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SAÚDE

Cirurgias bariátricas crescem 500% no Brasil

Cirurgias bariátricas crescem 500% no Brasil

Redação

14/11/2010 - 01h35
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O número de cirurgias bariátricas no Brasil registrou um grande crescimento na última década. O procedimento, indicado no tratamento da obesidade mórbida, foi realizado 5 mil vezes em 1999. Já no ano de 2009 foram realizadas 30 mil cirurgias no país, um aumento de 500% na última década.

Esse crescimento coloca o Brasil na segunda posição do ranking mundial de cirurgias bariátricas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que realiza anualmente 300 mil procedimentos por ano. “O grande crescimento nos números de cirurgia bariátrica no Brasil está relacionado ao crescimento da população obesa no País e ao reconhecimento que é um procedimento seguro e eficaz no tratamento da doença“, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Dr. Thomas Szego, que coordena a partir do dia 16 de novembro o Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, que será realizado em Bonito.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade já atinge mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, pelo menos 3,5 milhões de pessoas estão em estado de obesidade mórbida, ou seja, estão com pelo menos 40 quilos acima do peso corporal ideal.

A diminuição do tamanho do estômago para perda de peso é recomendada quando o índice de massa corporal (IMC) é maior que 40kg/m² em pessoas com idade superior a 18 anos, seja homem ou mulher. O procedimento pode ser recomendado, ainda, se o IMC estiver entre 35kg/m² e 40kg/m² e o paciente em questão tiver diabetes, hipertensão arterial, apneia do sono, hérnia de disco ou outras doenças associadas à obesidade. “Nos casos que o IMC do paciente fica entre 30 e 35 é preciso uma avaliação prévia e individualizada para ver se realmente a cirurgia bariátrica é recomendável. A cirurgia bariátrica é a última opção para o paciente que já tentou, sem sucesso, reduzir peso por métodos tradicionais”, diz Dr. Thomas.
A cirurgia, porém, não garante a redução de peso em definitivo. O paciente precisa fazer uma adaptação a sua nova realidade e contar com acompanhamento de profissionais da saúde para se adaptar a sua nova rotina. “No geral, depois de três anos 10% dos pacientes começam a engordar novamente, por não adotar um novo estilo de vida saudável. O paciente necessita de um acompanhamento contínuo porque a mudança na dieta e nos hábitos de vida, necessários após a operação, é o que garante a saúde do paciente e a o sucesso na eliminação de quilos”, ressalta Dr. Thomas.

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