Os suecos esgotaram em poucas horas nesta quinta-feira a primeira edição de uma biografia do rei da Suécia, a quem são atribuídos diversos casos amorosos e festas escandalosas.
"Carl XVI Gustaf, rei à força" (numa tradução livre), escrito por três jornalistas e lançado nesta quinta-feira, já não pode mais ser encontrado nas livrarias.
"Encomendamos cem exemplares, mas foram vendidos em menos de duas horas", disse à AFP Nicklas Bjorkholm, gerente da livraria Hedengrens, no centro da capital.
Os três autores, os jornalistas Thomas Sjoeberg, Deanne Rauscher e Tove Meyer, explicaram que quiseram descrever o rei "como uma pessoa comum" e falar "da maneira como o veem as pessoas em torno".
O livro conta a juventude do monarca e sua ascensão ao trono aos 27 anos, mas uma grande parte é dedicada a festas organizadas com seus amigos em companhia de mulheres.
Também conta diversas imprudências, como o romance que teve, no fim da década de 1990, com Camilla Henemark, a cantora do grupo pop sueco Army of Lovers.
"Camilla sabia que a rainha Silvia estava a par (...) Temia tornar-se a mulher mais odiada da Suécia se sua ligação com o monarca fosse conhecida publicamente", escrevem os autores sobre a cantora.
A biografia também relata como o chefe de Estado sueco pôs sua segurança em risco diversas vezes, ao participar de festas em clubes duvidosos, um deles em Estocolmo administrado por um ex-presidiário.
O rei, que participava de uma caçada no sudoeste do país, foi interrogado pela imprensa sobre este livro e disse que ainda não o leu, mas que "algumas manchetes da imprensa não eram muito agradáveis".
"Falei com minha família e com a rainha. Vamos virar a página e pensar em outras coisas, já que, se entendo bem, trata-se de fatos que ocorreram há muito tempo", acrescentou, citado pela agência sueca TT.
Informações da AE