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Diabetes tem prevenção

Diabetes tem prevenção

Redação

15/11/2010 - 00h45
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Ontem, 14 de novembro, foi celebrado o Dia Mundial do Diabetes, o dia é conhecido em razão das mobilizações de conscientização em torno do tema desde 1991, ano em que foi criado pela a International Diabetes Federation (IDF), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin, um dos responsáveis pela descoberta da insulina.

Informações publicadas recentemente pela IDF mostram que se não forem tomadas medidas para alterar o caminho da epidemia, em 2030, o número de diabéticos no mundo deverá ser próximo dos 440 milhões. E as principais vítimas estão nos países de baixa e média renda.  Em Mato Grosso do Sul o número atual de portadores de diabetes melittus (tipo 2) é de 87.047, conforme dados do Ministério da Saúde.

A doença
A Sociedade Brasileira de Endocrionologia e Metabologia define o diabetes como uma doença causada pela deficiência na produção de insulina, e suas principais características são hiperglicemia, ou seja, uma elevação da quantidade de glicose no sangue, e glicosúria, presença de açúcar na urina. Entre seus sintomas mais comuns estão o aumento da frequência em urinar, sede e apetite exagerados, perda de peso, coceiras e doenças na pele e inflamações dos nervos. Por ter esta deficiência na produção de insulina, o diabético deve evitar doces e massas, pois, ao serem metabolizadas pelo organismo são transformadas em glicose, além de bebidas alcoólicas.

Tipos
Existem algumas formas  de diabetes (confira abaixo), mas independente do tipo quando não diagnosticado ou se diagnosticado e não tratado adequadamente, passa a ser um grave problema de saúde pública em decorrência de suas complicações.

Tipo 1 – É o tipo de diabetes onde ocorre destruição das células do pâncreas que produzem insulina. Seu aparecimento se dá de forma abrupta em crianças, adolescentes e adultos jovens. O início dos sintomas é súbito e sua evolução clínica é rápida, podendo levar ao coma hiperglicêmico em poucos dias. É o chamado diabetes insulino-dependente, pois requer o uso de insulina no seu tratamento. Representa aproximadamente 10% do total de quem têm diabetes.

Tipo 2 – É o tipo de diabetes mais comum. Neste o pâncreas diminui a produção de insulina e/ou a insulina produzida não é bem usada pelo organismo. Ocorre geralmente em adultos após os 35 anos de idade. O início dos sintomas é lento e podem passar despercebidos por longos períodos, dificultando seu diagnóstico e o tratamento. É o chamado diabetes insulino-não-dependente, na sua maioria tratado com comprimidos, embora possa também as vezes ser tratado com insulina. Representa 90% das pessoas que têm diabetes.

Gestacional – Geralmente surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas, onde ocorreu alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Futuramente elas podem vir a desenvolver o diabetes tipo 2.

Mal que pode ser prevenido
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do tipo 2 da doença em adultos é o histórico familiar e a obesidade. Este tipo de diabetes geralmente acomete pessoas com mais de 40 anos de idade e crianças que nasceram com mais de quatro quilos. O diagnóstico pode ser feito com o exame da glicemia, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O controle do diabetes deve ser feito, principalmente, com mudança nos hábitos de vida: controle da alimentação e prática de atividades físicas. O tratamento também pode incluir medicamentos para controle da insulina (por via oral ou venosa).

A coordenadora da área técnica de Diabetes e Hipertensão do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio, explica que, apesar de a diabetes não ter cura, é possível controlar e conviver com a doença, evitando complicações. “O pior momento é o do diagnóstico do diabetes, uma doença totalmente administrável. O mais importante é o autocuidado, que deve ser orientado pelos profissionais de saúde, o que, muitas vezes, é mais importante que o uso de medicamentos”, conclui.

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