Toca o telefone. O apresentador diz: alô. Do outro lado da linha, uma pessoa de qualquer parte do Brasil conta seu problema. Em poucos segundos, ficamos sabendo se o motivo da ligação é de ordem afetiva, familiar, religiosa ou existencial. Em seguida, um padre, um teólogo/psicólogo e uma psicóloga começam a analisar a questão relatada. A bancada, rapidamente, como naqueles antigos programas de rádio, emplaca comunicação direta com o espectador. Em linhas gerais, este é o perfil do programa “Em frente”, exibido todas as quintas-feiras, às 20h, na Rede Aparecida, que, em setembro, completou dois anos no ar.
Correio B
COMENTÁRIO
Programa de TV agrada mesmo parecendo atração radiofônica
Programa de TV agrada mesmo parecendo atração radiofônica
Em um primeiro momento, a atração tinha tudo para não dar certo. Imagina um programa de duas horas duração, sem convidados conhecidos, muito menos externas, atrações musicais, efeitos especiais, além de apresentadores com aspectos comuns. Quer dizer, algo na contramão da TV praticada em 98% da emissoras abertas. Mesmo assim, o programa mantém espectadores fiéis. Qual o segredo? Três apresentadores extremamente simpáticos que buscam afugentar o politicamente incorreto com humor e coerência. Não pregam o conflito religioso, o ataque à minorias e, acima de tudo, apostam em um humanismo raro em tempo de Datena, CQC e Pânico. Pelas beiradas e com simplicidade, “Em frente” é um programa para quem gosta de um bate papo como dos antigos programas de rádios. Se não conhece, experimente, mesmo que seja entre um zap outro na hora da novela.
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