Cidades

Mato Grosso do Sul

Surto de gripe leva MS a impor distanciamento e até uso de máscara em escolas públicas

Medidas que remetem à pandemia de Covid-19 constam em recomendações da Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul para conter avanço da gripe

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Os aumentos de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças causados pela gripe A, levou a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul a adotar medidas semelhantes às adotadas durante a pandemia de Covid-19 para evitar que a doença respiratória se espalhe ainda mais. 

A situação de emergência nas escolas, declarada pelo secretário de Educação Hélio Daher nesta terça-feira (29) é válida para todas as escolas públicas de MS e impõe medidas obrigatórias como o distanciamento social, evitar aglomerações, manter salas abertas e bem ventiladas e uso de máscara para pessoas que apresentarem qualquer sintoma de doença respiratória. 

A medida leva em conta decretos de outras esfera de poder, como o da Prefeitura de Campo Grande, que estabeleceu emergência de 90 dias para conter efeitos de arboviroses outras doenças respiratórias na cidade. 

A falta de leitos públicos também foi levada em consideração para a medida tomada pelo secretário de Educação. 

As recomendações são:

  1. Realizar a vacinação;
  2. Higienizar as mãos frequentemente, usando água e sabão, ou álcool gel;
  3. Utilizar máscara facial cobrindo nariz e boca, caso apresente sintomas respiratórios;
  4. Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
  5. Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
  6. Evitar apertos de mãos, abraços e beijo social, mantendo o distanciamento físico;
  7. Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais e sintomas de gripe;
  8. Evitar aglomerações e ambientes fechados;
  9. Promover a constante limpeza e desinfecção de ambientes;
  10. Manter os ambientes bem ventilados

Além disso, pessoas com síndrome gripal devem fazer o uso de máscara facial, procurar atendimento médico, evitando o contato direto com outras pessoas, abstendo-se de suas atividades sociais, de trabalho, estudos ou de aglomerações e ambientes coletivos.

Situação de emergência na saúde pública

No dia 26 de abril, a prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência na saúde pública, após o registro de 884 casos de SRAG e 59 mortes somente na cidade.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o número de hospitalizações por doenças respiratórias em todo o estado já chega a 1.940 apenas nos primeiros quatro meses do ano, o que dá uma média alarmante, de 18 internações por dia. 

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) indicam que as crianças menores de um ano são as mais afetadas pelos vírus. Entre os 1940 casos de SRAG notificados no estado até o dia 19 de abril, 963 foram confirmados e 66 óbitos foram registrados.

Os vírus mais presentes são o Influenza A H1N1, Rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é o mais comum associado a quadro graves em crianças menores de seis meses. 


 

LEVANTAMENTO

PM soma mil chamados para intervir em casos de violência doméstica em MS

Atendimentos de emergência da instituição são realizados através do disque 190

11/04/2026 16h00

Delegacia da Mulher de Campo Grande, em parede com o distintivo da Polícia Civil

Delegacia da Mulher de Campo Grande, em parede com o distintivo da Polícia Civil Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Militar acumula mais de mil atendimentos de emergência para intervir imediatamente em casos de violência doméstica este ano, número que corresponde a aproximadamente 20% do número total de vítimas deste crime no estado em 2026, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS).

De acordo com o Monitor da Violência contra a Mulher, lançado no ano passado pelo Poder Judiciário em parceria com a Sejusp-MS, são 1.067 atendimentos de emergência oriundos do Disque 190 em casos de violência doméstica. Em suma, a Polícia Militar é acionada nestes casos para agir com a intervenção imediata, visando a proteção da vítima e o encaminhamento do agressor para as autoridades competentes.

Pegando o mesmo período analisado (janeiro, fevereiro, março e começo de abril) e comparando com anos anteriores (de 2017 até 2025), este ano fica atrás no quesito somente para 2022, 2023 e 2024, quando foi registrado uma média aproximada de mais de 500 atendimentos de emergência por mês.

Como era de se esperar, Campo Grande lidera a estatística entre os 79 municípios sul-mato-grossenses, com 535 chamadas de emergência, seguido por Dourados, com 80, e Três Lagoas, com 45.

Vale destacar que este levantamento não equivale a quantidade de ocorrências e vítimas totais de violência doméstica no estado em 2026. Neste quesito, Mato Grosso do Sul acumula 5.546 vítimas em 100 dias este ano, uma média de quase 55 mulheres por dia sofrendo algum tipo de violência, seja física, psicológica ou emocional.

Até o momento, 9 mulheres foram mortas em MS por parceiros ou familiares, o chamado feminicídio. O caso mais recente foi da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, que foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. O caso foi confirmado como feminicídio após a perícia descartar a possibilidade de suícidio, versão que Gilberto contou depois de ser apontado como o principal suspeito.

Nova lei

Agressores que colocarem em risco a vida de mulheres e crianças em casos de violência doméstica deverão usar tornozeleira eletrônica de forma imediata.

A medida está prevista na Lei 15.383/2026, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União. A norma já está em vigor e também autoriza delegados a determinarem o monitoramento em cidades sem juiz, além de ampliar recursos públicos para aquisição dos equipamentos.

A nova legislação altera a dinâmica das medidas protetivas ao tornar obrigatória a adoção da tornozeleira sempre que houver risco à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes. Antes, a Lei Maria da Penha previa o monitoramento eletrônico apenas como uma possibilidade.

Outro ponto central é a ampliação da atuação das autoridades policiais. Em municípios que não são sede de comarca, delegados passam a poder determinar o uso do dispositivo, devendo comunicar a decisão ao Judiciário em até 24 horas. Caberá ao juiz avaliar a manutenção da medida e informar o Ministério Público.

A lei também estabelece que a vítima deverá receber um dispositivo de alerta capaz de avisar, em tempo real, sobre a aproximação do agressor. O sistema utiliza geolocalização para monitorar o cumprimento das chamadas áreas de exclusão, permitindo resposta mais rápida das forças de segurança em caso de violação.

Além do monitoramento, a norma endurece as penalidades. O descumprimento de medidas protetivas, como violar o perímetro estabelecido ou danificar o equipamento, terá aumento de pena de um terço à metade, sobre a base atual de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A legislação também reforça políticas públicas de prevenção. Campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher deverão incluir orientações sobre procedimentos policiais, funcionamento das medidas protetivas e formas de evitar a revitimização.

Para garantir a aplicação das medidas, o texto amplia de 5% para 6% a destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública voltados ao combate à violência contra a mulher. O financiamento poderá ser usado, inclusive, para compra e manutenção de tornozeleiras e dispositivos de alerta.

Outro avanço é a transformação em política permanente do programa de monitoramento eletrônico e acompanhamento de vítimas. A iniciativa prevê a entrega de dispositivos portáteis que emitem alertas automáticos tanto para a mulher quanto para a polícia mais próxima, caso o agressor descumpra as restrições impostas pela Justiça.

A lei tem origem no Projeto de Lei 2.942/2024, apresentado pelos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS). O foco principal da medida é fortalecer a prevenção e reduzir casos de feminicídio no país.

*Colaborou Alison Silva

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SHOW HISTÓRICO

Peixes do Bioparque são batizados de Axl e Slash em homenagem a Guns N' Roses

Iniciativa segue a tradição do local em dar nomes próprios especiais aos animais, batizando-os com nomes de celebridades

11/04/2026 14h00

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Dois peixes da espécie Aruanã, moradores do Bioparque Pantanal, foram batizados com os nomes de Axl Rose e Slash, ícones da banda Guns N’ Roses, em homenagem ao show histórico ocorrido no dia 9 de abril, em Campo Grande.

A escolha do animal se deu porque seu nado parece uma dança, lembrando a performance do Alx no palco.

A iniciativa segue uma tradição do local em dar nomes próprios especiais aos animais, batizando-os com nomes de celebridades.

Alguns bichos ainda recebem nomes inspirados em figuras da natureza ou cientistas, reforçando o caráter educativo do espaço.

No Bioparque Pantanal, outros animais possem nomes carinhosos em homenagem a alguma celebridade, como a sucuri Gaby Amarantos, jaú Maria Fernanda, jiboia Rachel Carson e lobinha Delinha.

O objetivo é aproximar os animais do público e reforçar o caráter de educação ambiental.

ARUANÃ

Aruanã, também conhecido como língua-de-osso, é um peixe de água doce. Pertence a família Osteoglossidae e a classe Actinopterygii.

A cabeça é ossuda e o corpo largo é coberto por escamas enormes, formando um mosaico de cores.

São peixes grandes, de até 1,5 metro de comprimento. Sua expectativa de vida pode ultrapassar 20 anos. É carnívoro e se alimenta de insetos, aranhas, pequenos peixes, sapos, cobras e lagartos.

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