Correio B

Redes Sociais

A nova mania virtual

A nova mania virtual

Redação

10/11/2010 - 00h18
Notícia sem imagem

De certa forma, estar fora de uma rede social virtual é não participar de um universo de relacionamentos – pessoais e profissionais – muito grande. Se todas as relações se estendem por redes, na internet isto é potencializado. Criado em 2004 simultaneamente ao Orkut – o site de relacionamentos mais popular no Brasil – o Facebook se popularizou no mundo e, de uns tempos para cá, ganhou fama e milhares de novos integrantes brasileiros. Mas o que existe de especial nessa mídia social? A resposta talvez apareça no filme “The social network”, dirigido por David Fincher, sobre o conturbado processo de criação do Facebook.

Com estreia prevista para 3 de dezembro, o filme gira em torno de Mark Zuckerberg – criador do site e mais jovem bilionário do mundo – e seus conflitos. O filme foi exibido na 34ª Mostra de Cinema de São Paulo e, segundo os críticos, faz um retrato bastante crítico da juventude 2.0, que cresceu conectada ao mundo virtual. O protagonista é vivido por Jesse Eisenberg, que representa com bastante cinismo o personagem central. O slogan do filme aponta que é impossível fazer 500 milhões de amigos sem ganhar inimigos pelo caminho.

Interação social atrai novos usuários
Quando foi criado em 2004, o serviço gratuito era exclusivo para estudantes da Universidade de Harvard, em Boston, no Estados Unidos. Entretanto, foi uma questão de tempo até que se espalhasse pelo mundo, tornando-se o segundo maior site em visitas, perdendo apenas para o Google. Para a estudante de Ciências SociaisTaianne Petelin, 21 anos, a curiosidade foi o que despertou o interesse pelo site de relacionamentos. “Sempre gostei desses sites e há três meses resolvi entrar no Facebook, mas comecei a mexer de verdade há pouco tempo. É uma ferramenta muito nova”, descreve.

Segundo ela, a rede contribui para a comunicação e facilita a interação social. “Posso manter contato com pessoas que conheço, principalmente quem mora longe.  Embora pareça com o Orkut, tem muitas outras funcionalidades”, explica, referindo-se aos jogos e aplicativos que o site oferece.

Entretanto, a interface intuitiva do Facebook exige que o usuário passe algum tempo se acostumando, principalmente se veio de outras redes sociais digitais. “Não é difícil, mas exige tempo”, acredita. Para Taianne, a rede não substitui outros sites como o Twitter ou o próprio Orkut, mas oferece uma nova forma de se relacionar com os outros pela web.

Para o acadêmico de Jornalismo Daniel Belalian, que também atua como analista de mídias sociais de empresa especializada em marketing digital, o Facebook ainda não é seu site favorito, no entanto, é necessário para manter as atividades sociais na internet. “Criei para substituir o Orkut, que está cada vez pior. Aos poucos estou migrando, chamando amigos e mantendo contato com eles por outras mídias. A função permanece a mesma: aprofundar os laços de amizade”, aponta.

Ele compara o Facebook e o Twitter, duas das mais populares redes sociais, acreditando que o papel do primeiro é reunir amigos e pessoas com interesses em comum, enquanto o segundo não exige relação alguma entre seguidos e seguidores. “Em um o que me interessa são as pessoas. No outro, é o conteúdo”, detalha.

Mas o uso da rede social no Brasil ainda é diferente do que é feito em outros países.
“Tenho um amigo na Alemanha que usa o Facebook para combinar festas, avisar que vai passar na casa de fulano ou convidar pessoas para sair. Aqui, as pessoas ainda não veem com tanta seriedade”, acredita Belalian.

Com a decadência da rede mais popular no Brasil, é provável que os usuários do site aumentem cada vez mais por aqui. Vale lembrar que um dos co-criadores da ferramenta, Eduardo Saverin, é brasileiro. No filme, ele é representado por Andrew Garfield. Se quiser saber mais sobre a rede, aventure-se pelo site www.facebook.com.

Negócios na rede social
A internet se mostrou um meio de comunicação extremamente rentável. Foi uma questão de tempo até que as empresas se dessem conta disso e optassem por ações de marketing digital. Como lembra o gerente de produção de uma empresa especializada nesse nicho, Everton Cação, o retorno de ações no Facebook é superior aos outdoors espalhados pela cidade. “Com o site, é possível construir relacionamentos com os clientes, estreitar os laços e oferecer informações e promoções. Isso sem falar que é possível saber quantas pessoas serão atingidas pelas mensagens”, ressalta.

O impacto do Facebook foi estrondoso. Os ecos começam a chegar a Campo Grande, popularizando o espaço virtual. Segundo Belalian, os primeiros a utilizar a rede foram pessoas de classes mais altas, principalmente pelo contato com o exterior, onde a ferramenta se tornou a principal rede social. Mas, atualmente, a classe C começa a estabelecer seu espaço dentro do site. Como tudo já está traduzido para o português é fácil começar a navegar pela rede.

Cação cita um exemplo de como o Facebook é potente também no ramo do marketing. “Somos responsáveis pela conta da AACC. No Mc Dia Feliz, no qual toda a venda de Big Mac é revertida para a associação, convidei as pessoas a participarem por meio da rede. Mandei para mais de três mil e, rapidamente, tive 700 confirmações”, explica. Vale lembrar que quando era utilizado apenas por universitários, o site se tornou um dos principais meios para organizar festas.

Como lembra o jornalista e crítico de cinema Marcelo Hessel, a geração 2.0 não acredita na internet como um passatempo apenas, mas como uma opção existencial. No entanto, os riscos permanecem. A constante ameaça de uma “solidão interativa”, para lembrar o termo criado pelo sociólogo francês Dominique Wolton, só tende a enfraquecer as estruturas sociais sob as quais se vive hoje, como, por exemplo, a democracia. Para ele, “comunicação será a grande questão do século 21”.

Prevenção

Novembro azul chama atenção para os cuidados com a saúde do homem

Mês também traz a temática do câncer de próstata, os principais sintomas a que eles precisam estar atentos e os desafios que ainda permeiam o autocuidado e a busca por avaliação que atrasam o diagnóstico

03/11/2026 11h00

Médico cita que muitos homens cresceram associando a procura por ajuda à fraqueza e aprendendo a minimizar sintomas, o que pode gerar consequências graves

Médico cita que muitos homens cresceram associando a procura por ajuda à fraqueza e aprendendo a minimizar sintomas, o que pode gerar consequências graves Foto: Arquivo / Reprodução

Continue Lendo...

Diálogo

Em gabinete poderoso, caiu como uma bomba relatório técnico de órgão...Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira

03/11/2026 00h01

Em gabinete poderoso, caiu como uma bomba relatório técnico de órgão...Leia na coluna de hoje

Em gabinete poderoso, caiu como uma bomba relatório técnico de órgão...Leia na coluna de hoje

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).