para descanso e atendimento de emergência

Uma das principais mudanças previstas para os motoristas é a implantação de 13 unidades do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), distribuídas ao longo das rodovias BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338.

As instalações terão sanitários, fraldários, áreas de descanso, água potável e estacionamento. Também estão previstos pontos de recarga para veículos elétricos, ampliando a infraestrutura disponível para quem utiliza esse tipo de transporte.

Entretanto, a função dessas unidades não ficará restrita ao conforto dos viajantes. As bases servirão de apoio operacional para ambulâncias, guinchos e equipes de inspeção de tráfego, permitindo a organização dos serviços de assistência aos usuários.

Na prática, a estrutura deverá facilitar o atendimento de ocorrências nas rodovias, incluindo situações que exijam socorro médico, remoção de veículos ou apoio das equipes responsáveis pelo monitoramento do tráfego.

Embora os primeiros serviços estejam previstos para novembro, a concessionária informou que a conclusão das estruturas físicas ocorrerá gradualmente, com previsão de encerramento dos trabalhos no início de 2027.

Rede de 4G terá 82 torres nas rodovias

Outra frente importante da modernização envolve a implantação de uma rede de telefonia móvel de quarta geração, destinada a ampliar a conectividade ao longo dos aproximadamente 870 quilômetros da concessão.

O projeto prevê a instalação de 82 torres de 4G, que deverão melhorar a comunicação entre motoristas, equipes de atendimento e os sistemas responsáveis pelo acompanhamento das condições das rodovias.

Segundo a concessionária, 69 estruturas já estão concluídas e aguardam ativação. O balanço também registra 15 torres com a estrutura física finalizada.

A expansão do sinal representa uma mudança importante para quem percorre longas distâncias, principalmente em regiões onde a comunicação por telefone pode ser limitada.

Com a rede em funcionamento, a expectativa é facilitar o contato em situações de emergência, a transmissão de informações sobre ocorrências e a operação de equipamentos de monitoramento do tráfego.

A implantação da tecnologia integra o processo de modernização da Rota da Celulose, com foco na ampliação da segurança, na eficiência dos atendimentos e na melhoria das condições de viagem para os motoristas.

Seis frentes de obras recuperam pavimento

Enquanto a infraestrutura de atendimento avança, os trabalhos de conservação e recuperação do asfalto continuam nas cinco rodovias administradas pela Caminhos da Celulose.

Atualmente, seis frentes de serviço realizam intervenções de fresagem e recomposição do pavimento, procedimentos utilizados para remover camadas deterioradas do asfalto e recuperar as condições de circulação.

Os trabalhos incluem ainda operações de tapa-buracos, aplicação de micropavimento, limpeza das margens e manutenção dos sistemas de drenagem.

Também estão sendo executadas melhorias na sinalização e na instalação de dispositivos de proteção, com o objetivo de aumentar a segurança dos usuários e reduzir os riscos associados às condições da pista.

De acordo com o presidente da concessionária, Luiz Fernando De Donno, o processo de recuperação da malha exige atuação permanente das equipes responsáveis pela manutenção.

"Desde os primeiros dias da concessão, nossas equipes estão presentes nas rodovias, trabalhando na recuperação do pavimento, na limpeza das margens e dos sistemas de drenagem, na sinalização e na instalação de dispositivos de proteção", afirmou.

O dirigente acrescentou que as intervenções seguem um planejamento contínuo, considerando as necessidades identificadas em cada trecho administrado.

Rodovias também terão novas estruturas de fiscalização

Além das bases destinadas diretamente aos usuários, o projeto contempla a implantação de estruturas de apoio às atividades de fiscalização e controle nas rodovias.

Estão previstas duas bases da Polícia Rodoviária, uma delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e uma unidade da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

A iniciativa amplia a infraestrutura operacional da rota, que desempenha papel estratégico no deslocamento de passageiros e no transporte de cargas entre municípios sul-mato-grossenses.

O conjunto de rodovias integra importantes corredores de circulação de mercadorias nas regiões central e leste do Estado, onde o crescimento das atividades industriais e logísticas aumenta a importância da conservação da malha viária.

A concessionária também iniciou a implantação de um Centro de Controle Operacional (CCO), previsto para integrar a estrutura de gerenciamento e acompanhamento das atividades da concessão.

Segundo De Donno, a modernização pretende combinar a recuperação das pistas com melhorias na assistência aos motoristas.

"Além da recuperação e modernização da infraestrutura, estamos trabalhando para oferecer mais segurança, conforto e suporte aos usuários ao longo da rota", destacou.

Modernização alcança quase 900 quilômetros de estradas

A Rota da Celulose compreende aproximadamente 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais em Mato Grosso do Sul, distribuídos entre as MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267.

A modernização integra um contrato de concessão que prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos. Desse montante, R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras e melhorias na infraestrutura rodoviária, enquanto R$ 3,2 bilhões correspondem aos custos operacionais.

A concessão reúne estradas utilizadas no deslocamento entre cidades, no escoamento da produção agroindustrial e na circulação de veículos de diferentes portes.

Com as intervenções anunciadas, a expectativa é melhorar gradualmente as condições de viagem, associando a recuperação do pavimento à instalação de novas estruturas de atendimento e conectividade.

A implantação dessas melhorias ocorrerá em etapas. Para novembro de 2026, está previsto o início dos primeiros serviços operacionais, enquanto a conclusão das bases de apoio deverá ocorrer no início de 2027.

A ativação integral das torres de telefonia ainda depende de um cronograma que não foi detalhado pela empresa no balanço divulgado nesta segunda-feira.

Eleições 2026

MP aciona TSE para que eleitor seja avisado por WhatsApp sobre mudança em locais de votação

Dados atualizados no domingo, 18, registram alteração de endereço de 1.397 seções em todo o País

19/10/2026 18h09

TSE

TSE Foto: Arquivo

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O Ministério Público Eleitoral sugeriu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 19, que notifique eleitores por WhatsApp ou SMS sobre as mudanças nos locais de votação do segundo turno, marcado para domingo, 25.

O órgão também propõe a instalação de avisos nos prédios que deixaram de receber eleitores e a presença de equipes para orientar a população no dia da votação.

As medidas foram sugeridas em ofício enviado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. O documento recomenda a adoção de um protocolo nacional para ampliar a divulgação das alterações, em razão do prazo curto até a votação.

Mais de 402 mil eleitores afetados

Dados do TSE atualizados no domingo, 18, registram alteração de endereço de 1.397 seções eleitorais em todo o País, o que afeta 402.599 eleitores.

Em atualização anterior, no mesmo dia, o número era de 2.033 seções, com cerca de 592 mil eleitores. De acordo com a corte, as mudanças foram feitas pelas zonas eleitorais por danos causados por chuvas, reformas não concluídas, problemas de acessibilidade e falhas no fornecimento de energia elétrica.

O ofício sugere que o TSE consolide, o mais rápido possível, a lista oficial das seções efetivamente transferidas e notifique os eleitores por canais oficiais, como o aplicativo e-Título.

O envio de mensagens por WhatsApp ou SMS é recomendado caso seja tecnicamente viável. O documento propõe ainda que o TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) destaquem, na página inicial de seus sites, links para consulta dos endereços atualizados.

No domingo, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediu ao TSE providências para ampliar a divulgação das mudanças e facilitar o deslocamento dos eleitores. A campanha citou a abstenção de 21,08% no primeiro turno e afirmou que a comunicação insuficiente sobre os novos endereços poderia dificultar o comparecimento às urnas.

TRE X TSE

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) divulgaram nota conjunta sobre o tema, dirigida ao presidente do TSE. No documento, o Colégio de Presidentes dos TREs afirma que cabe aos TREs alterar os locais de votação, apenas quando absolutamente necessário, e que o TSE não tem ingerência sobre essas mudanças.

Segundo a nota, os motivos são situações climáticas extremas, problemas de infraestrutura nos prédios e questões de segurança pública. Os dados são enviados pelos cartórios eleitorais pelo sistema Elo e divulgados pelo TSE.

Os tribunais informam que, em 2022, 5.822 locais de votação foram alterados em todo o País. Neste ano, mesmo com o fenômeno Super El Niño, os dados disponíveis até agora indicam redução expressiva em relação a esse total. A diretriz dos TREs é não alterar o local de votação entre os turnos sempre que possível.

A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o local de votação no aplicativo e-Título ou na opção “onde votar” do Autoatendimento Eleitoral, nos portais do TSE e dos TREs. As seções com alteração também podem ser consultadas na página de estatísticas eleitorais do TSE. Os 27 TREs devem divulgar, até o dia do segundo turno, os locais eventualmente modificados por todos os meios disponíveis.

O TSE informou que as transferências são decididas pelas zonas eleitorais, conforme as condições de cada município, e que a mudança de prédio não significa redução de seções nem prejuízo aos eleitores.
 

Peso no Bolso

Conta de água pode subir 7,53% em 68 cidades de MS a partir de 2027

Reajuste previsto para janeiro será analisado pela Agems nesta quinta-feira (22); nova tarifa depende de avaliações regulatórias e pode atingir consumidores de 68 municípios do Estado.

19/10/2026 17h58

Conta de água poderá subir 7,53% em 68 municípios atendidos pela Sanesul a partir de janeiro de 2027.

Conta de água poderá subir 7,53% em 68 municípios atendidos pela Sanesul a partir de janeiro de 2027. Foto: Divulgação/Sanesul.

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A conta de água e esgoto dos moradores de 68 municípios de Mato Grosso do Sul poderá ficar mais cara a partir de janeiro de 2027. Um reajuste de 7,53%, previsto desde o ano passado para os serviços prestados pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), voltará à pauta da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (AGEMS) nesta quinta-feira (22), quando serão analisadas as condições para a aplicação da segunda etapa da revisão tarifária.

A discussão foi anunciada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (19), por meio de um edital que convoca uma reunião extraordinária da diretoria da agência reguladora.

O encontro também abordará os resultados da Tarifa Social, benefício destinado a reduzir os gastos de famílias de baixa renda com os serviços de saneamento.

O percentual previsto para 2027 faz parte de uma revisão tarifária aprovada em dezembro de 2025, que estabeleceu um reposicionamento total de 22,13% nas tarifas da Sanesul, distribuído em duas etapas.

A primeira, de 14,60%, entrou em vigor em janeiro deste ano. A segunda foi programada para o primeiro dia de 2027, mas sua aplicação está condicionada à conclusão de verificações regulatórias.

A nova discussão ocorre pouco mais de dois meses antes da data prevista para a entrada em vigor da próxima parcela. Até o momento, o edital publicado nesta segunda-feira não apresenta a tabela definitiva de preços nem confirma que o percentual será aplicado integralmente.

Reajuste foi aprovado em duas etapas

A previsão de aumento tem origem na segunda Revisão Tarifária Ordinária da Sanesul, concluída pela Agems no fim de 2025.

Na ocasião, a agência analisou os custos operacionais, os investimentos realizados, a estrutura de cobrança e as condições financeiras necessárias para a continuidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

O processo resultou na publicação da Portaria Agems nº 314, de 2 de dezembro de 2025, que homologou um Índice de Reposicionamento Tarifário de 22,13%.

Em vez de aplicar todo o percentual de uma única vez, a agência estabeleceu um cronograma dividido entre 2026 e 2027.

A primeira parcela, de 14,60%, passou a valer em 1º de janeiro deste ano. Já a segunda, de 7,53%, foi prevista para 1º de janeiro de 2027.

A divisão, segundo a Agems, buscou distribuir o impacto financeiro sobre os consumidores ao longo de dois anos.

Diferentemente dos reajustes anuais, que acompanham a atualização dos custos prevista nos contratos, a revisão tarifária ordinária ocorre a cada três anos e considera uma avaliação mais ampla das despesas operacionais, dos investimentos e das condições financeiras da concessionária.

A Portaria Agems nº 314/2025 estabeleceu uma segunda parcela de 7,53% para janeiro de 2027. A aplicação desse percentual está vinculada à conclusão de análises regulatórias, incluindo a certificação dos investimentos e a avaliação dos beneficiários da Tarifa Social.

A nova tabela de preços deverá ser publicada até 1º de dezembro de 2026.

O que falta para o aumento entrar em vigor?

A segunda parcela da revisão não depende apenas da chegada de janeiro de 2027. Ao divulgar os resultados da revisão tarifária, a Agems informou que a aplicação do percentual previsto para o próximo ano estaria condicionada à conclusão da certificação da Base de Ativos Regulatória (BAR) e à apuração do número de beneficiários da Tarifa Social.

A Base de Ativos Regulatória reúne informações sobre os bens e investimentos utilizados pela prestadora para oferecer os serviços de saneamento.

Na prática, essa avaliação permite verificar quais estruturas e investimentos podem ser considerados no cálculo das tarifas, de acordo com as regras regulatórias.

O procedimento envolve a análise de ativos como redes, instalações e outros equipamentos empregados no abastecimento de água e no esgotamento sanitário.

A conclusão dessa etapa é importante porque os valores reconhecidos pela agência influenciam o cálculo da remuneração da empresa e, consequentemente, a definição dos preços cobrados dos consumidores.

Outro fator considerado é a quantidade de famílias atendidas pela Tarifa Social, já que os descontos concedidos também precisam ser incorporados à estrutura econômica do serviço.

Esses dois pontos serão relevantes para a definição da próxima etapa do reajuste.

Conforme o edital publicado nesta segunda-feira, a Agems pretende analisar uma nota técnica com os resultados da aplicação da Tarifa Social até o terceiro trimestre de 2026, além de acompanhar a segunda parcela da revisão.

A publicação da nova tabela tarifária está prevista para ocorrer até 1º de dezembro, com vigência programada para 1º de janeiro de 2027.

Quanto a conta de água poderá ficar mais cara?

A previsão de 7,53% representa um aumento sobre os valores sujeitos à revisão tarifária, mas o impacto em reais dependerá do perfil de cada consumidor.

Isso acontece porque a cobrança da Sanesul considera diferentes categorias e faixas de consumo, além dos valores correspondentes aos serviços de água e esgoto.

Residências, estabelecimentos comerciais, indústrias e imóveis públicos possuem estruturas tarifárias próprias.

Para compreender o efeito do percentual, uma conta hipotética de R$ 100 passaria para R$ 107,53 caso fosse aplicada uma elevação linear de 7,53%, sem outras alterações.

Nesse exemplo simplificado, o consumidor desembolsaria R$ 7,53 a mais por mês, ou R$ 90,36 adicionais ao longo de 12 meses.

O cálculo, entretanto, não representa uma simulação oficial da Sanesul. A fatura real depende da tabela vigente, da quantidade de água consumida, da cobrança de esgoto e das condições tarifárias aplicáveis ao imóvel.

Como a tabela definitiva para 2027 ainda não foi publicada, não é possível afirmar quanto cada família pagará após a eventual aplicação da nova etapa.

A regulamentação prevê a aplicação linear dos índices à estrutura tarifária, mas os valores finais deverão ser divulgados pela agência antes do início da cobrança.

Reajuste alcança 68 municípios, mas não Campo Grande

A revisão tarifária abrange os 68 municípios atendidos pela Sanesul, incluindo algumas das principais cidades do interior de Mato Grosso do Sul.

Entre elas estão Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Aquidauana, Coxim, Maracaju, Jardim e Nova Andradina.

O sistema regulatório também contempla municípios de menor porte, distribuídos pelas diferentes regiões do Estado.

A portaria divide as localidades em três áreas tarifárias, permitindo estruturas de cobrança distintas conforme o enquadramento dos municípios.

A maior parte integra a primeira área. A segunda reúne Água Clara, Bataguassu, Brasilândia, Santa Rita do Pardo e Selvíria, enquanto Três Lagoas possui classificação própria. Campo Grande não está incluída no reajuste da Sanesul.

Na Capital, os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são prestados pela concessionária Águas Guariroba, submetida a regras contratuais e regulatórias próprias.

Por isso, os percentuais previstos na revisão estadual não podem ser aplicados automaticamente às contas dos moradores de Campo Grande.

Tarifa Social pode beneficiar mais de 50 mil famílias

Além do reajuste, a reunião da Agems terá como um dos principais assuntos o acompanhamento da Tarifa Social de Água e Esgoto.

O benefício é destinado a famílias de baixa renda e integra as mudanças adotadas após a publicação da Lei Federal nº 14.898, de 2024, que estabeleceu diretrizes nacionais para ampliar o acesso ao saneamento básico.

Em dezembro de 2025, a agência informou que mais de 50,6 mil famílias poderiam ser contempladas pela nova modalidade da Tarifa Social nos municípios atendidos pela Sanesul.

A regra prevê desconto de 50% sobre a tarifa de consumo abrangida pelo benefício, até o limite de 15 metros cúbicos de água por mês.

O desconto não elimina a cobrança integral de todos os componentes da fatura. A tarifa fixa, referente à disponibilidade do serviço, não está incluída na redução.

A regulamentação também preservou condições específicas para beneficiários já cadastrados na modalidade anterior, que possui percentuais próprios de desconto.

Para os novos enquadramentos, a norma considera famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), observados os critérios de renda, além de situações envolvendo beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A classificação deve ocorrer automaticamente quando a prestadora dispuser das informações necessárias. Quem preencher os requisitos e não receber o desconto poderá procurar os canais de atendimento para solicitar a inclusão.

O acompanhamento desse benefício é importante para a revisão tarifária porque permite verificar quantas famílias efetivamente receberam os descontos e qual foi o impacto da política social sobre a arrecadação do sistema.

A reunião desta semana deverá examinar os resultados registrados até setembro de 2026, fornecendo informações para a análise regulatória da próxima parcela do reajuste.

Reunião será realizada nesta quinta-feira

A Agems realizará uma reunião extraordinária nesta quinta-feira (22), às 10h30, na sede da agência, localizada na Avenida Afonso Pena, nº 3.026, no Centro de Campo Grande, para discutir a revisão tarifária prevista para 2027. O encontro será aberto ao público.

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