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Semana acaba com pelo menos 6 mortes no trânsito da Capital

Morte mais recente ocorreu na noite desta sexta-feira, na saída para Corumbá, onde um caminhão tombou e o passageiro acabou morrendo

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A semana marcada por pelos cinco mortes de motociclistas em Campo Grande terminou com mais uma fatalidade na madrugada deste sábado, mas desta vez envolvendo um caminhão. Israel de Souza Araújo, de 26 anos, que era passageiro do veículo dirigido pelo pai, morreu depois de o caminhão capotar em uma rotatória na região do Indubrasil, na saída de Campo Grande para Corumbá.

O motorista sofreu ferimentos considerados graves e socorristas trabalharam cerca de cinco horas para retirá-lo das ferragens. De acordo com bombeiros que atuaram no resgate, o veículo estava chegando a Campo Grande e o motorista não percebeu a rotatória, passou direto sobre o obstáculo e acabou tombando. O caminhoneiro foi levado para atendimento médico na Santa Casa. 

Ainda de acordo com os bombeiros, a cabine se desprendeu do restante do caminhão e os dois ocupantes ficaram presos às ferragens. Para conseguir retirar o motorista com vida, os socorristas tiveram de acionar um guincho para erguer a estrutura e fazer o resgate.

O tombamento ocorreu por volta da meia-noite e o trabalho de resgate acabou somente ao amanhecer o dia, relataram os bombeiros.

Motociclistas

A série de acidentes fatais começou na noite de sábado da semana passada (26), no bairro Nova Lima. Ele trafegava pela avenida Avenida Nosso Senhor do Bonfim por volta das 22 horas quando o condutor de um carro de passeio ignorou a preferencial e provocou a colisão. 

Depois disso,  na segunda-feira (28), na mesma região da cidade, desta vez no anel viário, próximo da antiga Uniderp Agrárias, um motociclista morreu no local do acidente depois de ser atingido por uma caminhonete que cruzou a pista. Outro motociclista envolvido no mesmo acidente morreu dois dias depois, no hospital.

No dia seguinte, por volta das 19 horas, um adolescente de 17 anos morreu após a colisão entre a motocicleta em que estava como passageiro e um ônibus no centro de Campo Grande, no cruzamento das ruas 13 de Maio e 15 de Novembro.

Na manhã do dia seguinte, a vítima foi um idoso de 67 anos, que pilotava uma mota na Avenida Guri Marques e bateu em uma picape. Ele teve morte instantânea. 

LIBERDADE PROVISÓRIA

Assessor de deputado preso com R$ 127 mil é solto às vésperas de eleição

Valor em espécie foi apreendido junto a blocos de santinhos do candidato a reeleição Lídio Lopes, assessorado pelo ex-vereador 'Zé Bocão'

03/10/2026 10h30

Justiça concede liberdade provisória a José Antônio após pagamento de fiança de R$ 32,4 mil

Justiça concede liberdade provisória a José Antônio após pagamento de fiança de R$ 32,4 mil Montagem

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José Antônio Pires de Souza, preso em flagrante durante a última quarta-feira (30) com mais de R$ 120 mil e itens de campanha do candidato à reeleição como deputado estadual, Lídio Lopes (Avante), foi solto às véspera do primeiro turno das eleições.

A decisão proferida pela Juíza ontem concedeu liberdade provisória à José Antônio, mediante ao pagamento da fiança, no valor de 20 salários mínimos, o equivalente a R$ 32,4 mil.

Também conhecido como 'Zé Bocão', José Antônio é assessor parlamentar de Lídio Lopes, e foi preso em flagrante após uma denúncia de veículo em alta velocidade na MS-180. Porém, em vistoria, foram encontrados montantes de dinheiro que contabilizam R$ 127 mil e blocos de santinhos do seu assessorado, apreendidos pela Polícia Militar.

Na audiência a defesa de José Antônio recorreu a liberdade provisória, sob justificativa de "ausência de requisitos para decretação de prisão preventiva" e das condições de saúde do autuado, por ser uma pessoa idosa, de 71 anos, e com comprometimento da coluna vertebral, conforme descrito no inquérito.

No documento, a Juíza ressalta que a prisão em flagrante não pode ser convertida em preventiva, uma vez que não preenchem os requisitos dos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal.

Foi concedida então a liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares, sob obrigatoriedade de presença do suspeito perante autoridade todas as vezes que for intimado, bem como a proibição de mudar de endereço sem permissão ou ausência por mais de oito dias da Comarca, sem informar onde está.

Em caso de descumprimento de qualquer medida imposta, poderá ser decretada prisão preventiva.

Para as investigações foi apreendido também o celular de José Antônio, e deferido em audiência pela Juíza, a quebra de sigilo telefônico para contribuir na apuração do caso, a ser realizada extração de informações pela Polícia Federal e também pelo Ministério Público.

Flagrante

Em busca do veículo que estaria em alta velocidade, a Polícia Militar localizou José Antônio conduzindo um Volkswagen T-Cross na MS-180, e em abordagem, o ex-vereador afirmou estar indo em direção à Mundo Novo, onde exerceu cinco mandato e também ex-presidente da Câmara Municipal.

A abordagem aconteceu entre Iguatemi e Japorã, a cerca 50 quilômetros do destino final, por votla das 20h30, em um estabelecimento comercial de bebidas em Japorã.

Durante a abordagem os militares notaram o nervosismo de José Antônio enquanto realizavam a fiscalização e encontraram no veículo 11 pacotes de dinheiro em espécie e blocos de santinhos agrupados do candidato Lídio Lopes.

O flagrante resultou na apreensão dos itens eleitorais e dos pacotes de dinheiro, encaminhados posteriormente para a Delegacia de Polícia Civil de Iguatemi, para onde José Antônio também foi levado.

A quantia apreendida somava o valor de R$ 127 mil, em notas de R$ 50 e R$ 100. Apesar da prisão em flagrante, a investigação de suposto crime eleitoral de compra de votos ainda é apurada para identificar a origem, finalidade e destino do dinheiro, bem como o motivo do transporte da grande quantia em espécie.

Segundo o boletim de ocorrência, José Antônio ainda teria oferecido R$ 5 mil aos policiais militares para não ser encaminhado à Delegacia. Recusada a suposta oferta, o caso também será analisado e investigado, dcom a possibilidade de enquadramento de corrupção ativa, por tentativa de suborno.

José Antônio responde em liberdade provisória, após pagamento da fiança e deve permanecer assim até julgamento, ao fim das investigações, caso não descumpra as medidas impostas.

*Saiba

José Antônio Pires de Souza mantém vínculo profissional com Lídio Lopes há pelo menos sete anos, e foi nomeado como Assessor de Gabinete Parlamentar em agosto de 2019, atuando diretamente no gabinete do deputado.

O assessor conhecido por 'Zé Bocão' integra o quadro de servidores da Assembleia Legislativa e recebe R$ 2.983,49, segundo informação relacionada ao cargo.

A atuação de José Antônio estende-se à articulação política do deputado Lídio Lopes no interior, em 13 municípios de MS, como interlocução entre o gabinete e executivos das cidades.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a relação entre os dois vai além da atividade profissional. Em outubro de 2025, Zé Bocão recebeu o título de Cidadão Sul-Mato-Grossense, concedido pela Assembleia Legislativa por indicação de Lídio Lopes.

Na ocasião, ele foi apresentado como ex-vereador de Mundo Novo e assessor parlamentar.

(Colaborou Welyson Lucas)

Patinetes

Nova empresa de patinetes chega com preço 48,8% maior

Com tarifa de R$ 0,49 por minuto, Whoosh começa a operar na Capital com valor superior ao praticado pela JET

03/10/2026 10h00

Foto: Divulgação Whoosh

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Campo Grande passou a contar com duas empresas de patinetes elétricos, visando a ampliação nas opções de deslocamento para trajetos curtos na Capital. A nova frota disponibilizada pela empresa Whoosh, chega com 980 patinetes e custa 48,8% mais cara. 

A autorização foi formalizada pelo Diário Oficial de Campo Grande, o Diogrande, da última sexta-feira (2) e contará com ajuda da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que também, ficará responsável por acompanhar e fiscalizar a operação da Whoosh durante os 90 dias de autorização experimental. 

A agência deverá monitorar a circulação dos patinetes, a ocupação das áreas autorizadas, o cumprimento das regras de trânsito, os limites de velocidade e o estacionamento correto dos equipamentos. 

A Whoosh inicia a operação em seis bairros de Campo Grande, São Francisco, Centro, São Bento, Jardim dos Estados, Itanhangá Parque e Monte Líbano. 

A empresa também prevê a distribuição dos equipamentos em pontos de grande circulação, como as praças Ary Coelho e do Rádio Clube, o Parque dos Poderes, as ruas 13 de Maio e 14 de Julho, a Avenida Afonso Pena e as proximidades do Shopping Campo Grande. 

Ao todo, serão disponibilizados 980 patinetes, que deverão ser retirados e devolvidos nos locais indicados pelo aplicativo.

Whoosh cobra quase 50% a mais por minuto que a JET

A Whoosh cobra R$ 0,49 por minuto, valor 48,8% superior aos R$ 0,33 cobrados pela JET. Além da tarifa de uso, o cliente paga uma taxa de desbloqueio de R$ 0,90. 

Nas simulações, a diferença de preço aumenta conforme o tempo de uso. Em uma viagem de 10 minutos, o usuário pagaria aproximadamente R$ 4,29 na JET, contra R$ 5,80 na Whoosh. 

Para 20 minutos, os valores seriam de R$ 7,59  e R$ 10,70, respectivamente. Já em uma corrida de 30 minutos, o custo estimado seria de R$ 10,89 na JET e R$ 15,60 na Whoosh. 

Os cálculos consideram apenas as tarifas iniciais divulgadas pelas empresas, sem eventuais promoções, pacotes ou variações de preço conforme o horário e a demanda.

Para utilizar o equipamento, é necessário baixar o aplicativo da empresa, realizar um cadastro, inserir uma forma de pagamento e localizar o patinete disponível no mapa. 

Em seguida, o usuário deve escanear o QR Code presente no guidão para iniciar a viagem. Ao chegar ao destino, o equipamento precisa ser estacionado em um dos pontos indicados pelo aplicativo para que a corrida seja encerrada corretamente.
 

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