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Cinema Nacional

Ana Paula Arósio estrela filme sobre perdas

Ana Paula Arósio estrela filme sobre perdas

Redação

08/10/2010 - 13h00
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Em “Como Esquecer”, Ana Paula Arósio teve dificuldades de aceitar e até de entender Júlia, uma personagem complexa, protagonista de seu novo filme que chega aos cinemas no dia 15 de outubro e que teve pré-estreia em São Paulo na noite de quinta-feira (7).

Com o cabelo bem curto, estilo “Joãozinho” (o novo look é proposital para “Insensato Coração”, novo folhetim de Gilberto Braga), Ana falou da composição de seu papel para o filme dirigido por Malu de Martino e de como as mudanças - de visual, por exemplo - são bem-vindas.

“É importante essa mudança física de um personagem para outro”, contou Ana, para o Famosidades, ao lado do marido Henrique Pinheiro.

Para a Júlia de “Como Esquecer”, a atriz adotou um visual “sem sal”, cabelos compridos e presos, por vezes desarrumados, roupas conservadoras e maquiagem deixada de lado. Apesar de ter adorado aposentar o batom e o brilho (“foi muito mais fácil”, riu), a composição teve um propósito maior: transmitir o estado de espírito da personagem.

Divulgação
Na história do filme, baseado no livro no livro homônimo de Myriam Capello, Júlia é uma mulher repleta de angústias e desacreditada de uma reviravolta em sua vida. Após perder um grande amor, ela se fecha em seu mundo e torna-se arredia a qualquer pessoa que se aproxime.

A causa de tanta desilusão é Antônia, ex-namorada de Júlia. Discutindo a temática homossexual sem tabus ou julgamentos, “Como Esquecer” se mostra sutil e é de extrema delicadeza a forma com que toca no assunto.

“O fato de o filme ser temático é um adereço. Os personagens poderiam muito bem ser heterossexuais. O ponto não é a sexualidade, e sim falar de amizade e como uma amizade pode ajudar a superar uma dor muito grande”, pontuou Ana.

No ciclo de amigos está Murilo Rosa, ausente na pré-estreia, mas que foi o grande destaque do longa. Na pele de Hugo, um personagem também homossexual, o ator faz um contraponto à situação difícil de sua amiga Júlia. Ao perder um amor, que faleceu em um acidente, mostra-se otimista e, com bom-humor, quebra o clima pesado que o filme insinua.

“São histórias de perdas, e como cada um lida com elas. Todo mundo que é adulto já perdeu algo importante, e não é fácil mesmo de superar isso. O filme mostra as várias formas de superar uma dor”, afirmou a diretora Malu de Martino.
 

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