Correio B
Houve períodos em que a Rede Globo investia pesado em programas musicais. A maior emissora do País apresentou atrações de MPB, rock, samba, clássico... “Saudade não tem idade”, “Globo de ouro”, “Concertos para juventude”, “Mixto quente”, “Clipe clipe”, especiais com astros nacionas e internacionais são alguns do programas que fizeram parte da grade da rede. Importante: as atrações iam ao ar em horário nobre ou acessíveis. Pode se acusar a Rede Globo de tudo, menos de não apresentar os musicais com qualidade técnica e artística. Gerações conheceram o passado sonoro do País em exibições marcantes.
Hoje, isso tudo mudou. A música entra na programação como mero acessório. Com elemento a mais dentro do “Caldeirão do Huck” ou no Domingão do Faustão”. As exceções são “Por toda a minha vida” e “Som Brasil”. O problema é que estes são exibidos em horários proibitivos. O caso de “Som Brasil” é quase criminoso. Unindo passado e presente, apresenta canções feitas por um ícone da história da música popular interpretado por revelações atuais. Foi o formato que possibilitou a aproximação de Toquinho e Mallu Magalhães, Rita Lee e Tiê, Marcos Valle e kassin e Domenico, entre muito outros.
Mas para acompanhar os encontros, o espectador tem que ficar acordado até 3h do sábado – o programa é exibido um vez por mês. A emissora até pode se justificar dizendo que atualmente tem a internet como arquivo e o fã pode ver a atração em qualquer horário. Porém, torna o programa somente para iniciados. Não possibilita que aqueles que desconhecem passem a conhecer o melhor do nosso acervo musical. Mesmo exibido mais cedo, “Por toda minha vida” não facilita para os apreciadores de música. Com certeza, pelo valor artístico, a Globo deveria tentar exibí-los mais cedo, os apreciadores da MPB agradecem.
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