Cidades

INFRAESTRUTURA

Promotor pede ajuda do TCE para avaliar asfalto de Campo Grande

Proposta apresentada pelo Ministério Público prevê a participação de órgãos de fiscalização e entidades técnicas para melhorar a qualidade e a durabilidade da pavimentação na Capital

Continue lendo...

Os problemas na pavimentação de Campo Grande poderão ser discutidos por um grupo de trabalho formado por órgãos públicos e entidades técnicas. A proposta, apresentada pelo promotor de Justiça Fábio Goldfinger ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), busca reunir especialistas para identificar falhas e desenvolver soluções que melhorem a qualidade e a durabilidade do asfalto na Capital.

A iniciativa foi divulgada nesta quinta-feira (22), após uma visita do promotor ao presidente do Tribunal, conselheiro Flávio Kayatt. Durante o encontro, foi discutida a possibilidade de participação da Corte de Contas no grupo, que ainda está em fase inicial de articulação.

Além do órgão e do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a proposta prevê a participação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MS), da Prefeitura de Campo Grande, da Câmara Municipal e do Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

Outras instituições com conhecimento técnico na área também poderão contribuir com os trabalhos.

O objetivo é que os órgãos atuem de forma conjunta na avaliação das condições das vias urbanas, identificando problemas na execução dos serviços e medidas que possam evitar a deterioração precoce do pavimento.

Laboratório poderá ajudar a identificar falhas

Durante a visita ao laboratório, a responsável técnica, Claudeny Santana, apresentou os equipamentos e explicou como os ensaios realizados pela unidade podem contribuir para avaliar a qualidade dos materiais utilizados nas obras de pavimentação. 

“O objetivo foi mostrarmos o nosso potencial em relação à execução de ensaios tanto na parte de misturas asfálticas como na parte das camadas de infraestrutura com materiais granulares e solos”, explicou.

Na prática, as análises permitem verificar características dos materiais empregados nas diferentes camadas do pavimento, desde a base que sustenta a estrutura até a mistura asfáltica utilizada na superfície.

Além destes testes laboratoriais, a estrutura do Tribunal poderá contribuir com treinamentos e orientações técnicas para profissionais envolvidos na execução de obras rodoviárias.

Segundo Claudeny, a capacitação das equipes e o aprimoramento dos procedimentos de execução são medidas que irão ajudar a prevenir falhas e aumentar a vida útil do asfalto.

Fiscalização de obras

Outro ponto discutido durante a visita foi a possibilidade de aproximar o trabalho técnico do laboratório das atividades de fiscalização das obras públicas.

O chefe da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente do TCE-MS, João Carneiro, destacou que a integração entre os órgãos de controle pode contribuir para melhorar a qualidade dos serviços contratados pelo poder público.

“O objetivo é um alinhamento das ações de controle, sempre com vistas a melhorar as entregas das contratações de pavimento asfáltico”, afirmou.

A atuação conjunta ainda poderá auxiliar na identificação de irregularidades e falhas técnicas, além de incentivar a adoção de medidas corretivas durante a execução dos contratos.

acréscimo

TJMS prevê 200 novas vagas para estagiário de nível superior

Com o acréscimo, o Tribunal pretende chegar a 1.000 acadêmicos a partir de novembro de 2026

22/10/2026 11h30

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) vai criar 200 novas vagas para estagiário de nível superior, conforme publicado no Diário da Justiça nesta quinta-feira (22).

O custo mensal adicional será de R$ 266.580,00. O percentual acumulado corresponde a 25% do valor atualizado do contrato.

Com acréscimo no número de estagiários, o Tribunal pretende chegar a 1.000 acadêmicos a partir de novembro de 2026.

As vagas abrangem as áreas administrativa, técnica e operacional e pode contemplar os cursos de Direito, Administração, Tecnologia da Informação e outras graduações.

Além de ampliar o número de vagas, o TJMS vai prorrogar o prazo de vigência do contrato por 12 meses, com início em 02/04/2027 e término em 01/04/2028.

Universidade Patativa do Assaré (UPA) é a responsável por intermediar a relação entre estudantes x órgãos públicos. Neste caso, a UPA encaminha estagiários ao TJMS.

Conforme apurado pela reportagem, o salário de um estagiário no TJMS gira em torno de R$ 1.300,00 (bolsa + auxílio transporte).

Segundo o Diário da Justiça, sem a aplicação da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), o valor da Taxa de Administração Unitária permanece R$ 28,30, sendo garantido o reajuste estabelecido na Cláusula Quinta do Contrato, quando da celebração do próximo Apostilamento ou Termo Aditivo, após disponibilizado o índice do mês de janeiro de 2027, com efeitos financeiros a partir de 17/01/2027.

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

Fachada da entrada do Tribunal de Justiça de MS, localizado no Parque dos Poderes, em Campo GRande

sistema prisional

MS tem 599 mulheres presas trabalhando, aponta Agepen

Levantamento mostra que 50,89% das 1.177 mulheres em custódia exercem atividades remuneradas ou não nas unidades femininas do Estado

22/10/2026 11h00

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual

Oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual Foto: Divulgação/Agepen

Continue Lendo...

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a Agepen, revelou em uma pesquisa liberada em agosto de 2026, que Mato Grosso do Sul possui 1.177 mulheres em custódia. O levantamento aponta que 50,89% estão exercendo atividades de trabalhos dentro das penitenciárias, equivalente a 599 custodiadas.  

As vagas incluem atividades remuneradas e não remuneradas, nas unidades femininas dos regimes semiaberto e fechado. De acordo com a Agepen, o intuito das atividades é desenvolver habilidades profissionais, estimular a autonomia e preparar as presas para retornar à sociedade. 

Entre as atividades disponibilizadas pela Agepen estão oficinas industriais, produção de alimentos, artesanato e serviços diversos, a Agência mantém convênio com empresas e órgãos públicos e fecham parcerias para parte das vagas de trabalho. 

O levantamento ainda aponta que dentro do estado, considerando homens e mulheres, Mato Grosso do Sul tem 36,46% da população prisional trabalhando. 

O trabalho prisional é previsto na Lei de Execução Penal (LEP) e tem finalidade educativa e produtiva. Além de qualificar, as atividades podem ampliar as chances de inserção no mercado após o cumprimento da pena e favorecer a reintegração social.

Entre os dias 7 e 9 de outubro, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) fez uma visita técnica a unidades da Agepen para conhecer projetos de trabalho e ressocialização. A agenda reuniu representantes dos sistemas prisionais de São Paulo e do Paraná.

A comitiva passou pelo Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, pelo Instituto Penal de Campo Grande e pelo Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. Também foram discutidos aspectos técnicos e sanitários necessários para implantar oficinas de absorventes em outros estados.

Além das atividades voltadas para o trabalho e contribuição dentro e fora da unidade prisional, as presas ainda contam com projetos voltados para a higiene e dignidade pessoal. 

No Irmã Irma Zorzi, maior unidade feminina do estado, a oficina do Projeto Dignidade Menstrual tem seis mulheres presas. Juntas, elas produzem cerca de 6,4 mil unidades de fraldas e absorventes por mês. O projeto é desenvolvido em parceria entre a Senappen e a Agepen e os absorventes produzidos abastecem as unidades penais femininas de Mato Grosso do Sul.

Além das oficinas de absorventes, a Agepen mantém frentes de trabalho em malharia, marcenaria, serralheria, panificação e fabricação de artefatos de concreto.

No Instituto Penal de Campo Grande, a comitiva conheceu projetos de musicoterapia, com orquestra e coral, e um salão de beleza voltado à população LGBTQIA+. 

No Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, viu a Horta da Esperança, que fornece hortaliças para a própria unidade e doa a escolas públicas e instituições sociais.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).