Ainda que as necessidades nutricionais de um adulto e de uma criança, por exemplo, não sejam as mesmas (e devam ser respeitadas), existem regras básicas na montagem do cardápio variado e equilibrado que valem para todos, em qualquer idade. No século V a.C., o grego Hipócrates, considerado o pai da medicina, já pregava: “Que o teu alimento seja o teu remédio e que o teu remédio seja o teu alimento”. Portanto, vale a pena ter uma alimentação saudável e o comportamento começa dentro de casa, na rotina familiar. Pesquisas mostram que o hábito alimentar na infância indica o padrão de consumo do indivíduo na idade adulta e que a dieta dos pais influencia os hábitos alimentares dos filhos. Preocupada com o bem-estar, qualidade de vida e alimentação saudável, a rede Mundo Verde dá dicas para os pais de bons exemplos que devem ser passados aos filhos quando o assunto é alimentação.
Parece que a questão é conseguir despertar a tal da consciência alimentar na família. A dieta é uma conduta individualizada, feita de acordo com a idade, sexo, ciclos biológicos, doenças, atividade física, profissão e preferências alimentares. Mas a boa alimentação deve ser praticada por todos os integrantes da família, independentemente das diferenças.
Segundo a nutricionista Flávia Morais, da Rede Mundo Verde, a dieta da família deve ser saudável e variada. É importante, desde cedo, oferecer às crianças uma alimentação à base de cereais integrais, frutas, verduras e legumes. “E não basta o pai oferecer esse alimento ao seu filho, ele também precisa comer, o ideal é incluir nas refeições saladas e prefira frutas de sobremesa”, afirma Flávia.
Para a nutricionista, o consumo de líquidos durante as refeições atrapalha a digestão e diminui o apetite, fazendo com que a criança troque facilmente a refeição por sucos ou refrigerantes. “Não usar a comida como recompensa ou castigo, oferecer doce como forma de compensar a ausência ou castigar um mau comportamento com um prato de arroz, feijão e salada são comportamentos nocivos que podem influenciar a mente e consequentemente os hábitos alimentares futuros nas crianças”, diz a especialista.
A nutricionista orienta-os a terem uma refeição em casa, um momento de convívio familiar alegre com cardápios e receita com ingredientes mais saudáveis. “Os pais devem comer com calma, aproveitar a companhia familiar, mastigar bem os alimentos e orientar as crianças a fazê-lo também. Lembre-se que a digestão começa pela boca com a mastigação. É importante também reduzir o número de refeições fora de casa. Normalmente em restaurantes e fast-food, os alimentos são ricos em calorias e pobres em nutrientes”, explica Flávia. Para melhorar a saúde da família, ela sugere um cardápio com lanches saudáveis como salada de frutas, granola, sucos de frutas, barras de cereais, balas de banana sem adição de açúcar, frutas liofilizadas e crocantes são ingredientes para uma alimentação saudável. “É muito importante controlar a ingestão de guloseimas como doces, balas, biscoitos recheados e frituras. Não tendo esses produtos em casa o consumo de guloseimas pela família será menor”, diz a nutricionista.
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