Cidades

HOMICÍDIO

Vídeo mostra jovem sendo alvejado antes de morrer na Coronel Antonino

Três suspeitos foram presos, dentro do veículo usado no crime, e encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento da Cepol

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Na madrugada desta segunda-feira (10), equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul atuaram em uma ocorrência de homicídio registrada na região do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. O jovem morto foi identificado como Karlos Eduardo Carvalho dos Santos, de 18 anos. 

A ocorrência teve início por volta das 2h56, quando as equipes policiais receberam, por meio da rede de rádio, informações sobre uma pessoa que havia sido atingida por disparos de arma de fogo na região da Rua Rio de Janeiro.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que o veículo Fiat Uno para na rua Rio de Janeiro e ocorre o disparo de arma de fogo contra Karlos Eduardo. Na sequência, ele sai correndo, mas acaba caindo na esquina da rua Doutor Fausto Pereira com a rua Anita Garibaldi, onde foi constatado seu óbito.

O veículo foi localizado e era ocupado por três indivíduos, identificados como Thiago Pereira Carrilho, Jackson Lins de Souza e Rodrigo Andrade de Oliveira. Eles negaram qualquer envolvimento no homicídio. 

Durante a averiguação inicial do local onde teriam ocorrido os disparos, os policiais não localizaram cápsulas deflagradas. Mesmo assim, diante da gravidade dos fatos, o local onde a vítima foi encontrada foi imediatamente isolado e preservado.

No decorrer dos procedimentos, uma testemunha foi conduzida até o local onde a vítima havia sido encontrada e, posteriormente, realizou o reconhecimento dos possíveis envolvidos.

Na ocasião, a testemunha reconheceu o Fiat Uno localizado pelas equipes do Batalhão de Choque como sendo o veículo relacionado à ocorrência e apontou Thiago Pereira Carrilho como sendo a pessoa que teria efetuado os disparos contra a Karlos Eduardo.

As informações obtidas durante as diligências também foram reforçadas por um relato apresentado à equipe policial pela esposa de Thiago.

Segundo o relato, Karlos Eduardo estava anteriormente na residência de um dos indivíduos e, posteriormente, teria saído juntamente com ele no mesmo Fiat Uno de cor cinza, poucos minutos antes da ocorrência.

Os três indivíduos que ocupavam o veículo foram conduzidos pelas equipes do Batalhão de Choque e apresentados à autoridade policial competente.

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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