Cidades

transparência

Salários da cúpula do TJ rompem a barreira dos R$ 200 mil

Maior salário neste mês foi de R$ 240 mil, mas todos os desembargadores que são magistrados de carreira receberam acima de R$ 200 mil

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Na última quinta-feira os deputados aprovaram por unanimidade a legalização do reajuste salarial para juízes e desembargadores, que passará dos atuais R$ 37,6 mil para R$ 41,8 mil, em fevereiro de 2025. Estes números, porém, escondem a real situação dos salários da magistratura. 

Dados da transparência do próprio Tribunal de Justiça mostram que no começo de dezembro todos os desembargadores receberam acima de R$ 200 mil, exceto aqueles que não são magistrados de carreira. Em reportagem publicada pelo Correio do Estado em setembro, uma análise da folha de pagamento do Judiciário apontava que a valor máximo havia sido de R$ 198 mil, mas a maior parte estava na casa dos R$ 130 a R$ 140 mil. 

Agora, a maior remuneração bruta paga pelo Tribunal de Justiça no começo de dezembro chegou a R$ 240 mil. Deste total, 37.589,95 são referentes ao salário, que foi reajustado oficialmente nesta semana pelos deputados e que a partir de fevereiro do próximo ano passará para R$ 39,7 mil. A votação foi somente para legalizar reajustes que já estavam sendo praticados mas que não tinham o aval da Assembleia. 

Mas além do salário oficial, o desembargador recebeu uma infinidade de penduricalhos e indenizações. Foram  R$ 23,6 mil a título de “vantagens pessoais”, outros R$ 21,9 mil como “indenizações”, R$ 74,7 mil como “vantagens eventuais” e ainda R$ 3,1 mil de diárias. 

Além disso, em uma tabela separada da principal, aparece que ele recebeu mais R$ 80 mil em “vantagens especiais” explicadas como “abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, antecipação de férias, gratificação natalina, antecipação de gratificação natalina, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza”.

E esses R$ 240 mil, embora sejam o valor mais alto, estão longe de ser uma exceção. Logo depois dele aparece outro desembargador, com R$ 236 mil. Ele só ficou um pouco atrás porque não recebeu o pagamento de nenhuma diária em novembro. Seu rendimento líquido foi de R$ 170.517,38.

Entre os desembargadores que são magistrados de carreira, somente um ficou com remuneração abaixo de R$ 200 mil. Mas chegou bem perto, ficando com R$ 194,4 mil. A explicação, possivelmente, é que ele acabou de chegar à cúpula do Judiciário Estado. Tomou posse neste mês. 

Além dele, outros quatro, que são procedentes das vagas que cabem à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ou ao Ministério Público Estadual também receberam menos de R$ 200 mil. Eles ficaram entre R$ 120 e R$ 148 mil, incluindo diárias. Isso ocorre porque boa parte dos “penduricalhos” dos magistrados de carreira é relativa a indenizações relativas a serviços prestados em décadas passadas. 

SUMIÇO DOS NOMES

No Ministério Público também existem indenizações retroativas semelhantes, mas não é mais possível checar se procuradores que passaram para o Judiciário estão recebendo pagamentos retroativos no MPE. Isso porque o Ministério Público mudou seu site da transparência e excluiu, recentemente, o nome dos servidores no que se refere a remuneração. 

O salário dos juízes que atuam nos fóruns foi um pouco menor em novembro. Porém, a grande maioria teve remuneração bruta entre R$ 150 mil e R$ 180 mil.  

Dados do relatório Justiça em Números, publicado em setembro pelo Conselho Nacional de Justiça, mostram que no ano passado o salário médio dos juízes estaduais de Mato Grosso do Sul foi de R$ 119,8 mil, o segundo maior do País, atrás apenas de Minas Gerais. 

O valor é 221% maior que o custo dos magistrados de Alagoas, que tiveram os menores salários, de R$ 37,3 mil. Enquanto que a média nacional é de R$ 75,871,00 por magistrado, em Mato Grosso do Sul o custo mensal ficou 58% maior. 

ORÇAMENTO

Mato Grosso do Sul tem 225 magistrados da ativa e em torno 5,1 mil servidores concursados ou nomeados. Incluindo os aposentados, a folha de pagamento chegou perto de R$ 147 milhões no começo do mês, conforme o site da transparência do Tribunal de Justiça

Porém, o valor é bem maior porque o TJ não divulga a somatória das indenizações pagas as juízes e desembargadores em três das cinco tabelas nas quais detalha os pagamentos. Para efeito de comparação, a folha de pagamento dos cerca de 28 mil servidores da prefeitura de Campo Grande  é da ordem de R$ 115 milhões. 

E para dar conta de pagar os altos salários, o Tribunal de Justiça tem duodécimo previsto de R$ 1.285.994.793,00 para o próximo ano. Esse montante, contudo, é insuficiente para bancar tamanhas despesas. 

Por isso, outros R$ 332,5 milhões devem entrar nos cofres com as taxas cobradas pelo próprio judiciário e com os repasses feitos pelos cartórios, cujas taxas sofreram majoração da ordem de 35% nesta semana. O aumento destas taxas foi proposto pelo Tribunal de Justiça e aprovado pela Assembleia Legislativa. 

Tráfico

Apreensão de 48 toneladas de maconha no Rio é a maior da história

Apreensão supera recorde, que era de carreta de soja que levava 36 toneladas em MS

08/04/2026 18h18

Droga estava escondida no complexo da Maré

Droga estava escondida no complexo da Maré Divulgação

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A Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu 48 toneladas de maconha, avaliadas em torno de R$ 50 milhões, em operação na comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 7.

De acordo com a corporação, é a maior apreensão de drogas do Brasil. O recorde anterior ocorreu em 2021, quando a Polícia Militar Rodoviária (PMR) localizou 36,5 toneladas de maconha escondidas em uma carreta de soja no estado de Mato Grosso do Sul.

A maconha foi localizada com o auxílio de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Também foram apreendidos cinco fuzis, quatro pistolas, 26 veículos roubados, e um suspeito acabou preso.

Segundo a polícia, os militares localizaram um contêiner utilizado por traficantes para o armazenamento de drogas. No local, foram apreendidos frascos e cerca de 200 litros de lança-perfume, além de materiais usados na produção da substância.

Após horas de varredura nas comunidades, as equipes do Batalhão de Ações com Cães observaram a mudança de comportamento do pastor belga em uma construção, e encontraram um bunker do tráfico com mais de 24 mil tabletes de maconha, cada um com aproximadamente dois quilos. A contabilidade das drogas ocorreu durante toda a madrugada desta quarta-feira, 8.

A ação teve como “principal objetivo reprimir roubos de veículos de passeio e de cargas na região”, disse a PM sobre a operação que contou com o apoio de viaturas e aeronaves blindadas.

O órgão afirmou que a ação ocorreu nas comunidades da Nova Holanda e do Parque União e mobilizou cerca de 250 policiais militares de batalhões ligados ao Comando de Operações Especiais (COE), como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), o Batalhão de Ações com Cães (BAC), o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), o Grupamento Aeromóvel (GAM) e o 22º BPM (Maré).

Novo conceito

Campo Grande quer integrar saúde, CRAS, Procon e esporte em um único local

Local, que recebeu o nome de "Convive" da prefeitura de Campo Grande atenderá 650 pessoas por dia e deve ter investimento de R$ 13,7 milhões e ficará no Jardim Morenão

08/04/2026 17h52

Centro comunitário será feito no Jardim Morenão, em Campo Grande

Centro comunitário será feito no Jardim Morenão, em Campo Grande Divulgação

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Um novo centro comunitário, voltado ao atendimento da população com serviços de saúde e lazer foi projeto pela prefeitura de Campo Grande. O municipio informou que o Centro Comunitário pela Vida (Convive) é um projeto que “busca ampliar o acesso da população a serviços essenciais e fortalecer a convivência na comunidade”. 

A estrutura foi planejada para atender até 650 pessoas por dia, reunindo diferentes tipos de atendimento em um único local.

A proposta é facilitar o acesso dos moradores a serviços públicos sem a necessidade de deslocamento para outras regiões da cidade.

A prefeitura pretende investir R$ 13,7 milhões para tirar o novo centro comunitário do papel, mas ao ser perguntada sobre prazos, pelo Correio do Estado, não informou. O local será instalado no Jardim Morenão, em Campo Grande. 

O objetivo é integrar em um mesmo ambiente atendimentos do setor de assitência social e defesa do consumidor, com unidades dos CRAS (Centro de Referência em Assitência Social) e Procon (defesa do consumidor). 

O local também terá um espaço exclusivo para atender mulheres, e receberá o nome de “Convive”, que ainda terá biblioteca, área de informática e auditório.

Para além disso, o “Convive” terá áreas de lazer e esporte, com quadra poliesportiva, campo para futebol society, piscina e parquinho. “A proposta é oferecer opções para diferentes faixas etárias, promovendo convivência e qualidade de vida”, informou.

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