Correio B

FESTIVAL

Dança de rua em alta

Dança de rua em alta

Redação

11/11/2010 - 00h05
Notícia sem imagem

O street dance, termo que engloba as coreografias surgidas a partir da cultura estadunidense hip hop, saiu do gueto. Se nas décadas de 80 e 90, era visto apenas como manifestação restrita a grupos específicos e que não mantinha diálogo com outras manifestações coreográficas – muito menos tinha espaço em grande eventos de dança –, hoje, assiste a uma situação diferente. Ganhou palcos nobres e tem número de adeptos espalhado por quase todos os continentes. “Atualmente, o street dance é o estilo mais dançando no mundo”, afirma o coreógrafo campo-grandense Edson Clair, com mais de 3 décadas dedicadas à dança e há 17 anos ao street.

A importância do gênero pode ser verificada no evento que Edson coordena desde 2004, o MS Street Dance Fest,  que reunirá a partir de hoje, em Campo Grande, perto de 485 bailarinos, originários de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Distrito Federal e até dos Estados Unidos. “Para ter uma ideia da valorização do street, até um tempo atrás o Festival de Dança de Joinville, que é o mais importante do Brasil e um dos mais importes do mundo, não havia uma categoria de street. Tanto que os artistas e grupos se apresentavam em jazz. Isso mudou. Agora, há uma categoria própria e os trabalhos em street chegam a abrir a programação”, destaca Edson. Mesmo com reconhecimento, o coreógrafo acha que há necessidade de mais divulgação e é isso que o evento que ele coordena pretende.

Várias possibilidades do street estarão em destaque na programação, incluindo apresentações, competições, oficinas, entre outros. A primeira edição aconteceu em 2004, sendo suspenso por 3 anos. O retorno aconteceu em 2008. A abertura, que acontece às 20h, no Teatro de Arena do Horto Florestal, será feita pelo grupo Funk-se com o espetáculo “Frágil ou sentido da ruptura”. Segundo Edson, a montagem mostra como o street pode ter uma abordagem ampla e possibilita novas experiências artísticas. “É um trabalho que fala dos índios de Mato Grosso Sul, utilizando uma linguagem contemporânea para cair no regional. Quando fomos fazer a pesquisa em Dourados com os índios vimos como o street e outros elementos do hip hop são assimilados por eles. Na ocasião, os índios não tinham uma música própria para dançar o street e utilizavam cânticos locais. O grafite era feito com piche. Que dizer, davam respostas próprias para o que o street pedia”, avalia Edson.

A programação prossegue amanhã com a Mostra de Danças Escolares. A intenção é reunir os trabalhos que estão sendo desenvolvidos em  danças populares em instituições de ensinos particulares, municipais e estaduais. “Vale axé, reboletion, funk até balé clássico. O que queremos é mostrar o que as escolas estão fazendo. É uma ideia que queremos ampliar nos próximos anos”.

Na sexta-feira, haverá competição de hip hop e freestyle.  No sábado, a abertura será feita pelo grupo D-Efeitos, ganhador da competição do SBT “Qual é o seu talento?” e destaque no Festival de Joinville. Depois haverá apresentações de projetos da Capital e do interior, além de outros estados. No último dia, acontecerá  apresentações de vários grupos e a final de disputa  da B-Boys. Na quinta  e sexta-feira a entrada será franca. No sábado e domingo, R$ 10 (cadeira) e R$ (arquibancada). Outro destaque do evento serão as oficinas. Entre os convidados, estará Bryan Tanaka, responsável pelas coreografias de nomes importantes da música internacional, como Beyoncé e  Rihanna. Ainda estão sendo feitas negociações para ele dançar na final do evento, que está sendo patrocinado em parte pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e conta com vários apoios.

Prevenção

Novembro azul chama atenção para os cuidados com a saúde do homem

Mês também traz a temática do câncer de próstata, os principais sintomas a que eles precisam estar atentos e os desafios que ainda permeiam o autocuidado e a busca por avaliação que atrasam o diagnóstico

03/11/2026 11h00

Médico cita que muitos homens cresceram associando a procura por ajuda à fraqueza e aprendendo a minimizar sintomas, o que pode gerar consequências graves

Médico cita que muitos homens cresceram associando a procura por ajuda à fraqueza e aprendendo a minimizar sintomas, o que pode gerar consequências graves Foto: Arquivo / Reprodução

Continue Lendo...

Diálogo

Em gabinete poderoso, caiu como uma bomba relatório técnico de órgão...Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira

03/11/2026 00h01

Em gabinete poderoso, caiu como uma bomba relatório técnico de órgão...Leia na coluna de hoje

Em gabinete poderoso, caiu como uma bomba relatório técnico de órgão...Leia na coluna de hoje

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).