O novo seriado da Rede Globo, “As cariocas”, que estreou ontem, tem tudo para emplacar: roteiro malicioso, sem cair para vulgaridade; interpretações precisas; fotografia cuidadosa e, acima de tudo, o resgate de um tipo de produto comum no cinema brasileiro do passado, mas que ainda não vingou no presente nas telonas e que ganha fôlego na televisão: a comédia adulta. No primeiro episódio, “A noiva do Catete”, Alinne Moraes – atriz cada vez mais eclética nos tipos que encena – , é um mulher dividida entre três relacionamentos. Com cada homem vive uma situação. A partir disso, surgem momentos perigosas e românticos.
Marcada por narração irônica e divertida, que estabeleceu comunicação direta com o espectador, o programa tem toda possibilidade de ser destaque na grade da emissora no horário das 22h. “As cariocas” é outro acerto depois do êxito de “A cura”, que encerrou a primeira temporada na semana passada. A nova atração marca a volta de Daniel Filho à direção de televisão e tem como inspiração textos de Sérgio Porto (1923/1968), o eterno Stanislaw Ponte Preta. Nas próxima semana, Adriana Esteves viverá uma mulher desejada por todos, menos pelo marido. Pelo visto, mais diversão nas noites de terça-feira. O único problema é ter que aguentar antes o programa “Casseta e Planeta urgente”, cada vez mais repetitivo e sem atrativos.